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Novo álbum de Geoff Tate, ex-vocalista do Queensrÿche, será produzido por John Moyer (Disturbed)

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Novo álbum de Geoff Tate, ex-vocalista do Queensrÿche, será produzido por John Moyer (Disturbed)
reprodução / youtube

O novo álbum solo do ex-vocalista do ex-vocalista do Queensrÿche, Geoff Tate, será produzido por John Moyer (baixista do Disturbed). Eles passaram a última semana em viagem pela Europa como parte da empresa Tate ‘s Backstage Pass Travel.

John Moyer compartilhou a seguinte mensagem sobre o novo material de Tate:

“Bem, França e Itália, foi divertido, mas é hora de ir para casa. Estou muito honrado em produzir o novo disco do Geoff Tate. Fizemos um ótimo trabalho nessas últimas duas semanas e meia. Foi um prazer trabalhar com ele e seus guitarristas Amaury [Altmayer] e Dario [Parente]. Todos eles são músicos de alto nível, e gravar com o Geoff me arrepiou cada vez que gravávamos. A voz dele é de fogo e ele tem ótimas performances neste disco.”

Moyer já trabalhou com Tate anteriormente quando substituiu Rudy Sarzo em diversas ocasiões em 2013, durante a turnê de Tate tocando o álbum “Operation: Mindcrime” na íntegra. Ele também no projeto de Tate, Operation: Mindcrime, que lançou uma trilogia de álbuns entre 2015 e 2017. Atualmente, Geoff Tate está trabalhando no terceiro e último capítulo da série “Operation: Mindcrime”

Cradle of Filth: Dani denuncia brigas, agressões e bebedeiras entre Zoë e Ashok

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📸@nachtfrostvisuals

O embrolho envolvendo o Cradle of Filth e o casal Šmerda (Zoë Marie Federoff-Šmerda e Marek “Ashok” Šmerda), acaba de ganhar detalhes. Dani Filth, vocalista e líder da banda, veio por meio de uma nota oficial publicada na página do Cradle Of Filth, contar o seu lado da história, após as saídas recentes de Zoë (que abandonou a turnê na América do Sul abruptamente) e Ashok (demitido em seguida).

Os dois praticamente acusaram a banda de trabalho escravo, veja: “muito trabalho para um salário relativamente baixo. O estresse é bastante alto e já faz um tempo que não sentimos que esta banda realmente prioriza/se importa com os membros”, declarou Ashok.

A explicação de Dani Filth na página oficial inclui alguns prints de conversas entre o empresário da banda Dez Fafara e Ashok. A declaração também expôs o relacionamento conturbado e nada saudável do casal Šmerda:

“Saudações a todos,
Acho que chegou a hora de revelar o meu lado da história, agora que tantas acusações foram feitas contra a banda, nossa equipe de gerenciamento e a mim pessoalmente. Peço desculpas pelo pequeno atraso nesta declaração; era importante abordar isso de forma equilibrada, após reflexão. O momento também foi difícil, já que a banda está atualmente em turnê pela América do Sul, com dias de viagem exaustivos, voos longos e shows.

Não acredito em retaliações ou difamações, mas quero esclarecer os seguintes pontos:

1. Primeiro, o contrato em questão:
Este não é um contrato que se esperava que fosse assinado como está, mas sim a estrutura inicial para se desenvolver. Vou expandir sobre isso mais adiante, mas vejo que uma das principais razões pelas quais estamos nessa situação é por conta da falta de comunicação sobre a natureza do contrato e o que era esperado das partes que o receberam.

2. Trabalho com outras bandas:
Ninguém na banda é proibido de trabalhar com outros grupos e complementar sua renda. Atualmente, agendamos turnês por cerca de 40% do ano, deixando o restante disponível para outros compromissos. Muitos dos meus colegas de banda têm outros projetos, como pode ser visto em suas próprias redes sociais. NÃO proibimos nossos músicos de assumir compromissos com outras bandas, apenas pedimos planejamento adequado, coordenando as agendas com a maior antecedência possível.

3. O caso com Zoe:
Fico triste em ver que Zoe está escolhendo fatos para encaixar em uma agenda, mas estou disposto a compartilhar a história completa, incluindo a descrição dos eventos dos três primeiros dias da turnê sul-americana, para mostrar um quadro mais equilibrado, de modo que as pessoas possam julgar com base em um contexto mais amplo.

Durante aqueles primeiros dias, consumo excessivo de álcool, discussões crescentes e repetidas brigas em público criaram um ambiente muito disruptivo para todos os envolvidos. Eu mesmo testemunhei discussões acaloradas entre Zoe e Ashok, que incluíram abusos verbais e físicos, culminando em uma cena pública em frente ao hotel e de fãs que tinham se reunido para autógrafos de última hora em São Paulo. Isso não foi um incidente isolado, mas parte de um padrão de comportamento abusivo que desgastou toda a equipe.

Entendo que a turnê seja estressante e exaustiva, mas não posso desculpar o efeito que isso teve sobre o restante de nós. A decisão de continuar a turnê sem eles não foi tomada de ânimo leve, mas foi necessária para a saúde da banda e da equipe.

Além disso, ninguém sabia nada sobre a gravidez dela e, se estivesse grávida, por que estava bebendo? Ela até entrou em contato com a equipe de gerenciamento em várias ocasiões pedindo ajuda para parar de beber, com longas mensagens de texto provando isso.

