Clássicos: Kansas – Leftoverture (1976)

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“Leftoverture” é o quarto álbum da banda norte-americana de Kansas.

Você deve estar se perguntando, o que uma banda, considerada por muitos como do gênero Rock Progressivo, está fazendo em uma página na qual o público, em sua maioria, aprecia Metal?

A resposta é simples, pois, embora seja realmente classificado como Progressivo, o Kansas tem muito Hard Rock em sua sonoridade, inclusive servindo de influência para alguns nomes que brilharam na cena Rock/Metal.



crédito: Created BY ATLASICONS.COM – KANSAS, LIVE AND LOCATION, 1977, NEIL ZLOZOWER

Trinca de hits

Quem escuta a introdução em capela de “Carry on Wayward Son” e não fica arrepiado, decerto, está com problema de falta de sensibilidade. Essa canção transborda a pura emoção, tendo sido hit absoluto nas rádios desde os anos 70. Os riffs são os mais arrasadores e soam o puro Hard Rock, assim como os solos.

Chamá-la de Prog/Hard Rock é acertar na mosca. Os vocais Robby Steinhardt e de Steve Walsh possuem uma sintonia que merece passar por estudo científico. “The Wall” tem pegada bem mais progressiva que sua antecessora, o baixo de Dave Hope dá o seu show, enquanto a guitarra de Kerry Livgren exala suas mais lindas viagens sentimentais. “What’s On My Mind” é um Hard Rock com a cara da década de 70, porém com a adição de melodia que é característica de sua sonoridade. Essa música também foi um dos hits do disco na época de seu lançamento.

A fantástica “Miracles Out Of Nowhere”

A oitava maravilha do mundo é “Miracles Out Of Nowhere”, pois essa canção é, simplesmente, perfeição e sedução, através da música. Eu sou hipnotizado por ela, pelo instrumental e pela letra, a cada vez que a escuto e é uma das minhas favoritas não só do Kansas, mas da década de 70. “Opus Insert” segue a linha setenteira com direito a desfrutar de todos os seus ingredientes. Destaque para o baixo intenso e encorpado de Hope. Inegavelmente, nenhuma outra época superou a beleza do som do baixo, os anos 70 foram os campeões absolutos nesse quesito. “Questions Of My Childhood” segue a pegada de sua antecessora, com arranjos de teclado sensacionais de Steve Walsh. Em todos os line-ups da banda, Kansas contou com músicos excepcionais, mas essa fase clássica é insuperável.



Crédito: Photo By Getty Images

“Cheyenne Anthem”

A quase balada “Cheyenne Anthem” já começa a dar um clima apoteótico para o disco e, em contrapartida ao que ocorre no lado A, o qual teve muita veia Hard Rock, o lado B do disco foi bem mais dedicado ao Prog Rock e a canções mais lentas.

O encerramento do disco é com a mítica “Magnum Opus”, que foi muitas vezes a clausura de set list do Kansas nos shows. A clássica canção tem uma longa introdução instrumental e as mais insanas variações rítmicas. Alguns riffs e solos mais pesados voltam a surgir, resgatando aquela atmosfera que iniciou o full lenght.

Kansas foi um dos precursores do AOR. É isso mesmo, você não leu errado. Essa mescla de Hard Rock com Progressivo, somados aos vocais melódicos, moldou a sonoridade que se tornaria o Adult Oriented Rock na segunda parte da década de setenta até o início dos anos 80. O próprio Kansas, posteriormente, se rendeu totalmente ao AOR, deixando um pouco de lado o puro Progressivo 70’s.

R.I.P Robby Steinhardt



Nota 9,5

Integrantes:

  • Phil Ehart (bateria)
  • Dave Hope (baixo)
  • Kerry Livgren (guitarra, piano)
  • Robby Steinhardt (violino, viola, backing vocals, vocal principal em “Miracles Out of Nowhere” e “Cheyenne Anthem”)
  • Steve Walsh (órgão, piano, vocal principal, exceto em “Cheyenne Anthem”, sintetizadores adicionais, vibrafone)
  • Rich Williams (guitarra)

Faixas:

  • 1.”Carry On Wayward Son”
  • 2.”The Wall”
  • 3.”What’s On My Mind”
  • 4.”Miracles Out Of Nowhere”
  • 5.”Opus Insert”
  • 6.”Questions of My Childhood”
  • 7.”Cheyenne Anthem”
  • 8.”Magnum Opus”

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz



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