Resenha: Vigilhunter – “Vigilhunter” (2025)

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Atenção: você pode não conhecer esta banda, mas não deixe de ler esta resenha. Provavelmente irá me agradecer.

Lançado em 2025 pela High Roller Records, o álbum homônimo do Vigilhunter é um daqueles casos raros em que um disco surge praticamente do nada e, de forma merecida, vai parar direto nas listas de melhores do ano. Com uma sonoridade que revive o Metal oitentista sem cair na armadilha da cópia barata, a banda italiana entrega um trabalho inspirado, coeso e absolutamente contagiante. É puro Heavy/Power Metal no espírito de “The Warning” (Queensrÿche), com uma execução tão precisa que impressiona mesmo os fãs mais exigentes do estilo.

A formação traz músicos de respeito. O vocalista e guitarrista Alexx Panza (Hitten, Jack Starr’s Burning Starr) lidera o time com carisma e muita técnica. Panza não apenas canta — e canta muito — como também assina as guitarras solo e base com autoridade. Seu domínio do instrumento dita o ritmo com riffs incansáveis, solos bem construídos e timbres que soam clássicos e modernos ao mesmo tempo. Ao seu lado estão Mattia Itala (guitarra solo e base), Mirko Negrino (baixo) e Marcelo “Cell” Leocani (bateria), que completam a formação com uma pegada cirúrgica e feeling na medida. O entrosamento entre eles é evidente.



Bem executado e repleto de canções marcantes

“Disconnected” abre o álbum com energia nas alturas — riff cavalgado, melodia marcante e refrão grudento. É daquelas que gruda no cérebro e crava sua identidade logo de cara, com refrão poderoso e solo na medida certa — daqueles que Geoff Tate assinaria com orgulho em tempos áureos. A sequência, com “Titan Glory” e “Shadow Rider”, mantém o ritmo acelerado e poderoso. Ambas são verdadeiras injeções de adrenalina, recheadas de harmonias gêmeas, passagens quebradas e vocais que alternam entre agressividade e teatralidade.

O disco é recheado de momentos de brilho instrumental. Os solos não estão ali apenas por obrigação: cada frase tem propósito, cada harmonia adiciona algo ao clímax das faixas. Panza brilha com justiça, mas o baixo pulsante de Negrino e a bateria técnica e criativa de Leocani também merecem destaque. O trabalho de produção do álbum de estreia do Vigilhunter é cristalino, equilibrando potência e clareza sem sacrificar a pegada orgânica das gravações. Tudo soa como deveria soar: pesado, limpo e intenso.

Entre os destaques emocionais está a balada “Sacrifice For Love”, que surge quase como um respiro em meio à pancadaria. Melancólica, climática e extremamente bem construída, mostra que o grupo também sabe entregar emoção sem exageros, com melodias tocantes e solos cheios de sentimento.



De Queensrÿche à Vicious Rumors

Para quem busca peso, “Outburst Of Rage” é um verdadeiro soco na cara — riffs thrashy, vocais cuspidos com raiva e uma seção rítmica que esmurra sem dó. A intensidade lembra o lado mais agressivo de “Digital Dictator” (Vicious Rumors), com uma pegada atual. “Curse Of The Street” e “The Downfall” também mantêm o padrão elevado, seja no peso, na construção épica ou no apelo emocional. “So Cold… It Burns” mescla trechos suaves e explosões metálicas, expandindo ainda mais o leque de influências do grupo.

É impossível ignorar que há ecos evidentes de bandas como Queensrÿche, Fates Warning e Vicious Rumors, mas o mérito do Vigilhunter está justamente em usar essas referências como fundação — e não como muleta. O disco soa nostálgico, sim, mas também urgente, atual e, principalmente, autêntico. Os fãs brasileiros certamente notarão ecos do Dr. Sin nos arranjos e no virtuosismo instrumental. Desse modo, não é exagero dizer que este álbum dialoga diretamente com os melhores momentos do Metal progressivo e Power Metal americano da década de 80.

“Vigilhunter” não é um álbum qualquer. É uma estreia surpreendente, cheia de paixão, competência e alma. Um trabalho que respeita o passado, mas mira no presente e no futuro com confiança e maturidade. Dê uma chance a este disco — você pode muito bem terminar a audição da mesma forma que muitos de nós: apertando o play novamente, com um sorriso de orelha a orelha e uma nova banda favorita na lista.

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Integrantes:

  • Mirko Negrino (baixo)
  • Marcello “Cell” Leocani (bateria)
  • Mattia Itala (guitarra)
  • Alexx Panza (guitarra e vocal)

Faixas:

  1. Loading…Error 403
  2. Disconnected
  3. Titan Glory
  4. Shadow Rider (Vigilante)
  5. Curse Of The Street
  6. Sacrifice For Love
  7. So Cold…It Burns
  8. Outburst Of Rage
  9. The Downfall
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