4. Valorização dos músicos:
É importante para mim que os artistas ao meu redor sintam que suas contribuições são vistas e valorizadas. Acho que, em grande parte, isso acontece, já que alguns dos membros que permanecem estão comigo há mais de 10 anos. No entanto, estamos sempre buscando melhorar, então vou aproveitar o que está acontecendo agora como uma oportunidade para criar um diálogo melhor na banda, desenvolvendo um contrato mais elaborado que faça todos se sentirem confortáveis e protegidos no futuro.

5. Sobre o gerenciamento:
Dez e Anahstasia, da The Oracle Management, têm sido simplesmente maravilhosos. Cuidadosos e compreensivos, renunciando a comissões para viabilizar turnês e trabalhando de perto com a banda para nos trazer oportunidades incríveis, pensando fora da caixa.

Tendo falhado em se adaptar à banda, Zoe agora está tentando difamar e mentir o máximo possível para gerar antipatia contra mim e nosso gerenciamento. Não é fácil acusar sem provas hoje em dia, quando todos são críticos experientes na internet? Só posso imaginar do que mais serei acusado enquanto ela tenta destruir esta banda e este negócio.

Dez é muito honesto, transparente e verdadeiro, e não recebe pagamento até que eu permita ao contador pagá-lo. Isso significa que tudo passa pelo meu contador, que então analisa todos os números financeiros para ver o que pode e o que não pode ser pago. Dez nunca lida com o dinheiro que entra.

Dez pediu a demissão de Zoe, à qual Ashok se manifestou a favor dela e acabou indo contra a família real do heavy metal, e não podemos ter ninguém falando assim da esposa do Ozzy.

Agora, para elaborar mais conforme prometido.

Primeiro, o contrato em questão.
Sim, era um contrato ruim, mas um que foi apresentado para ajudar a promover o diálogo com dois membros que estavam causando muito drama nos bastidores. Começou com um e-mail inofensivo e bem fundamentado de Zoe pedindo um aumento de salário para a banda, que foi aprovado em poucos dias sem resistência. Porém, a comunicação de Zoe continuou a ficar mais rude e a escalar para um tom mais ameaçador sem motivo aparente, especialmente considerando que seu pedido original foi aceito desde o início.

As tensões estavam aumentando e, no momento de enviar aquele contrato, já havíamos recebido as renúncias de Ashok e Zoe, então decidimos não gastar nenhum orçamento em um contrato personalizado, o que, em retrospecto, foi um erro, pois isso só escalou a situação. Infelizmente, enviamos um contrato antigo, nunca antes usado, que era muito brusco, não tão elaborado quanto deveria ser e que não refletia totalmente a realidade de estar nesta banda. Não foi feito com intenção maliciosa, mas sim como ponto de partida para negociações — sem percebermos que aquele contrato estava guardado em uma pasta justamente porque nunca deveria ser usado. Eu, impensadamente, encaminhei pedindo que a banda assinasse.

Naquele momento, todos nós (gerenciamento, eu e nosso advogado) mal tivemos tempo de olhar o contrato, demos apenas uma olhada superficial e o enviamos para a banda. Eu não havia tido uma conversa completa com o advogado ou com Dez sobre qual era a intenção inicial do contrato (negociar ou apenas assinar e seguir). Isso foi uma falha da minha parte e foi esclarecido depois.

É claro que Zoe mostraria o pior, e me entristece que o contexto do que eu achei que era nosso diálogo tenha sido distorcido para servir a uma agenda e tornado público.

Estou conversando internamente com o restante da banda agora para elaborar um contrato que atenda melhor a todos eles e ao negócio.

E sim, infelizmente uma banda é um negócio, e quando vemos uma pessoa causando problemas, bebendo pesadamente, não compondo, ameaçando processar a banda pelo uso de sua imagem, então obviamente algo precisava ser feito.

Zoe e Ashok já haviam apresentado suas demissões, apesar de eu ter concordado com um aumento de salário e proteção financeira adicional, então não havia pressa em gastar dinheiro com nosso advogado para elaborar um contrato que já estava destinado a ser rejeitado de qualquer maneira.

Dizer que eles só ganham “X” por ano certamente levantará algumas sobrancelhas, mas, além de seus salários, eles também recebem participação em publicações (acabaram de receber um adiantamento, do qual o gerenciamento abriu mão das comissões e eu coloquei dinheiro do meu próprio bolso), royalties de publicação, PRS ou equivalentes em cada país, bônus de turnê se tivermos bons resultados, patrocínios, além de alimentação diária e acomodações (camas ou quartos duplos de hotel quando disponíveis) na estrada.

Na saída de Zoe, três dias após o início da turnê de vinte e seis datas — e depois de já ter prometido a mim e ao gerenciamento que cumpriria a turnê de forma profissional — Zoe e Ashok passaram os três primeiros dias bebendo e discutindo entre si.

Tendo já discutido a tarde toda na frente de todos no camarim, Ashok quis ficar e beber mais depois do show, discutindo com Zoe que queria o contrário. Mais tarde, ele estava com fãs e membros da nossa equipe, quando Zoe desceu correndo ao hotel para arrastá-lo de volta para o quarto, mandando as pessoas “se f—erem” pelo caminho e causando uma cena. Há muitas testemunhas disso, inclusive de quando ela atirou coisas nele.

