História
O Tosco é uma banda de Crossover (Thrash Metal/Hardcore), idealizada e formada por Osvaldo Fernandez (vocal, ex-Repulsão Explícita) e Ricardo Lima (guitarra, ex-Vetor, ex-Chemical Disaster, ex-Scars, Tailgunners, Putrid Hope), na cidade de Santos, litoral de São Paulo, em setembro de 2017.
Com letras já escritas, Oswaldo e Ricardo iniciaram o processo de composição das músicas e, simultaneamente, começaram a ensaiar com Paulo Mariz (bateria), que trouxe o ritmo necessário para que a sonoridade da banda ganhasse a forma, pegada e, principalmente, o peso desejado.
Influenciados por bandas importantes do Thrash Metal, Hardcore e até Industrial, como Slayer, Exodus, Sacred Reich, Ministry, Sick Of It All, Crowbar, e Hatebreed, a banda logo finalizou dez músicas próprias, compostas entre setembro e dezembro do mesmo ano.
Em dezembro, o baixista Anderson Casarini (ex-Predatory) foi escolhido como a peça faltante para as engrenagens da máquina Tosco entrarem em operação.

“Cala Boca Globo”!
“Revanche”, o álbum de estreia com arte de capa a cargo de Felipe Ruiz Cintra, foi gravado no Estúdio “O Beco”, do parceiro, produtor e engenheiro de som Ivan Pellicciotti, entre os meses de abril e julho do ano seguinte. O álbum teve como co-produtores o baterista Paulo Mariz e Ivan Pellicciotti. Contendo dez músicas próprias e um cover de “Independent”, do Sacred Reich, o álbum recebeu muitos elogios da crítica especializada em todo o país. A faixa “Cala Boca Globo” se destacou e foi escolhida por diversos veículos de imprensa especializados em Heavy Metal como uma das melhores músicas lançadas naquele ano.
Assista ao vídeo de “Cala a Boca Globo”:
Assista ao vídeo de “Cenário de Chacina”:
“O quarteto santista do Tosco mostra com maestria como unir o Thrash Metal e o Hardcore em uma pancadaria de tirar o fôlego! Não só pelo instrumental pesadíssimo e ríspido, mas também pelas suas letras fortes, revoltadas e vomitadas em português, ora de cunho político, ora simplesmente expressando o cansaço com essa merda de mundo podre em que vivemos. […] Belíssima e agressiva estreia do Tosco! Super bem-produzido e mixado, como um verdadeiro chute na cara e na bunda do mundo! Esta é a banda que eu procurava! Corra atrás para ontem! Só um conselho: se você está realmente puto, mas muito puto com algo, a audição desse petardo te deixará mais ‘aliviado’ ao saber que não está sozinho, ou te tornará um justiceiro psicopata!” (Metal Na Lata).

No ano seguinte, em 2019, o Tosco continuou trabalhando em novas composições para o que viria a ser o álbum “Sem Concessões”. Em novembro, eles gravaram no novo Estúdio “O Beco”, agora em outra localidade, Curitiba/PR, novamente com a produção de Ivan Pellicciotti, que não só foi o produtor deste trabalho, como também se juntou à banda como baixista, substituindo Anderson Casarini, que optou por deixar o Tosco por motivos pessoais.
Ivan Pellicciotti aceitou prontamente entrar na banda e gravou todas as partes de baixo de “Sem Concessões”, já como membro definitivo, além de produzir o álbum.
Mais violento e agressivo
A arte de capa, mais uma vez a cargo de Felipe Ruiz Cintra, que já assinou capas de bandas como Worst e Evil Minds, traz a figura mitológica de um Kraken atacando uma embarcação de caçadores de baleias, onde, mais uma vez, um “monstro” gigantesco aparece destruindo algo. A data de lançamento de “Sem Concessões” estava prevista para abril de 2020, mas, devido à pandemia de COVID-19, acabou sendo adiada para o segundo semestre.
Assista ao lyric video para “João do Cão”:
Com uma produção ainda mais apurada e faixas mais violentas e agressivas, “Sem Concessões” recebeu ainda mais elogios da crítica especializada, pois o crescimento em termos de composição, criatividade e execução elevou-se a níveis altíssimos, sem jamais deixar a brutalidade de lado.
“A premissa de que todo segundo álbum define a sonoridade de uma banda, e se ela vingará, crescerá ou permanecerá no ostracismo, se concretiza neste trabalho. O ódio dilacerante nas letras de Osvaldo é exponencialmente proporcional à qualidade, técnica, criatividade e determinação presentes em cada faixa. Os caras não se acomodaram, pelo contrário, evoluíram significativamente! […] O peso, a brutalidade e a violência rasgam os tímpanos do ouvinte de forma impiedosa, mas o que mais me impressionou e saltou aos ouvidos foi a enorme evolução e maturidade das composições. Obviamente, isso já era perceptível em “Revanche” (2018), mas aqui a coesão entre melodia, raiva e técnica caminham de mãos dadas com uma produção primorosa! As guitarras estão mais “carnudas” e “recheadas”, com mais rifferama e palhetadas, a bateria mais “encorpada” e não tão chapada em comparação ao primeiro disco, o baixo vibrante – ou seja, um convite ao caos!” (Metal Na Lata).

