Resenha: Horizon Ignited – “Tides” (2025)

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Diretamente da Finlândia, o Horizon Ignited é outro bom nome dentro do concorridíssimo Death Metal Melódico, segmento em que brotam bandas, sobretudo na Europa. Construindo sua carreira aos poucos, com lançamentos espaçados e muitos shows pela região, o grupo chegou ao seu terceiro disco, “Tides” (2025), lançado no Brasil pela parceria Shinigami Records com a Reaper Entertainment.

O sexteto segue à risca o tripé que os fãs do estilo esperam encontrar em um disco de Death Metal Melódico: peso, melodia e gravação impecável, tudo convivendo harmoniosamente.

Reprodução/Youtube

Peso, melodia e gravação

Começando pelo peso. Para dar uma temperada ou mesmo como uma maneira de se diferenciar no meio desse mar de bandas, o Horizon Ignited propositadamente deixou seu som mais pesado nesse lançamento graças ao Metalcore e a distorção alta e afinação baixa das guitarras, beirando o Djent. Os fãs tradicionais do estilo podem ficar tranquilos: foram intervenções pontuais que não fizeram o grupo tirar os dois pés do Death Metal Melódico.



Segundo pilar, da melodia. Os destaques ficam para o tecladista Miska Ek e o vocalista Okko Solanterä. Discreto nas suas intervenções, Miska criou boas ambientações, efeitos de fundo e intervenções curtas, porém certeiras. Já Okko, uma revelação, consegue alternar seus vocais com facilidade, seja cantando de forma limpa, rasgada e urrada, dessa forma, demonstrando muita versatilidade. Se vai conseguir replicar ao vivo essas variações na voz com essa mesma desenvoltura do estúdio…

Por fim, a gravação. Com a tecnologia de gravação digital cada vez mais acessível, ter um disco bem gravado já não é um diferencial, a questão é saber gravá-lo e o resultado aqui ficou inegavelmente muito bom. Juho Räihä, guitarrista do Swallow The Sun, assina a gravação que durou apenas três semanas. A mixagem, bem como a masterização ficaram por conta de Chris Clancy (Amon Amarth, Machine Head, Overkill, Kataklysm).

Reprodução/Divulgação

Audição fluída

Os quarenta minutos de “Tides” (2025) passam rápido, as faixas estão bem niveladas, mas se for para apontar destaques, eu fico com a abertura “Beneath The Dark Waters” com uma intro bem legal de sintetizadores; “Ashes”, que teve a participação de Jaakko Mäntymaa (Marianas Rest, ex-ID: Exorcist) que tem baixo distorcido, bons vocais, teclados carregados, um trecho Metalcore com parada bruta e peso na volta; “Welcome To This House Of Hate” (não se assustem com o começo techno/eletro) e seu refrão que vai soar bem ao vivo; “Fraction Of Eternity” que traz uma boa combinação de guitarra de Metal moderno com bom refrão e a faixa título, quase um Prog Metal, bem agradável graças a bela voz de Okko.



Não é fácil ter um trabalho se destacando em um meio em que bandas como In Flames, Dark Tranquility, The Halo Effect lideram, mas aos poucos, o Horizon Ignited vai conquistando seu lugar no sol – ainda que lá no Norte escandinavo ele não seja tão quente assim.

Nota: 8

Integrantes:

  • Okko Solanterä (vocal)
  • Johannes Mäkinen (guitarra)
  • Vili Vottonen (guitarra)
  • Miska Ek (teclado)
  • Jiri Vanhatalo (bateria)
  • Jukka “jugi” Haarala (baixo)

Faixas:

  • 01 Beneath The Dark Waters
  • 02 Ashes feat. Jaakko Mäntymaa
  • 03 Baptism By Fire
  • 04 Welcome To This House Of Hate
  • 05 My Grave Shall Be The Sea (Leviathan Pt. II)
  • 06 Prison Of My Mind
  • 07 Fraction Of Eternity
  • 08 Aurora’s Dance
  • 09 Tides
  • 10 Fragments
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