Em defesa de Zoe, atribuo esse surto ao fato de termos dormido apenas onze horas em quatro dias, mas novamente não acho que isso seja uma desculpa válida. Ninguém mais se comportou assim. Estávamos cansados demais para isso, para começar!

Na manhã seguinte, com chamada no saguão bem cedo, Ashok ainda estava claramente bêbado e, novamente, os dois brigaram intensamente no aeroporto, resultando na decisão de Zoe de deixar a turnê e reservar um voo de volta ao Arizona, alegando por mensagem que o alcoolismo e as festas de Ashok eram o problema. Ashok permaneceu por cortesia à banda e, como testemunhado por várias pessoas, afirmou que seu casamento não estava funcionando. Isso, no entanto, não é da minha conta.

O que é da minha conta, no entanto, é manter a turnê em andamento e, considerando que esta etapa custa quase US$ 200.000 apenas em despesas e salários, a ideia de trazer novas pessoas, providenciar vistos, hotéis e voos era obviamente esmagadora. Egoisticamente, pensei que sem o drama constante que testemunhávamos diariamente, Ashok aproveitaria o resto da turnê conosco.

Mas não foi o caso: em um momento ele chorava nos ombros das pessoas, na manhã seguinte soltava uma declaração sobre sua saída da banda com outras revelações, depois de falar com sua esposa ao telefone. Naturalmente, diante dessas novas informações, ele foi demitido na hora.

Sobre “body shaming”:
Nunca houve tal prática.
Dez nunca disse nada sobre alguém ser gordo ou pesado demais. Tudo o que ele disse a Anabelle (nossa ex-tecladista) foi: “por favor, cuide da sua saúde, você tem turnê e vídeos chegando”, ao que ela respondeu com uma foto dela mesma comendo uma seleção de pães (o que achei engraçado na época!).

Claro que qualquer gerente expressaria essas preocupações.

Dez nunca falou com Sarah Jezebel Deva sobre nada da banda. Ela não fazia parte da banda, no entanto ele falou com ela quando ela foi à internet falar mal de mim — e é exatamente isso que um bom gerente faz. Espero que meu gerente sempre defenda os artistas.

Aliás, Sarah realmente me enviou um e-mail dizendo como foi bom me conhecer no show em Torquay algumas semanas atrás e perguntando se eu ainda teria interesse em fazer uma versão de uma música pop dos anos 80 que ambos adoramos.

Fazer turnês hoje em dia é um negócio muito caro, mas isso é algo sobre o qual qualquer pessoa pode ler em qualquer lugar na internet.

Eu, assim como muitos colegas da indústria musical, fui praticamente alcoólatra em um ou dois momentos da minha carreira, e é por isso que consigo reconhecer padrões de comportamento erráticos dela — e também é por isso que estou sóbrio há quase três anos.

Enfim, eu poderia tagarelar para sempre, só queria esclarecer algumas coisas e depois sair do caminho de vocês.

Obrigado a todas as bandas, fãs e colegas músicos que ofereceram seu apoio nesta situação. Vocês são muito apreciados mesmo!

Sempre em frente, como dizem!
Vejo vocês na estrada!”

Soulfly: ouça o single “Storm The Gates”, faixa do novo álbum “Chama”

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Soulfly: ouça o single "Storm The Gates", faixa do novo álbum "Chama"
reprodução / youtube

O Soulfly anunciou o seu próximo álbum de estúdio intitulado “Chama” com lançamento em 24 de outubro pela Nuclear Blast Records. O single “Storm The Gates” já está disponível! O Soulfly declara:

“Vindo diretamente das selvas profundas do Brasil para as extensões áridas do Arizona, os pioneiros do metal extremo Soulfly lançarão seu décimo terceiro álbum tribal, CHAMA, em 24 de outubro de 2025 via Nuclear Blast Records.

Hoje, o Soulfly oferece aos fãs o primeiro single ‘Storm The Gates’. Um grito de guerra contra o controle e a ganância, a faixa evoca a força ancestral e une a tribo em rebelião — pesada, primitiva e implacavelmente implacável.”

Max Cavalera comentou:

“Chama é a palavra brasileira para ‘flame’. Também significa ‘chamado’. Meus respeitos ao Alex Pereira por usar ‘Itsari’ em suas saídas do UFC. ‘Chama’ é inspirado pela energia deste momento. Este disco é o som do fogo do Soulfly! Mal posso esperar para tocar essas músicas ao vivo para a Tribo! Chama!”

O disco foi coproduzido pelo baterista do Soulfly, Zyon Cavalera, que disse:

“A cada disco do Soulfly que toco, sinto minha evolução acontecendo em tempo real. Este disco não foi diferente, pois pude lidar com boa parte da produção pela primeira vez. Tentar levar a banda a lugares onde nunca estivemos antes foi incrível e estou ansioso por mais trabalho de produção no futuro!”