Infelizmente, com a pandemia de COVID-19, o mundo foi paralisado durante 2020 e 2021, principalmente, no setor de entretenimento presencial. No entanto, o Tosco manteve-se ativa, produzindo vídeos, colaborações e participando de festivais online, como os festivais do Metal Na Lata (com a collab de “Lei do Silêncio”), o festival europeu UNP Metal Fest (com o vídeo de “Dois Psicopatas”), e duas aparições no Roadie Crew Online Fest (com os vídeos “Treta na Rede” e “Integridade Duvidosa”). Outra aparição importante foi o lançamento oficial do videoclipe de “Dois Psicopatas” no canal Hardcore Worldwide, que rendeu milhares de visualizações e elogios.
Assista ao vídeo de “Treta na Rede”:
Assista ao vídeo de “Hater”:
Assista ao lyric video de “Vale da Tragédia”:
Assista ao vídeo de “Dois Psicopatas”:
Slayer na alma
A vida parou, mas o tempo não. Com isso, as composições para um terceiro álbum e a pré-produção avançavam a todo vapor. Enquanto isso, o Tosco recebeu um convite da gravadora inglesa Secret Service Records para participar de um tributo ao Slayer, intitulado “Brazil Painted Blood: The Brazilian Tribute To Slayer”, composto exclusivamente por bandas brasileiras. O Tosco gravou uma versão bombástica para a pesadíssima “Piece By Piece”.
O ano de 2022 teve total dedicação a esse novo trabalho, mas houve uma mudança na formação com a saída de Ivan Pellicciotti, que alegou problemas de logística, já que agora residia e trabalhava como produtor em Curitiba.
Apesar disso, Ivan continuou como grande amigo de todos e como produtor dos novos trabalhos do Tosco. Para ocupar a vaga deixada por Ivan, o também amigo Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster) chegou mergulhando de cabeça, já ensaiando e participando ativamente da banda.
Como uma prévia da nova formação e do que está por vir, o Tosco gravou no estúdio Play Rec, de Fernando Bassetto, em Santos, a faixa inédita “Brasil é o Crime”, disponibilizada em um EP digital de mesmo nome. O EP contém, além da faixa-título inédita, os covers “Independent” (Sacred Reich), “Piece By Piece” (Slayer) e “United Forces” (S.O.D).
“Essa faixa nova marca a estreia de nosso brother Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster) como baixista, e é um manifesto para todos nós, cidadãos brasileiros de bem, que infelizmente convivemos diariamente com o crime em todas as suas formas e faces cruéis”, comenta Osvaldo Fernandez.
“A música ‘Brasil é o Crime’ foi a primeira que compusemos para o terceiro álbum, ainda antes da pandemia, e ela é fortemente influenciada por Black Sabbath e Slayer. Queríamos criar uma atmosfera pesada para que o Osvaldo pudesse encaixar uma letra igualmente impactante. Foi a nossa primeira gravação com o nosso amigo de longa data Fernando Bassetto, no estúdio Play Rec, onde vários álbuns importantes e premiados da música brasileira foram gravados. A produção, mixagem e masterização continuamos com o Ivan, no O Beco, que permanece sendo nosso parceiro e produtor”, finaliza Ricardo Lima.

