O ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, revelou que não conversa com Dave Mustaine há quatro anos. Desde sua demissão em 2021, por causa de um escândalo sexual envolvendo o baixista e uma jovem de dezenove anos, que trocavam mensagens e vídeos explícitos, Ellefson e Mustaine não se falaram nem uma única vez.
Em uma nova entrevista ao podcast The Candid Mic apresentado por Fran Strine, David Ellefson também mencionou seu retorno ao Megadeth, há 15 anos:
“Eu disse: ‘Olha, vou voltar por um mês. Deixe-me apenas terminar esta turnê. Vamos ver como vai.’ E correu tudo bem. E eu estava lá como dono da empresa. Eu já não era mais dono naquele momento. Eu era apenas um músico contratado, o que, honestamente, naquela época eu estava tranquilo. Eu estava tipo, tipo, bem, por mais que o dono também possa receber muitas das vantagens, eu sei que o dono do negócio é o último a receber. E se as coisas derem errado, um show for cancelado ou qualquer coisa acontecer, adivinhe? Agora você também é responsável por todas as contas. E isso aconteceu muito ao longo dos anos. Então eu pensei, tipo, ‘Bem, deixa eu tentar… Deixa eu manter as coisas simples, fáceis.’ E enquanto viajávamos pelo mundo, foi ótimo. Com o ‘Big Four’, foi legal porque eu estava de volta ao Megadeth, Joey Belladonna estava de volta ao Anthrax, Dave Lombardo estava de volta ao Slayer. Todos estavam de volta em casa, e a empolgação por cada uma das nossas bandas, assim como por todas as nossas bandas juntas, era enorme.”
Ele acrescentou:
“Para o Megadeth, tivemos mais 10, 11 anos de experiência, ganhamos um Grammy. Então, sinto que muito da nossa história juntos no Megadeth, comigo e com o Dave, também precisa ser completada. E se isso significar que nunca mais tocaremos juntos — tudo bem. Foram alguns bons capítulos. E se um dia tocarmos, bem, veremos no que dá. Mas acho que você não fica sentado esperando por essas coisas. Você simplesmente segue em frente. Você . E eu certamente não parei. Eu simplesmente continuei.”
David Ellefson está trabalhando bastante atualmente devido ao seu envolvimento em vários projetos:
“É. E me sinto mais leve, para ser sincero. Acordo e cada dia é um dia, tipo, ‘Tudo bem. O que vamos fazer hoje?'”
Foi então Fran Strine questionou se Ellefson conversou com Dave Mustaine em algum momento após a sua demissão:
“Não. Nem uma palavra. Não precisa. Depois disso? Não, não preciso mais ser seu amigo. Vou seguir em frente.
Olha, o fim daquela amizade demorou muito para acontecer. Começou mesmo em 2018… Houve algumas coisas que eu simplesmente… e eu falava abertamente sobre isso. Eu defendi o que eu sentia ser a coisa certa. E, claro, isso não foi bem recebido… Era só uma questão de compor o novo álbum, o próximo álbum que levou cinco anos para ser feito. E toda vez que eu tentava compor e colocar algo nele, ele era retirado. E parecia muito pessoal. E em algum momento é meio que, tipo, ‘Olha, cara, se você não me quer aqui, dane-se. Eu sigo em frente’. Então eu acho que foi preciso o que foi preciso e o que aconteceu, aconteceu. E então esse foi o momento de simplesmente abolir tudo e fazer tudo desaparecer.
Na primeira vez que saí no início dos anos 2000, havia questões legais para resolver entre mim e Dave, porque estávamos legalmente vinculados — éramos donos de um negócio e de uma corporação. Então, isso não é incomum. E muito disso foi só para que eu pudesse receber o pagamento diretamente de todas as fontes, para que meu dinheiro não continuasse fluindo pelo Megadeth. Foi só para que eu pudesse receber o pagamento diretamente da Capitol, da Warner Brothers e de todo mundo. Então, valeu a pena passar por esse processo, por mais horrível que seja. Mas, como fizemos um acordo, isso me permitiu voltar mais tarde e passar por tudo aquilo de novo. E foi por isso que não lutei para sair, e não falei um monte de besteiras. Foi meio que: ‘Tudo bem, olha, se não nos damos bem, siga em frente’.
Eu sou o cara que não fecha portas. Eu não bato na cara das pessoas e digo: ‘Foda-se. É isso aí. E você nunca mais vai trabalhar nesta cidade’. Porque você está com raiva no momento. É só isso. Siga em frente. Continue seguindo em frente.
Eu não imaginava voltar ao MEGADETH em 2010, e de repente lá estava ele. Estava na minha frente e deu tudo certo. Foi glorioso, foi enorme e conquistamos muitas coisas incríveis juntos. Mas esse grupo não é sobre ser…
As pessoas sempre falam dos anos 90, da era ‘Rust In Peace’, quando éramos um grupo de verdade. Era um grupo de verdade. Trabalhávamos juntos, lutávamos juntos, vencíamos juntos. Escalamos montanhas e vencemos a batalha juntos. Não é mais isso. É o show do Dave, e é assim que eles querem. E, como você pode ver, tenho muitas outras coisas que quero dizer e fazer na minha vida. E sempre tento direcionar isso de forma que remeta ao Megadeth, em vez de me opor a ele. Por que se opor ao que eu fiz? É como criticar meu próprio trabalho. Então, é tipo, ter isso em alta conta, alta estima, porque é — nós realmente fizemos coisas ótimas juntos — e depois simplesmente seguir em frente. Assim, você não está manchando seu próprio passado e seu próprio trabalho. É tipo, por que brigar consigo mesmo?”