Confira a arte de capa e o tracklist:

Faixas:

1. Indigenous Inquisition
2. Storm The Gates
3. Nihilist
4. No Pain = No Power
5. Ghenna
6. Black Hole Scum
7. Favela / Dystopia
8. Always Was, Always Will Be…
9. Soulfly XIII
10. Chama

Tom Warrior admite a possibilidade de criar novas músicas no estilo Hellhammer

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Tom Warrior admite a possibilidade de criar novas músicas no estilo Hellhammer
Photo: Maurice Nunez

Tom Gabriel Fischer (ex-vocalista/guitarrista/compositor principal de Hellhammer e Celtic Frost) e que atualmente comanda o Triptykon e o Triumph Of Death, conversou recentemente com o PowerOfMetal.cl, para falar sobre sua participação na próxima edição do Chile Terrorfest, que acontecerá no mês de dezembro. Durante a entrevista, Tom Warrior respondeu se ele tem planos de “reviver” uma de suas antigas bandas com material inédito:

“Bem, no caso do Celtic Frost, estamos fazendo isso com o TRIPTYKON. O TRIPTYKON é basicamente uma continuação do CELTIC FROST sem alguns dos problemas pessoais que tivemos. Mas mesmo no próximo álbum do TRIPTYKON, haverá algumas músicas que eu escrevi quando ainda estava no CELTIC FROST, e também há músicas novas que são basicamente minhas músicas, do jeito que eu as escrevo e do jeito que eu as teria escrito, mesmo que o CELTIC FROST ainda existisse.

No que diz respeito ao HELLHAMMER e ao TRIUMPH OF DEATH, é claro que há apenas dois anos de música do HELLHAMMER; o HELLHAMMER existiu apenas por dois anos. E sim, temos conversado sobre talvez tentar compor alguma música no estilo HELLHAMMER, mas estou sendo muito cauteloso com isso. Não quero fazer nada errado. Para mim, HELLHAMMER é algo muito importante na minha vida agora. E se fizermos isso, seremos muito, muito cuidadosos para fazer do jeito certo. E se não parecer certo, não vamos lançar. E não precisamos fazer, então não há pressão. Só podemos fazer se estiver certo.”

Sobre o que o teria feito decidir continuar tocando as músicas do Hellhammer e Celtic Frost com seus atuais projetos, ele disse:

“Para Martin [Eric Ain, falecido baixista do HELLHAMMER e do CELTIC FROST] e para mim, o ponto de virada foi quando reunimos o CELTIC FROST em 2001. Falando sobre os velhos tempos, e não foi apenas de forma nostálgica, realmente tentamos revisitar os motivos pelos quais formamos o HELLHAMMER, por que formamos o CELTIC FROST e assim por diante, e falar sobre isso, é claro, nos fez ouvir a música antiga e nos fez entendê-la talvez um pouco mais profundamente do que quando éramos jovens.

Quando éramos jovens, estávamos cheios de adrenalina e testosterona, e pensávamos apenas no presente, mas quando reformamos o CELTIC FROST, estávamos mais velhos, esperançosamente um pouco mais maduros.

Éramos homens adultos. Ouvimos essa música e dissemos: ‘Uau, algumas dessas músicas realmente envelheceram muito bem.’ E nós realmente começamos a tocar algumas músicas do HELLHAMMER durante os ensaios para o álbum ‘Monotheist’ [do Celtic Frost em 2006]. Tínhamos a intenção de tocar algumas músicas do HELLHAMMER na turnê ‘Monotheist’. A razão pela qual não fizemos isso no final foi porque o baterista que tínhamos na época realmente não se identificava com essas músicas. Tentamos tocar essas músicas na sala de ensaio e elas nunca soaram bem com o baterista que tínhamos. Mas então eu fiz o livro sobre o HELLHAMMER — por volta de 2010, escrevi o livro ‘Only Death Is Real’ apenas com a história do HELLHAMMER — e isso realmente me inspirou a tentar de novo, mas tentar com uma banda formada especificamente para isso. Então eu formei o TRIUMPH OF DEATH com alguns bons amigos meus que eu sei que entendem a música do HELLHAMMER. E foi aí que aconteceu.”

Venom: Mantas e Abaddon se unem em batalha legal contra Cronos, “estamos pedindo o que é nosso por direito”

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Venom: Mantas e Abaddon se unem para uma batalha legal contra Cronos, "estamos pedindo o que é nosso por direito"
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Os cofundadores do Venom, Jeff “Mantas” Dunn e Anthony “Abaddon” Bray estão em uma batalha judicial contra Conrad “Cronos” Lant, ex-colega de banda. Há dois anos, eles buscam garantir o reconhecimento por suas contribuições junto ao Venom e obter a parte que lhes cabe dos lucros provenientes dos álbuns que coescreveram e tocaram, os clássicos “Welcome To Hell” (1981), “Black Metal” (1982), “At War With Satan” (1984) e “Possessed” (1985).

Eles tentaram resolver a questão de forma amigável, porém, sem sucesso. Sendo assim, tiveram que recorrer à justiça, o que implicará em custos pessoais e financeiros. Mantas e Abaddon pedem o apoio os fãs do Venom para ajudarem a custear sua luta judicial (via financiamento coletivo).

“Estamos simplesmente pedindo o que é nosso por direito. Após décadas de conflitos evitáveis, queremos paz e um desfecho.”

A coisa se agravou e 2024 quando, Cronos processou Abaddon e a Plastic Head Music Distribution Ltd. Ele acusou a distribuidora de vender produtos com os designs do Venom protegidos por direitos autorais da Lant e a Bray de aprovar a violação por meio de um acordo de licenciamento. De acordo com Cronos, eles estariam licenciando e vendendo produtos oficiais do Venom com os designs contestados.

