O guitarrista Al Pitrelli (Savatage, Trans-Siberian Orchestra), contou como foi se juntar ao Megadeth entre 2000 e 2002 no lugar do guitarrista Marty Friedman. Antes de sair em definitivo, Friedman ensinou a Al Pitrelli suas partes de guitarra; entretanto, quando teve que subir ao palco pela primeira vez, Al sentiu que não estava tão preparado quanto gostaria.
Ele explicou isso em uma entrevista recente ao canal do Youtube “Are You Ready?”:
“Marty Friedman queria ir embora. E ele foi um verdadeiro cavalheiro. Ele ficou por ali e continuou fazendo shows e me me ensinava suas partes de guitarra durante o dia. E eu não sei quanto tempo ele planejava ficar, mas eu lembro de chegar — não lembro onde era o show, mas lembro que ele não foi ao show. E eu estava no camarim praticando, aprendendo ‘Holy Wars’, tentando entender tudo aquilo. E o Dave veio até mim e disse: ‘O Marty não está aqui. Você vai tocar hoje à noite’. Eu disse, tipo, ‘Ok, lá vamos nós’. E foi assim que eu Pulei na parte funda da piscina.
É como qualquer outra coisa. Quer dizer, acho que correu muito bem. Não sei se eu teria feito aquilo naquela noite. Eu adoraria ter esperado um pouco mais para estar melhor preparado, mas o que você vai fazer?
Não me lembro em que cidade era. Lembro que tinha muita gente naquele lugar. E eu nem tive tempo de me assustar. Foi tipo: ‘Tudo bem, lá vamos nós.'”
Al Pitrelli gravou o álbum de 2002, “The Wold Needs A Hero”. Ele abordou o processo de composição e gravação do disco:
“Bem, o interessante sobre isso foi que eu deveria estar lá apenas temporariamente. Eu era amigo do baterista, Jimmy DeGrasso, por muito, muito, muito tempo. Ele disse: ‘Você pode me substituir até encontrarmos um substituto permanente?’ Eu disse: ‘Sim’. Então, eu deveria estar lá apenas um mês, dois meses. E, obviamente, eu estava tentando fazer um ótimo trabalho. Aprendi muito trabalhando com o Dave. E ele disse: ‘Ei, escuta, por que você não fica por aqui um tempo e vamos compor algumas músicas?’ E eu disse: ‘Com certeza, cara. Isso é fantástico.’
Lembro-me de ir à casa dele algumas vezes e sentar com algumas guitarras e ele tinha um riff. Ele perguntou: ‘O que você faria aqui?’ E eu acrescentava um riff. Eu dizia: ‘Bem, não sei. Sendo eu quem sou, faria algo assim.’ [E ele dizia]: ‘É, eu gosto disso.’ E nós simplesmente desenvolvemos uma ótima relação de composição. Quer dizer, ele tinha, eu diria — não sei — 90% das coisas prontas na cabeça dele, mas foi muito gentil e cortês em me permitir dar alguma contribuição, o que me fez sentir muito bem com isso. E eu aprendi uma quantidade extraordinária de informações — guitarra base e sons, e como ele construía sua música. Porque é muito complexo. Tem muita coisa acontecendo.”