Paul Stanley revela qual a maior música do Kiss de todos os tempos

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O Kiss é uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos e isto é um fato irrefutável. Desse modo, podemos concluir que muito desse sucesso se deve a quantidade exorbitantes de hits e singles de sucesso que o grupo colecionou em seus mais de 50 anos de carreira.

Entre essas grandes faixas conhecida por praticamente qualquer roqueiro que se preze, estão hinos como “Rock N’ Roll All Nite”, “Detroit Rock City”, “Forever”, “I Love It Loud”, “Love Gun”, “Lick It Up”, “Hotter Than Hell”, “Shout It Out Loud”, bem como “Black Diamond” e tantas mais.

No caso de uma carreira tão vitoriosa e repleta de canções icônicas, seria algo muito difícil estabelecer qual dessas composições é a mais emblemática. Tudo iria depender de qual parâmetro seria utilizado e, mesmo assim, seria difícil obter um consenso.



O vocalista/guitarrista Paul Stanley decidiu escolher seus próprios parâmetros para fazer tal escolha e se baseou nos números das atuais plataformas de streaming. Na última terça feira, ele foi até suas redes sociais e disse o seguinte:

“A MAIOR MÚSICA DO KISS DE TODOS OS TEMPOS É… ‘I Was Made for Lovin’ You’, com 1,3 BILHÃO de streams no Spotify até o final de agosto e aproximadamente 850 MIL streams diários!! Incrível e MUITO OBRIGADO!”



O direcionamento dançante e polêmico

“I Was Made for Lovin’ You” foi lançada originalmente no álbum “Dynasty” (1979). Ironicamente, ela recebeu muitas críticas na época, principalmente, dos fãs mais antigos da banda. O motivo é simples, é uma faixa dançante que mistura guitarras de Rock com o ritmo da Disco Music, febre naquela época.

A canção foi composta por Paul Stanley, Desmond Child e Vini Poncia, vendendo mais de 1 milhão de cópias do single em vinil. Ela alcançou a 11ª posição na Billboard, mas também figurou em diversas outras paradas de sucesso — Austrália, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Suíça, Áustria e Holanda, entre outras.



Mesmo com o sucesso, o baixista Gene Simmons fez críticas públicas sobre o direcionamento musical dançante da música e colocou a culpa nos compositores que trabalharam junto de Paul Stanley. Desmond Child falou sobre o assunto durante uma entrevista no “Talk Is Jericho”, ele disse o seguinte:

“Eu estava experimentando uma bateria eletrônica, e a ideia de ter batidas dançantes com Rock me ocorreu. Então, eu meio que o enganei com essa ideia de uma batida dançante na pista com guitarras pesadas. Gene nunca acreditou — ele nunca gostou, [e] ainda não gosta.

Lembro-me de quando eles gravaram um disco — acho que foi ‘Music From The Elder’ — e começaram a dar centenas de entrevistas dizendo: ‘Bem, desta vez, vamos colocar guardas na porta para manter Desmond Child fora’. E eu fiquei muito magoado. Liguei para o Paul e disse: ‘Paul, por que você não critica seus inimigos, não os amigos que colocam dinheiro no seu bolso?’. E ele respondeu: ‘Bem, você sabe, esse é o Gene — não sou eu’. Então, no dia seguinte, cheguei em casa e havia uma mensagem na minha secretária eletrônica. E era algo como: ‘Oi. É o Gene. Desculpe.’ E ele desligou (Risos). Esse foi o pedido de desculpas dele.”



Child ainda revelou que ele e Gene Simmons acabaram se reconciliando anos mais tarde.

“Depois de todos esses anos, ele tem sido um amigo, apoiador e, na verdade, um mentor incrível”



Photo by Chris Walter/WireImage

A opinião de Gene

Em 2018, numa entrevista para a revista OK!, Gene deu a seguinte declaração sobre o que pensa de “I Was Made for Lovin’ You”. Certamente, ele não concorda que esta é a maior música do Kiss de todos os tempos. Veja:

“Bem, Paul Stanley chegou e perguntou: ‘Você compôs alguma música?’, eu disse: ‘Ah, sim. Eu tenho uma chamada ‘Almost Human’. Ele disse, ‘E como é?’, respondi, ‘Sou quase humano. Não consigo evitar me sentir estranho’. Paul falou, ‘É, legal. É uma música do Gene’. Então eu questionei, ‘E você, Paul ?’, ele respondeu: ‘Eu tenho uma’, então ele canta ‘Tonight’. Eu pensei, ‘Ooooh. Legal. Qual é o próximo verso?’, e ele, ‘Vou te dar tudo’. Eu, ‘Ah, sim. Eu sei o que isso significa — eu sei exatamente o que você quer dizer’. E ele prossegue, ‘Na escuridão’, eu aplaudi, ‘Adorei isso!’.

Ele prosseguiu com a letra, ‘Tem algo que eu quero fazer’. E eu, ‘É, eu sei o que é esse algo. Uau! Essa é uma música legal. Ok, qual é a minha parte?’. E ele canta ‘Do, do, do, do, do, do, do, do, do, do’. Droga, ‘Você só pode estar de brincadeira. Sério isso? Vou cantar como minha avó?’. ‘Do, do, do…’. Eu odeio tocar essa música até hoje. Estádios cheios de pessoas pulando para cima e para baixo como gafanhotos bíblicos — eles enlouquecem — com tatuagens e tudo o mais… ‘Ahhhh!’ Eles estão todos pulando para cima e para baixo e eu estou dizendo, ‘Do, do, do, do, do, do… Me mate agora mesmo’. Até hoje eu odeio essa música.”



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