Em um comunicado, Mantas e Abaddon agradeceram o apoio da Plastic Head pelo apoio e por ajudar a viabilizar o financiamento coletivo. Eles também agradeceram aos fãs pelo apoio:

“Foi a honra de uma vida criar uma música que inspirou um gênero. O apoio de vocês nos ajudou a superar os melhores e os mais difíceis momentos.

Se cada fã nos pagasse uma cerveja, conseguiríamos levar isso adiante.”

Os fãs que quiserem contribuir podem fazê-lo através do link: https://www.gofundme.com/f/abaddon-and-mantas-calling-our-legions.

Segundo a Law360.com, durante o testemunho de Cronos no tribunal, o vocalista relatou que se juntou ao Venom no final de 1979 e que os designs com temas satânicos usados ​​no logotipo da banda e nas capas dos álbuns, inclusive cabeças de cabra, pentagramas e cruzes invertidas, foram criados por ele.

Entretanto, Abaddon entrou com uma reconvenção por violação contra Cronos e a distribuidora Razmataz.com Ltd., e argumentou que ele é o verdadeiro autor das obras.

Quem é o verdadeiro autor?

Cronos provou seu papel no processo de criação dos designs por meio dos seus esboços, enquanto Abaddon não conseguiu provar. Cronos então foi considerado o verdadeiro autor e detentor dos direitos autorais de praticamente todas as outras obras artísticas em disputa, exceto uma.

Sobre o primeiro logotipo do Venom — a versão utilizada no álbum “Welcome To Hell”, lançado pela Neat Records em 1981, mas que já existia antes mesmo desse disco — a escrivã do Tribunal Superior, Amanda Michaels, responsável por analisar o caso, registrou em sua decisão de 31 de julho de 2025, obtida pelo Blabbermouth:

“O Sr. Lant disse que produziu o logotipo logo após entrar para a banda, enquanto o Sr. Bray disse que o pintou ele mesmo em um suporte de bateria usado pela banda antes do Sr. Lant entrar. A evidência do Sr. Bray foi apoiada pelo Sr. Dunn e pelo Sr. Ash [Stephen Ash, que era amigo de Bray desde 1977 e esteve envolvido nos primeiros anos da banda], ambos concordaram que a banda era chamada de VENOM antes do Sr. Lant entrar para ela, e que o VENOM [primeiro logotipo] estava em uso no suporte de bateria antes de ele entrar para a banda.

Os réus não tinham nenhum suporte documental para a alegação de que o logotipo foi criado pelo Sr. Bray antes do outono de 1979. Inicialmente, eles se basearam em uma fotografia do vocalista original [Clive] Archer em pé no palco, em frente a um logotipo do VENOM, alegando que esta representava o logotipo original do VENOM. O Sr. Bray afirmou que a fotografia foi tirada em uma festa de aniversário e que antecedeu a entrada do Sr. Lant na banda. No entanto, os réus admitiram posteriormente que a imagem havia sido cortada de uma fotografia que, segundo se concordava, havia sido tirada em uma apresentação em Newcastle, em 1980, que também mostrava o Sr. Lant no palco, tocando violão. O logotipo naquela fotografia completa poderia ser da versão 1 ou 2, portanto, não ajuda a estabelecer a posição de nenhum dos lados sobre o logotipo 1 do VENOM. Por outro lado, há uma fotografia do Sr. Dunn em pé diante do pedestal da bateria no palco, e o logotipo nela me parece ser o logotipo 1 do VENOM. O V não é mostrado por completo, mas as pontas das letras N, O e M são visíveis e são arredondadas em vez de pontiagudas, o que significa que este era o logotipo 1. O Sr. Lant identificou a fotografia como sendo de uma apresentação por volta de março. 1980 em Newcastle. Acho provável que seja do mesmo show mostrado na fotografia maior, mas se não for, é praticamente da mesma época. Infelizmente, o fato de a banda estar usando o logotipo 1 do VENOM no início de 1980 — o que não acho que tenha sido realmente questionado — não me ajuda a esclarecer quem o desenhou.

O Sr. Lant disse que começou redesenhando o dispositivo do Sigilo de Baphomet e, na semana seguinte, levou alguns esboços de um novo logotipo do VENOM para os ensaios para mostrar aos outros. Ele trabalhou nos esboços e obteve a aprovação do Sr. Bray antes de chegar à versão final, que foi então colocada em um pedestal de bateria. Ele acredita que isso aconteceu no final de 1979 ou início de 1980. Ele divulgou alguns esboços iniciais, que incluem algumas versões do logotipo que são muito semelhantes, senão idênticas, ao logotipo 1 do VENOM. No entanto, todos os esboços não têm data e não é possível saber a sequência em que foram desenhados, ou se eram trabalhos originais ou cópias de uma versão existente do logotipo usada como base para ideias de design. Um desses desenhos mostra um logotipo que não é nem o logotipo 1 nem o 2 do VENOM em um esboço de um ingresso para uma apresentação muito antiga da banda. Isso não ajuda a estabelecer datas ou a sequência das iterações do design. Nessas circunstâncias, não me parece que a evidência do Sr. Lant de que ele desenhou o logotipo 1 e o 2 do VENOM seja claramente apoiada por qualquer documento. Minha descoberta de que o logotipo 1 do VENOM estava em uso em um pedestal de bateria no início de 1980 não me ajuda. para resolver a questão de sua autoria.”

