Resenha: Misery Index – Rituals Of Power (2019)

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Cinco anos após lançar o álbum “The Killing Gods”, o Misery Index, tradicional banda americana de Death Metal da cidade de Baltimore, lançou seu sexto full-lenght, “Rituals Of Power”, pelo selo Season Of Mist.

A forma mais honesta e precisa para definir a sonoridade desse disco é chamá-lo de demolição compassada, pois essa é a exata sensação que se tem durante o deleite de sua audição. Mais uma vez está comprovado que Death Metal não é música para crianças e nem para espíritos sensíveis.

Enquanto estiver apreciando as suas nove faixas, não espere por momentos de ternura, pois não há um único milésimo de segundo de carinho.



Divulgação / Facebook / Instagram / MISERY INDEX

Adam Jarvis

Antes de mais nada, o baterista Adam Jarvis permanece plugado no 220W desde a canção de abertura, “Universal Untruths”, até a apoteótica faixa “Naysayer”. Os riffs de Darin Morris e Mark Kloeppel são hipnotizantes e trituradores de mentes. Os solos de guitarra das canções “The Choir Invisible” e “New Salem”, que é minha favorita no disco, esbanjam feeling, musicalidade e são capazes de impressionar até mesmo os guitarristas mais dedicados ao estudo das técnicas de seu instrumento. Os vocais guturais de Jason Netherton, que também é o baixista da banda, são agressivos, intensos, mas com pronúncia nítida das palavras, o que é fundamental para mim.

Também destaco a faixa que intitula o álbum por sua dinâmica repleta de mudanças rítmicas e pelo trabalho conjunto das guitarras. O arranjo de bateria que mais me agradou foi da canção “The Always Come Back”, pois Adam Jarvis mostrou que possui qualidade técnica e criatividade de sobra. Isso faz com que eu repita a frase que sempre uso em meu cotidiano, não dá para ser “meia boca” e tocar Death Metal, isso não combina, ou você é monstro ou vai fazer feio. A canção “I Disavow” é a mais acelerada do álbum e também a mais técnica. Ela possui um lindo solo de guitarra que beira a psicodélica sonoridade dos anos 70 com uma “cozinha” visceralmente insana.

O Death Metal não teve tanto destaque no início de 2019, mas os belos lançamentos foram surgindo aos poucos e o ano terminou com um saldo excelente.



Indico esse registro mais recente do Misery Index a todos que são fanáticos por Metal extremo, em especial, “Metal da Morte”.

Nota: 8,8

Integrantes:

  • Jason Netherton (vocal e baixo)
  • Adam Jarvis (bateria)
  • Mark Kloeppel (guitarra e vocal)
  • Darin Morris (guitarra)

Faixas:

  • 1.Universal Untruths
  • 2.Decline and Fall
  • 3.The Choir Invisible
  • 4.New Salem
  • 5.Hammering the Nails
  • 6.Rituals of Power
  • 7.They Always Come Back
  • 8.I Disavow
  • 9.Naysayer

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz



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