Após seis anos, a lendária banda norueguesa de Black Metal, Mayhem, está no estúdio tralhando em seu novo álbum completo, sucessor de “Daemon”, de 2019. O baixista Jørn “Necrobutcher” Stubberud, confirmou em uma nova entrevista à Noise Magazine, que um novo registro está a caminho:
“Estamos atualmente em estúdio para gravar um novo álbum, que está em produção há vários anos, obviamente, porque o último álbum foi em 2019, então já faz seis anos. Mas isso é bom.”
Questionado sobre o motivo da demora para começarem a trabalhar em um novo disco, ele respondeu:
“É mais honesto, eu acho, e é melhor para todos que haja um espaço entre os álbuns, porque se você lançar álbuns muito próximos um do outro, tende a ser apenas uma repetição do seu último álbum ou algo muito próximo dele, porque não há tempo para buscar novas inspirações entre eles. Então, quanto mais tempo os compositores levarem para se distanciarem do último projeto e buscarem novas inspirações, melhor. E quanto mais tempo você tiver para desenvolver as músicas na sua cabeça como compositor…”
Ele continuou:
“Como compositor, comparo isso a um pintor. Você pinta, pinta e pinta, e no final é difícil saber quando parar. Quando a pintura está realmente pronta? O mesmo acontece com as músicas. Você pode se perder. Você tem uma música e a escreve, e então ela soa bem, mas aí você pensa: talvez aquele riff devesse ser um pouco mais longo, talvez aquele riff não devesse se repetir e talvez aquele outro riff devesse se repetir. E então, no final, você não sabe quando parar. E então leva tempo para que esse processo de pensamento seja bem pensado. É por isso que sempre, mesmo depois que as músicas são gravadas no estúdio, você começa a tocá-las ao vivo e então elas sofrem pequenas alterações, mas nós, músicos, chamamos isso de ‘versões ao vivo’. Mas, na verdade, as versões ao vivo são como a música que acabou ficando, porque, de certa forma, elas não estavam completamente amadurecidas quando gravadas. É por isso que elas foram alteradas quando as ensaiamos para o show ao vivo mais tarde, porque a alteração seria o que nós criamos. E é por isso que eu também adoro lançar álbuns ao vivo, porque sinto que é assim que as músicas deveriam ser. E também tem a rusticidade do show ao vivo, e não do estúdio, onde você pode aperfeiçoar tudo e adicionar guitarras ou teclados extras ou o que for. Então essa é a expressão mais honesta. E às vezes eu gosto muito mais das versões ao vivo.”
Acompanhe a entrevista completa abaixo: