Sepultura: “Não é Thrash Metal. Não é Heavy Metal. Não é Dark Metal. Não é Metal brasileiro”, diz Andreas sobre som da banda

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O Sepultura conquistou uma legião de fãs em mais de 40 anos de carreira e, no momento, encontra-se fazendo sua turnê de despedida intitulada “Celebrating Life Through Death”.

Se há uma afirmação correta que podemos fazer sobre a musicalidade da banda é que ela não se encaixa em padrões pré-estabelecidos. O quarteto sempre buscou ousar, fugir do óbvio e lançou álbuns tão aclamados quanto polêmicos.

Muitos fãs, principalmente, os mais antigos, não aceitam o que o grupo se tornou e o líder Andreas Kisser não se importa com isso. Como ele próprio já disse em uma entrevista recente, “o fã que se foda”.



Em uma nova entrevista a Jarek Szubrycht do “Mystic Talks” no Mystic Festival, Kisser falou sobre as motivações que culminaram no provável fim do Sepultura. Questionado sobre os desejos de explorar outros estilos musicais e se isso o motivou a encerrar as atividades do grupo, Kisser disse que não:

“Nunca me senti preso ao mundo do Sepultura para compor em um estilo específico. Sempre fomos muito destemidos para fazer o que quiséssemos. Quer dizer, ‘Nation’ é um álbum muito diferente, ‘A-Lex’, todos aqueles álbuns que foram inspirados em livros e outras coisas. É, eu acho, mais a rotina de estar em uma banda como o Sepultura por 40 anos. 40 anos, cara! Você já fez algo por 40 anos, como seu trabalho? Pense nisso (Risos).

É uma conquista incrível dentro da indústria do entretenimento ter uma banda assim por tanto tempo, com altos e baixos, ter seguidores. Toda vez que estávamos fazendo álbuns, estávamos tocando, tínhamos um acordo com a gravadora, independentemente da formação, independentemente da época em que estávamos. Tocamos para dez pessoas, depois voltamos para tocar em lugares grandes e coisas assim. É uma história linda. É uma história linda de arte e vida. E eu estava meio que sentindo que precisava entrar naquele clima de fazer outro álbum, fazer outra turnê, é meio previsível demais.



Quer dizer, um artista tem que não estar na zona de conforto. Se você está lá, você está ferrado, porque vai perder o contato com a realidade. Você vai começar a viver nessa bolha do que o Sepultura deveria ser. Não existe “deveria”. Há um novo Sepultura todo dia. Podemos fazer o que quisermos, musicalmente falando, porque conquistamos isso. Sepultura é isso. Não é Thrash Metal. Não é Heavy Metal. Não é Dark Metal. Não é Metal brasileiro. É Sepultura Metal. É por isso que temos um nome, certo? (Risos).

Senão, por que ter um nome? Isso é Sepultura. É isso que somos — muito livres. Não temos medo de correr riscos. Arte é correr riscos. Se você faz algo novo, vai correr riscos. Não tem outro jeito. E é aí que você aprende, com seus erros ou com tudo. Mas é ótimo parar em um momento bom sem brigar, sem um fator externo acabar com a banda.

São os nossos próprios termos. Escolhemos isso com muita paz, uma decisão consciente. Levamos dois anos conversando sobre treinar, nos preparando para isso, e agora estamos nos divertindo. É incrível. E por que não? Quer dizer, é um privilégio ter isso, ter essa possibilidade, parar enquanto podemos ou parar nesse momento atual. E aí o futuro é o futuro. Vamos ver. (Risos).”



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