Helloween: “estamos falando sobre os gigantes que poderíamos ser e os monstros contra os quais temos que lutar”, diz Deris

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O novo álbum do Helloween está finalmente pronto e chegará às lojas e plataformas de streaming no próximo dia 29 de agosto. O disco se chamará “Giants & Monsters” e será lançado pela Reigning Phoenix Music (RPM). O primeiro single do álbum, “This Is Tokyo”, ganhou um videoclipe feito com inteligência artificial e dividiu a opinião dos fãs.

Durante uma nova aparição no canal Chaoszine, o vocalista Andi Deris conversou sobre o processo de composição e gravação do trabalho. Questionado sobre se ele e seus companheiros de banda sentiram alguma pressão desta vez, ele respondeu:

“Então, para o último álbum, sim. Para este álbum, eu, pessoalmente, não senti nenhuma pressão porque acho que provamos a nós mesmos, se é que tínhamos que provar alguma coisa no álbum anterior. Então, essa era provavelmente a coisa mais esperada, tinha a pergunta: ‘Será que eles vão se ferrar ou sairá um bom álbum?’. Acho que foi um bom álbum. Não é porque ele chegou ao primeiro lugar em vários países que significa que seja um bom álbum. Mas as pessoas foram muito curiosas e o compraram mesmo assim (Risos). Não, eu, pessoalmente, não senti nenhuma pressão por este próximo álbum.”



Deris prosseguiu quando se deparou com a conclusão do apresentador de que desta vez foi tudo mais tranquilo:

“Eu não diria tranquilo, mas essa pressão não era para provar algo. Isso já estava provado. E então, foi só voltar ao hobby — compor músicas, se divertir com isso, e acho que essa é a receita para um bom álbum, na minha opinião.”



Questionado se a promoção do álbum passado afetou de alguma maneira a composição deste disco novo, Andi disse que para ele sim:

“No meu caso, talvez, porque conversamos sobre isso algumas horas atrás, e eu pensei: é muito interessante, porque surgiu essa pergunta: como surgem as ideias? E eles foram meio enganados sobre o tema ‘Giants & Monsters’, que soa um pouco cômico, mas no fim das contas é muito profundo, porque estamos falando sobre os gigantes que poderíamos ser e os monstros contra os quais temos que lutar em nossas vidas repetidamente.

Acho que o novo álbum é muito mais voltado para um hobby. Pelo menos me lembrei dos meus primeiros dias, quando comecei como compositor e fiz isso simplesmente porque amava fazer, e nem sabia se alguém ouviria, porque gravei em uma fita, como aquelas fitas cassete antigas. Então, eu tinha dois toca-fitas, e quando você gravava naquele, tinha que cantar ou tocar violão, e depois voltar, você podia pegar outro som, outro violão ou outro instrumento. Então, no final das contas, você tinha que cruzar a linha seis, sete vezes, e a qualidade era horrível e fazia muito barulho, mas em algum lugar você ouvia a música (Risos).



E eu fiquei muito orgulhoso, porque terminei minha primeira música. Ainda era minha primeira música, mesmo sendo barulhenta e de má qualidade, mas nunca me esqueço daquela sensação de ter feito minha primeira música. O único cara que a ouviu fui eu mesmo. Eu tinha orgulho de mim mesmo, amava o que fazia e queria ter feito isso de novo, de novo, de novo e de novo. Isso é algo que voltou para esta produção. Para mim. Porque eu sabia que ninguém estava me obrigando a compor muitas músicas, porque há muitos caras aqui que sabem compor ótimas músicas. Então, eu estava feliz por não ter responsabilidades.”

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