Convidado ilustre
No dia 15 de dezembro, o lyric video de “Brasil é o Crime” ganhou lançamento exclusivo no canal internacional Hardcore Worldwide. Criado pelo designer e músico Wanderley Perna (Genocídio), o vídeo surpreendentemente alcançou números expressivos de visualizações.
Assista ao Lyric Video de “O Brasil é o Crime”:
Durante todo o primeiro semestre de 2023, o quarteto continuou trabalhando na gravação e produção do seu terceiro álbum, intitulado “Agora É A Sua Vez”. Como a faixa “Brasil É O Crime” também faz parte desse novo trabalho, no dia 24 de maio foi lançado em todas as plataformas digitais “Hellvetia”, o violentíssimo segundo single extraído deste trabalho.
“Hellvetia” conta com a participação mais que especial de Dave Austin, guitarrista da conceituada banda americana Nasty Savage, que contribui com o segundo solo. Só para ilustrar, o tema da música aborda o recorrente problema da ‘pandemia’ do consumo de crack no centro de São Paulo.
“Osvaldo me apresentou a banda há alguns anos e, desde então, me tornei um fã declarado. Adoro a maneira como os vocais são feitos em português, realmente aprecio isso! É uma música muito boa, por isso fiquei feliz em participar. Foi um enorme prazer estar nessa faixa. Se fosse apenas uma banda aleatória, eu não teria feito”, comentou Dave Austin (Nasty Savage).
“Essa música era para ter saído em nosso primeiro álbum, mas acabou sendo deixada de lado sem motivo algum (risos). Talvez, por sempre estarmos compondo material novo, acabamos esquecendo dela. Mas justiça foi feita e, junto com a letra que fala desse inferno que é o centro de São Paulo, onde em cada canto tem um usuário dessa merda (crack), é uma cacetada”, disse Osvaldo.
“Hellvetia” conta com participação de Dave Austin (Nasty Savage) no segundo solo, já “Guerreiros do Metal” conta com participação de Silvio Golfetti (ex-Korzus) no segundo solo.

Mais violento, mais técnico e mais brutal
“Agora É A Sua Vez”, o terceiro, mais violento, técnico e brutal álbum da banda, é o primeiro a contar com o baixista Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Hierarchical Punishment, ex-Chemical Disaster). O álbum foi lançado oficialmente em todas as plataformas digitais e em CD físico com slipcase no dia 22 de julho, com direito a um show de lançamento sobretudo destruidor na capital paulista, no festival Thrash disConcert, ao lado das bandas Trendkill Inc. e Faces Of Death.
“Fazer parte do Tosco me deixou muito entusiasmado, pois é uma banda cujo som eu gosto muito. Além disso, foi uma ótima oportunidade de voltar a tocar com o Ricardo e o Paulo. A banda já estava no processo final das composições do novo álbum, que estavam incríveis (risos)”, comentou Carlos Diaz.
“Certamente, este é nosso trabalho mais pesado e bruto, pois desta vez temos mais músicas rápidas e grooves mais nervosos. A veia do Tosco continua intacta, sempre misturando tudo que nos influenciou desde os anos 70, 80 e 90. Ou seja, o peso de um Black Sabbath, a rispidez do Thrash Metal, a violência do Hardcore, tudo com toques modernos na produção e nos timbres”, finalizou Ricardo Lima.
Quem acompanha a carreira do quarteto desde sua formação em 2017 sabe que a banda sempre apostou em um material com doses letais e cavalares de groove, principalmente nos riffs de guitarra, sempre primando pelo peso, violência e agressividade contagiantes. As letras caóticas e revoltadas têm sempre o intuito de abrir os olhos e alertar sobre o que há de pior em nossa sociedade.

No final de 2023, devido a problemas pessoais, o baterista Paulo Mariz se desligou da banda. Em seu lugar, entrou Bruno Conrado, também baterista da banda Vulcano. Com essa nova formação, a banda começou com força total nos ensaios e, inclusive, também preparando material inédito.
O facão está afiado!
Enquanto o material novo vem sendo trabalhado, o quarteto se dedicou a muitos shows pelo estado. Um deles foi o Thrash disConcert II, realizado também na RedStar Studios, em São Paulo, junto à banda Faces Of Death. Desse show, a banda capturou sua fúria e apresentou um setlist destruidor, reunindo material de quase 10 anos de carreira e três álbuns no currículo. Isso resultou no lançamento de fevereiro de 2025, o primeiro álbum ao vivo de sua trajetória, “Facão Afiado – Ao Vivo em São Paulo”.
O peso das letras e discursos de Oswaldo Fernandez é praticamente expurgado em faixas como “O Brasil é o Crime”, “Dois Psicopatas”, “Dia de Decisão”, “Lei do Silêncio” e “Casa de Nóia”. Destaque também para a arrasa-quarteirão “Cala A Boca Globo” e a vibrante “O Monstro”, com suas mensagens contundentes e sérias, respectivamente.

