O Saxon é uma daquelas bandas que, assim como o bom vinho, quanto mais velha, melhor fica. Os últimos trabalhos de estúdio acertaram em cheio no alvo e, além de colocar a banda em evidência, registraram um bom número de canções marcantes.
Se pensarmos nos trabalhos apresentados desde “Sacrifice”, de 2013, podemos mencionar alguns novos hinos concebidos por Byff Biford e seus comparsas. Composições como “Made In Belfast”, “Sacrifice”, “Battering Ram”, “Queen Of Hearts”, “They Played Rock And Roll”, “Thunderbolt”, “Nosferatu (The Vampire’s Waltz)”, “Carpe Diem”, “Remember The Fallen”, “The Pilgrimage”, “Hell, Fire And Damnation”, “There’s Something In Roswell”, assim como “Madame Guillotine” e outras, estão sendo ovacionadas e recebendo recepções calorosas nos shows ao vivo. Importante mencionar que os dois últimos trabalhos colocaram o grupo em posições jamais alcançadas pela banda mesmo em seus melhores dias.
Percebendo o bom momento e os picos de vendas, os veteranos não querem perder tempo e já estão preparando novo material. Em uma nova entrevista a Stefan Nilsson do Roppongi Rocks, o vocalista Byff Biford falou sobre o novo álbum da banda. Ele revelou que o próximo disco de estúdio do Saxon deverá ser lançado no primeiro semestre de 2026, veja:
“Na verdade, estamos trabalhando no próximo LP do Saxon hoje. A maioria das ideias vem de Brian Tatler, Doug Scarratt e Nibbs Tim Carter, pelo menos as ideias musicais. E meu trabalho é basicamente arranjar tudo, escrever as letras e criar as melodias. Faço essas três coisas, na verdade. Mas, sim, então deixo para os caras criarem os riffs de guitarra. E depende de mim se eu gosto deles ou não. É assim que as coisas são. Funcionou muito bem por muitos anos, então, se não está quebrado, não conserte, é o que dizemos. Então, acho que provavelmente começaremos a gravar o próximo álbum em novembro, se tudo estiver pronto, e possivelmente terminaremos em janeiro. Então, será lançado no ano que vem.”

A tarefa mais difícil do Saxon é se manter relevante depois de 5 décadas
Questionado sobre como a banda conseguiu se manter relevante durante mais de 50 anos de carreira, Byff fez uma análise certamente surpreendente. O frontman revelou ter percebido que a base de fãs do Saxon se renovou nos últimos anos. Segundo Biford, tem ocorrido uma mescla entre fãs mais jovens e os antigos admiradores nos shows:
“Acho que você tem que continuar tentando compor ótimas músicas e não se iludir achando que algo é ótimo quando não é. É bem fácil fazer isso quando você está na ativa há muito tempo. Então, sim, acho que manter a qualidade alta — não a quantidade — é sempre ótimo. Então, sim, sempre tentamos compor músicas que gostamos e torcemos para que as pessoas também gostem. Então, acho que nos últimos 10 anos tivemos um bom desempenho, tivemos alguns álbuns ótimos, e nossa base de fãs mudou um pouco. Uma base de fãs mais jovem agora, assim como fãs mais velhos também, então temos muita sorte de ter isso, de realmente continuarmos relevantes. Mas acho que nossa música tem muito a ver com isso, e com nossa atitude, porque basicamente não damos a mínima para nada disso.”
Sobre a chegada do veterano guitarrista Brian Tatler, conhecido por sua carreira com o Diamond Head, o vocalista mencionou a obviedade sobre a escolha de Brian. Além disso, o cantor mencionou o fato dele ter se encaixado muito bem no Saxon, apesar da tarefa difícil de substituir Paul Quinn. Veja:
“Ele está indo muito bem. Ele escreveu algumas músicas no último álbum; ‘Hell, Fire And Damnation’, a faixa-título, que é minha e do Brian. Acho que com o Brian, porque ele não tinha realmente uma plataforma para colocar sua música, ele está se divertindo porque vem de um espaço mental um pouco diferente, ele nunca teve tanto sucesso quanto provavelmente deveria ter tido. Então ele está compensando isso agora. Quer dizer, além das três músicas que o Metallica gravou do Diamond Head — elas seriam grandes, mas não foi isso que aconteceu no início dos anos 1980.
Foi uma decisão óbvia, na verdade, convidar Brian para se juntar ao Saxon. E Brian era minha única opção. Tínhamos muita gente querendo ser o guitarrista da banda. Mas Paul Quinn é um cara difícil de superar. E você precisa de alguém que tenha algo especial… Isso surpreendeu muita gente, o que me surpreendeu porque é uma decisão óbvia, na verdade. Ele está indo muito bem. E ele está se divertindo muito. E ele toca bem com Doug. Não há problema algum nisso. Então eles tocam bem juntos.”