Bruce Dickinson explica o porquê seus discos solo são mais pesados que os do Iron Maiden

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Recentemente, o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, revelou novos detalhes sobre o seu próximo álbum solo, sucessor de “The Mandrake Project” (2024). Segundo Bruce, sua novas músicas “são absolutamente bombásticas”. Em uma nova entrevista concedida a Shaggy da estação de rádio The Pick de Idaho, Shaggy observou que a direção musical dos discos solo de Bruce costuma ser mais pesada em relação à produção gravada do Iron Maiden e perguntou a Bruce se isso é proposital. Bruce Dickinson respondeu:

“Sim, porque o MAIDEN, estilisticamente, obviamente, tem muita influência do Steve em tudo. E embora às vezes seja pesado, às vezes é progressivo e coisas assim. Então, comigo, às vezes sigo o caminho do progressivo, mas adoro esse tipo de desafinação esmagadora… Quer dizer, há muito peso no ar agora, do qual o MAIDEN realmente não tira vantagem, porque não tenho certeza se necessariamente se encaixa no tipo de paisagem sonora que o Steve gosta. Mas não estou limitado por isso. É como ter um pintor com uma paleta ilimitada. Você corre o risco, é claro, de se dispersar um pouco, mas é um risco que vale a pena correr porque você deveria ser um artista. Vamos lá.”

Em uma outra entrevista à Metal Hammer no mês de agosto, Bruce contou que Steve Harris já ouviu suas novas músicas e ficou muito animado:

“Eu estava tocando as demos para a equipe, para a diretoria, porque as tinha em um tabletzinho. Então eu disse: ‘Querem ouvir alguma coisa nova?

Eu não sabia que o Steve estava com o fisioterapeuta na sala ao lado. E ele saiu e perguntou: ‘Esse é o seu trabalho novo?’ Eu respondi: ‘É’. Ele respondeu: ‘Esse é o melhor trabalho que você já fez. É o melhor trabalho que já ouvi de você!’ Eu respondi: ‘Bem, muito obrigado, chefe!’”

Paul Stanley revela qual a maior música do Kiss de todos os tempos

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O Kiss é uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos e isto é um fato irrefutável. Desse modo, podemos concluir que muito desse sucesso se deve a quantidade exorbitantes de hits e singles de sucesso que o grupo colecionou em seus mais de 50 anos de carreira.

Entre essas grandes faixas conhecida por praticamente qualquer roqueiro que se preze, estão hinos como “Rock N’ Roll All Nite”, “Detroit Rock City”, “Forever”, “I Love It Loud”, “Love Gun”, “Lick It Up”, “Hotter Than Hell”, “Shout It Out Loud”, bem como “Black Diamond” e tantas mais.

No caso de uma carreira tão vitoriosa e repleta de canções icônicas, seria algo muito difícil estabelecer qual dessas composições é a mais emblemática. Tudo iria depender de qual parâmetro seria utilizado e, mesmo assim, seria difícil obter um consenso.

O vocalista/guitarrista Paul Stanley decidiu escolher seus próprios parâmetros para fazer tal escolha e se baseou nos números das atuais plataformas de streaming. Na última terça feira, ele foi até suas redes sociais e disse o seguinte:

“A MAIOR MÚSICA DO KISS DE TODOS OS TEMPOS É… ‘I Was Made for Lovin’ You’, com 1,3 BILHÃO de streams no Spotify até o final de agosto e aproximadamente 850 MIL streams diários!! Incrível e MUITO OBRIGADO!”

O direcionamento dançante e polêmico

“I Was Made for Lovin’ You” foi lançada originalmente no álbum “Dynasty” (1979). Ironicamente, ela recebeu muitas críticas na época, principalmente, dos fãs mais antigos da banda. O motivo é simples, é uma faixa dançante que mistura guitarras de Rock com o ritmo da Disco Music, febre naquela época.

A canção foi composta por Paul Stanley, Desmond Child e Vini Poncia, vendendo mais de 1 milhão de cópias do single em vinil. Ela alcançou a 11ª posição na Billboard, mas também figurou em diversas outras paradas de sucesso — Austrália, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Suíça, Áustria e Holanda, entre outras.

Mesmo com o sucesso, o baixista Gene Simmons fez críticas públicas sobre o direcionamento musical dançante da música e colocou a culpa nos compositores que trabalharam junto de Paul Stanley. Desmond Child falou sobre o assunto durante uma entrevista no “Talk Is Jericho”, ele disse o seguinte:

“Eu estava experimentando uma bateria eletrônica, e a ideia de ter batidas dançantes com Rock me ocorreu. Então, eu meio que o enganei com essa ideia de uma batida dançante na pista com guitarras pesadas. Gene nunca acreditou — ele nunca gostou, [e] ainda não gosta.

Lembro-me de quando eles gravaram um disco — acho que foi ‘Music From The Elder’ — e começaram a dar centenas de entrevistas dizendo: ‘Bem, desta vez, vamos colocar guardas na porta para manter Desmond Child fora’. E eu fiquei muito magoado. Liguei para o Paul e disse: ‘Paul, por que você não critica seus inimigos, não os amigos que colocam dinheiro no seu bolso?’. E ele respondeu: ‘Bem, você sabe, esse é o Gene — não sou eu’. Então, no dia seguinte, cheguei em casa e havia uma mensagem na minha secretária eletrônica. E era algo como: ‘Oi. É o Gene. Desculpe.’ E ele desligou (Risos). Esse foi o pedido de desculpas dele.”