Todas refletem essa visão crítica, abordando corrupção e podridão política com a força de um rolo compressor. Isso foi inegavelmente compreendido e registrado com muita energia pelo público presente.
“Somos uma banda com energia, e o palco é nosso lugar para despejar todo nosso veneno contra tudo que existe de errado nesse mundo insano e bagunçado. Relatamos em nossas letras fatos cotidianos e primamos por uma sociedade justa, legalista e livre de maldade (utopia?). E no palco, a gente realmente se transforma no ‘cão’ (risos). Selecionar as músicas para o show, que já tínhamos a ideia fechada em gravá-lo, foi bem difícil, mas optamos por selecionar as mais ‘queridas’ do pessoal que frequenta nossos shows”, comentou Osvaldo.
“Nesse álbum ao vivo, você pode constatar que, apesar das mudanças na formação, a banda está consistente, entrosada e entregando o que se espera dela! Soco na cara, literalmente (risos)”, finalizou Ricardo Lima.
Casa de Noia
Em maio, a banda liberou o videoclipe da faixa “Casa de Noia”, um dos destaques do aclamado terceiro álbum, “Agora É a Sua Vez”. A música foi originalmente composta para o álbum de estreia, “Revanche”, mas acabou ficando de fora e ressurgiu com força total, ganhando uma nova roupagem. Dessa forma, acabou se tornando um dos hinos mais pesados da atual fase do grupo. Sua sonoridade remete à velocidade brutal de “Reign In Blood” com o peso de “Seasons In The Abyss”, ambos do Slayer — influência marcante da banda.
Assista ao videoclipe de “Casa de Nóia”:
O videoclipe teve direção de Maycon Avelino (StarShip Videos — conhecido por trabalhos com Edu Falaschi, Sacrifix, Faces of Death, entre outros). Ele integra o registro da histórica noite que também originou o primeiro álbum ao vivo da banda: “Facão Afiado – Ao Vivo em São Paulo”. O disco foi lançado no final de 2024 e está disponível por enquanto apenas nas plataformas digitais.
A formação que aparece no vídeo conta com Oswaldo Fernandez (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e o baterista Bruno Conrado. Este último, infelizmente, teve que se afastar das atividades musicais após sofrer um acidente de moto que resultou em fraturas no punho e na fíbula. O grupo lamentou profundamente o ocorrido e desejou a Bruno — figura muito querida dentro e fora da banda — uma recuperação completa.

De olho no futuro
Enquanto isso, a bateria voltou a ser comandada por Paulo Mariz, membro da formação original e parte essencial da história do grupo desde 2017. Seu retorno foi natural e bem-vindo, mantendo a mesma química e peso de sempre.
Neste momento, a banda segue firme, compondo seu quarto álbum de estúdio e se preparando para os próximos shows — sempre com a fúria, o peso e a atitude que definem sua trajetória. A máquina não para nunca!
Para fãs de: Slayer, Ratos de Porão, Korzus, S.O.D, D.R.I, Nuclear Assault, Agnostic Front, Cro-Mags, Hatebreed, Biohazard, Lamb Of God, Machine Head, Suicidal Tendencies, Sick Of It All, assim como Madball e outras.
Discografia
- “Revanche” (Álbum/2018)
- “Sem Concessões” (Álbum/2020)
- “Brazil Painted Blood: The Brazilian Tribute To Slayer” (Compilação/2021)
- “Revanche (Remix)” (Álbum/2022)
- “O Brasil É O Crime” (EP/2022)
- “Hellvetia” (Single/2023)
- “Agora é a Sua Vez” (Álbum/2023)
- “Facão Afiado – Ao Vivo Em São Paulo” (Álbum/2025)
Formação
- Osvaldo Fernandez (vocal)
- Ricardo Lima (guitarra)
- Carlos Diaz (baixo)
- Paulo Mariz (bateria)
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