Megadeth: “houve conflitos durante todo o processo. Começou em 2018 quando Dave queria regravar a demo ‘No Life ‘Til Leather’ do Metallica”, diz Ellefson

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Discutindo a produção do último disco do Megadeth, “The Sick, The Dying… And The Dead!”, o ex-baixista da banda, David Ellefson, revelou detalhes sobre as sessões de gravação do disco e, disse se sentir feliz por ter ficado de fora disso no final das contas.

Suas partes de baixo foram gravadas maio de 2020 em um estúdio em Nashville, Tennessee. Em julho de 2021, o líder do Megadeth, Dave Mustaine, anunciou que as faixas de baixo de Ellefson não seriam usadas no novo disco.

O lançamento de “The Sick, The Dying… And The Dead!” aconteceu setembro de 2022. Quem gravou as partes de baixo de Ellefson foi Steve DiGiogio, do Testament. Após isso, o ex-baixista do Megadeth, James Lomenzo, retornou à banda substituindo Ellefson permanentemente.



Em seu canal de podcast no Youtube, The David Ellefson Show, ele disse:

“Foi um disco brutal. Para ser sincero, estou feliz por estar longe dele. Foi um processo terrível. Levou cinco anos para ser feito. Todas as músicas que escrevi para ele foram removidas — cada riff que adicionei, cada letra que adicionei. Foi rancoroso, vingativo e odioso. E não era meu disco. o disco não era meu. Eu entrei nele. Eu disse a Dave: ‘Por que não entramos aqui? Estamos em uma fase agora, deveríamos entrar aqui como se fosse ‘Peace Sells’. Deveríamos entrar aqui como se não tivéssemos dinheiro. Não temos tempo. Escreva uma música, grave-a e siga em frente. Eu disse: ‘Acho que os fãs estão cansados desses discos de heavy metal superdigitalizados, presos à grade, perfeitos.’ Os fãs querem discos — eu acho — que sejam mais orgânicos. Parecer uma banda tocando junta na mesma sala.

Aí chegou o 40º aniversário do álbum ‘Youthanasia’ e eu voltei a isso. Shawn Drover me fez ouvir aquele disco de novo. E eu não o ouvia há muitos anos, e eu ouvi e pensei: ‘Caramba, nós éramos bons, cara’. Somos nós tocando juntos na sala, nós quatro, gravando faixas juntos. E eu sinto falta disso.”



Ellefson prosseguiu com sua reflexão sobre o processo de criação de “The Sick, The Dying… And The Dead!”:

“Houve conflitos durante todo o processo, e para mim, começou em 2018, quando Dave chegou — começamos uma turnê em Oslo, e ele chegou e disse que queria regravar a demo ‘No Life ‘Til Leather’ do Metallica. Eu fiquei tipo, ‘Você está brincando comigo? É aqui que estamos? Depois de todo esse tempo? Deveríamos estar escrevendo um novo álbum e novas músicas’. E eu fiquei tipo, ‘Eu não estou a fim disso’. Por mais divertido que fosse tocar essas músicas’, porque essa é uma das minhas gravações favoritas do Metallica, eu fiquei tipo, ‘É, eu não estou a fim disso’. Desculpa. Eu não consegui beijar o anel por causa disso. Eu pensei: ‘Tô fora’. E acho que foi aí que o nosso problema começou. Quando começamos a gravar, ele sabia que eu não estava disposto a simplesmente dizer ‘Sim, Dave’ e seguir em frente com essa merda. Então, eventualmente, eu saí da banda. E assim foi. Bandas são o que são, e é o que é.

Infelizmente, não ouvi ‘The Sick, The Dying… And The Dead!’ desde que foi lançado. Ouvi um vídeo… O disco me traz sentimentos ruins. E não por ter sido expulso da banda, mas por tudo que se refere a esse disco.”



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