Child ainda revelou que ele e Gene Simmons acabaram se reconciliando anos mais tarde.

“Depois de todos esses anos, ele tem sido um amigo, apoiador e, na verdade, um mentor incrível”

Photo by Chris Walter/WireImage

A opinião de Gene

Em 2018, numa entrevista para a revista OK!, Gene deu a seguinte declaração sobre o que pensa de “I Was Made for Lovin’ You”. Certamente, ele não concorda que esta é a maior música do Kiss de todos os tempos. Veja:

“Bem, Paul Stanley chegou e perguntou: ‘Você compôs alguma música?’, eu disse: ‘Ah, sim. Eu tenho uma chamada ‘Almost Human’. Ele disse, ‘E como é?’, respondi, ‘Sou quase humano. Não consigo evitar me sentir estranho’. Paul falou, ‘É, legal. É uma música do Gene’. Então eu questionei, ‘E você, Paul ?’, ele respondeu: ‘Eu tenho uma’, então ele canta ‘Tonight’. Eu pensei, ‘Ooooh. Legal. Qual é o próximo verso?’, e ele, ‘Vou te dar tudo’. Eu, ‘Ah, sim. Eu sei o que isso significa — eu sei exatamente o que você quer dizer’. E ele prossegue, ‘Na escuridão’, eu aplaudi, ‘Adorei isso!’.

Ele prosseguiu com a letra, ‘Tem algo que eu quero fazer’. E eu, ‘É, eu sei o que é esse algo. Uau! Essa é uma música legal. Ok, qual é a minha parte?’. E ele canta ‘Do, do, do, do, do, do, do, do, do, do’. Droga, ‘Você só pode estar de brincadeira. Sério isso? Vou cantar como minha avó?’. ‘Do, do, do…’. Eu odeio tocar essa música até hoje. Estádios cheios de pessoas pulando para cima e para baixo como gafanhotos bíblicos — eles enlouquecem — com tatuagens e tudo o mais… ‘Ahhhh!’ Eles estão todos pulando para cima e para baixo e eu estou dizendo, ‘Do, do, do, do, do, do… Me mate agora mesmo’. Até hoje eu odeio essa música.”

Anthrax: A Bíblia do guitarrista Scott Ian

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Anthrax: A Bíblia do guitarrista Scott Ian
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Conforme noticiamos recentemente, o lendário Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, vai ganhar um documentário incrível produzido pela Gibson Films, e que irá estrear no outono europeu (entre 22 de setembro e 21 de dezembro). A produção intitulada “Iommi: The Godfather Of Heavy Metal” já tem um trailer oficial que foi divulgado pela Gibson TV.

A descrição oficial diz:

“Os pais odiaram. Os filhos adoraram.

Depois que o Verão do Amor começou a desaparecer, um novo som sinistro emergiu das chaminés de Birmingham, Inglaterra. Tony Iommi foi o arquiteto desse som — o homem responsável pelos riffs que definiram o gênero do Black Sabbath e por um som que dominaria o mundo.

Mais do que apenas um novo estilo de música, o heavy metal se tornou um estilo de vida — conectando milhões por meio de um espírito de rebelião, paixão e um som implacável que se recusa a desaparecer.”

O guitarrista do Anthrax, Scott Ian, é dos vários músicos que aparecem no documentário compartilhando suas histórias e experiências com a música do Black Sabbath e, principalmente, a influência de Tony Iommi no universo da guitarra:

“Não sou uma pessoa religiosa, mas posso comparar com as pessoas que ainda leem a Bíblia hoje em 2025. Bem, eu ainda ouço a Bíblia, a Bíblia do Sabbath que eles escreveram.”

Dave Mustaine, guitarrista do Megadeth, também compartilhou seus pensamentos:

“Acho que o que diferenciava o Tony de todos os outros era que ele pensava em riffs de guitarra incríveis. Eu sei que o speed e o thrash metal vieram do heavy metal. Sei que todos os outros fragmentos de metal podem ser rastreados até o 666° do Black Sabbath.”

Assista ao trailer de “Iommi: The Godfather Of Heavy Metal”:

Sebastian Bach jamais usará a I.A para fazer música: “nunca farei isso”

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reprodução / youtube

Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row, discutiu sobre o uso da Inteligência Artificial que tem sido cada vez mais empregada pela indústria musical. Hoje, a I.A está sendo usada para criar músicas, videoclipes, capas de álbuns, letras… Ela está cada vez mais inserida no processo de criação de um disco. É claro que nem todo mundo acha isso uma coisa legal, e vários artistas e músicos da cena rock/metal já se posicionaram contra a utilização de I.A para fazer música, prezando pela criatividade, originalidade e identidade musical.

Sebastian Bach também é um deles e, já afirmou que jamais entregaria aos seus fãs músicas feitas por I.A. Em uma nova entrevista Surviving Rocklahoma, ele declarou:

“Preciso abordar isso. Principalmente nos últimos três meses, mais ou menos, estamos entrando neste mundo da IA, onde os músicos estão ficando muito assustados, porque agora parece que qualquer um pode simplesmente dizer a um prompt de IA: ‘Me dá uma música de rock dos anos 70 sobre festa e garotas’, e pronto, você ganha uma.

Mas tudo o que posso dizer é o seguinte: Estou apenas lhe dando minha garantia e minha palavra de que nunca farei isso. Nunca lhe darei nenhuma IA. Nem mesmo lhe darei ‘I’ e certamente não lhe darei ‘A’. Prefiro um erro humano de verdade a uma inteligência artificial perfeita. É isso que você receberá de mim até o dia em que eu parar de fazer isso.”

Ele acrescentou:

“E eu não sei como usar isso. E não vou trabalhar com nenhum produtor que use isso. Você só vai ter uns músicos idiotas no estúdio fazendo música. E é isso que você vai receber de mim. Quando perdemos um cara como Ozzy Osbourne e tantos dos nossos heróis estão nos deixando. Quer dizer, eu olho ao redor e não há muitos caras que fazem o que eu faço. Não há… quer dizer, você poderia contá-los. Não há muitos caras correndo por aí com o microfone desligado.”

Veja a entrevista na íntegra:

Cradle Of Filth faz seu primeiro show após saída do casal Šmerda, veja como foi

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Photo: @nachtfrostvisuals

Os acontecimentos mais recentes envolvendo o Cradle Of Filth foram no mínimo surpreendentes e pegaram os fãs de surpresa.

Após uma sequência de álbuns realmente convincentes, sendo que o último deles, “The Screaming Of The Valkyries”, lançado em 21 de março deste ano via Napalm Records, recebeu avaliação extremamente positiva em grande parte dos sites especializados — inclusive AQUI —, tudo parecia em paz entre a banda.

Só parecia…

Em meio a turnê “The Screaming Of The Americas”, após a apresentação realizada no Carioca Club, em São Paulo, no último dia 23 de agosto, a vocalista e tecladista Zoë M. FederoffŠmerda resolveu deixar a banda após 3 anos alegando “motivos pessoais”.

Dois dias depois, foi a vez do guitarrista Marek “Ashok” Šmerda, marido de Zoe, anunciar que deixaria o Cradle no término da atual turnê. “Ashok” toca no grupo há cerca de dez anos e participou dos álbuns “Hammer of the Witches” (2015), “Cryptoriana (The Seductiveness of Decay)” (2017), “Existence Is Futile” (2021) e “The Screaming of the Valkyries” (2025).

“Ashok” em comunicado publicado nas suas redes sociais, resolveu criticar o Cradle Of Filth publicamente dizendo o seguinte:

“Muito trabalho para um salário relativamente baixo, o estresse é bastante alto e já faz um tempo que não sentimos que esta banda realmente prioriza/se importa com os membros”.

Ele aproveitou a ocasião e expôs ter pedido para que suas contribuições fossem “removidas” dos “próximos lançamentos” do grupo, incluindo a composição feita em parceria com o astro pop Ed Sheeran.

“Essa música parece uma palhaçada tola para mim neste momento – primeiro seria um single beneficente para crianças, depois um single lucrativo, depois estaria no próximo álbum, e agora quem sabe… eu simplesmente não quero mais me envolver nisso, sem desrespeito ao Ed Sheeran.”

Após o comunicado do músico, Dani Filth imediatamente publicou uma nota oficial demitindo o guitarrista. Segundo Dani:

“Apesar de todas as tentativas de difamar e atrapalhar ilegalmente a banda, o Cradle Of Filth NÃO cancelará nenhum de nossos shows na América do Sul, embora os fãs tenham que suportar o fato de sermos uma banda com apenas um guitarrista ao vivo, isso é claro até que o substituto temporário de Ashok voe para se juntar à turnê em alguns dias

Agradecemos a compreensão de todos por este terrível incidente. Estamos todos em choque com tudo isso e compartilharemos nossa versão desses lamentáveis ​​acontecimentos no devido tempo. Por favor, respeitem nossa decisão de nos separar de Ashok agora, e não no final da turnê, e evitem especulações, pois mais esclarecimentos sobre a situação serão fornecidos.”

O contrato

Mais tarde, Zoe e Ashok ainda emitiram uma outra nota, desta vez em conjunto, fazendo diversas outras acusações. Entre elas, o casal chamou a administração do Cradle de “desonesta” e “manipuladora”, assim como alertando os futuros membros para “lerem o contrato”.

Zoe publicou em suas redes o contrato que, conforme suas afirmações, foi oferecido a ela. O mesmo prevê um pagamento de £200,00 por dia trabalhado (R$1.462,92), £150,00 por dia de viagem (R$1.097,19), um bonus anual de £1.000,00 por direito de imagem (R$7.314,58), além de bonificações pela participação da musicista em meet & greets, bem como porcentagem na venda de merchandising.

O contrato de Ashok não foi divulgado, mas possivelmente trata de valores mais altos.

Veja o contrato:

O Cradle Of Filth se apresentou no Uruguai na última terça feira, 26 de agosto, como prometido. A banda contou com Dani Filth nos vocais, Martin “Marthus” Škaroupka na bateria, Daniel Firth no baixo, Donny Burbage na guitarra, bem como Kelsey Peters nos teclados e backing vocals.

Assista alguns vídeos da apresentação:

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