Cinco bandas de Rock e Metal que mencionam o Brasil em suas letras

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1. Motörhead – “Going To Brazil” (1991)

O lendário grupo britânico de Heavy Metal, Motörhead, capturou a excitação caótica de partir para uma turnê na canção “Going To Brazil”, do álbum “1916”. Escrita por Lemmy Kilmister, a letra descreve a jornada selvagem da banda em direção ao Brasil, com versos como “Voando para o Rio, indo para o Brasil”.

Embora a música não explore a cultura brasileira em profundidade, a menção ao Rio de Janeiro captura a essência de um destino icônico para a banda, alinhando-se à imagem global da cidade como sinônimo de celebração.

A música em si é um exemplo clássico do som do Motörhead: rápida, despojada e sem rodeios. “Going To Brazil” não é uma das faixas mais conhecidas do Motörhead, mas ressoa com fãs, especialmente no Brasil, por sua homenagem direta. A música captura um momento na carreira da banda, quando estavam no auge de sua energia ao vivo e reforça a conexão com o público brasileiro, que continua a reverenciar o Motörhead. A faixa também aparece em setlists de shows no Brasil, onde sempre foi recebida com entusiasmo, evidenciando seu apelo local.



Crua, divertida e sem pretensões, ela celebra a vida na estrada, o hedonismo do e a emoção de tocar em um lugar diferente como o Brasil. Embora simples, a música carrega a autenticidade de Lemmy e a energia de uma banda que vivia cada momento ao máximo. Para os fãs brasileiros, a canção se tornou muito especial.

2. The Offspring – “Come To Brazil” (2024)

A banda americana de punk rock, The Offspring lançou “Come To Brazil” em seu álbum de 2024, “Supercharged”. A canção foi descrita pelo guitarrista Noodles como uma das mais pesadas da banda e celebra a energia das multidões em shows no Brasil.

“Come To Brazil” surge de uma relação de longa data entre o The Offspring e seus fãs brasileiros, que constantemente pedem shows no país, seja em redes sociais com a hashtag #ComeToBrazil ou em interações diretas. Dexter Holland, vocalista da banda, destacou: “Toda vez que anunciamos shows, recebemos comentários dos nossos fãs brasileiros dizendo ‘Venham para o Brasil!’ — o que adoramos! O Brasil realmente é incrível”. Dessa forma, a faixa reflete essa conexão mútua, transformando o apelo dos fãs em uma “carta de amor” ao Brasil, como descrito pelo guitarrista Noodles.



A letra de “Come To Brazil” é direta, divertida e cheia de referências culturais que capturam o espírito do nosso país. O refrão repetitivo e o uso do cântico “Olé, olé, olé” no final evocam a atmosfera de estádios de futebol. Além disso, a banda destaca a devoção dos fãs brasileiros, descritos na letra como: “But the ones from Brazil, they really take the cake”.

Embora a letra seja estereotipada em alguns momentos, ela é escrita com um tom afetuoso e humorístico, reconhecendo a intensidade dos fãs brasileiros sem soar condescendente. Curiosamente, a banda optou por não tocar a música em um show na Argentina, substituindo-a por outra faixa para evitar possíveis tensões. O lyric video animado, divulgado em setembro de 2024, incorpora símbolos brasileiros como a bandeira, o Corcovado e elementos da cultura local, reforçando a conexão visual do grupo com o país. A música rapidamente conquistou espaço nas plataformas digitais, impulsionada pela popularidade da hashtag #ComeToBrazil, que os brasileiros usam para atrair artistas internacionais.

3. Genesis – “The Brazilian” (1986)

“The Brazilian” é uma faixa instrumental do Genesis, lançada no álbum “Invisible Touch” em 1986. Embora não mencione o Brasil diretamente por ser instrumental, o título é uma referência explícita ao país, evocando sua energia cultural e paisagens tropicais por meio de texturas sonoras.

Lançado em 6 de junho de 1986, “Invisible Touch” marcou o auge comercial do Genesis, com hits como “Land Of Confusion” e a faixa-título. O álbum reflete a transição da banda do Rock progressivo dos anos 70 para um som Pop Rock acessível, mas ainda com toques experimentais.



“The Brazilian” fecha o lado A do vinil original, servindo como uma peça instrumental que contrasta com as faixas vocais mais comerciais. Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford, os compositores, certamente usaram a música para evocar uma atmosfera diferente, possivelmente, influenciados por viagens ou pela popularidade da música latina na época.

“Invisible Touch” vendeu mais de 6 milhões de cópias mundialmente e “The Brazilian” é uma das faixas menos comerciais. Talvez por isso, seja ainda muito valorizada por fãs de Rock progressivo e admiradores das fases anteriores do grupo. Sua inclusão mostra que o Genesis, mesmo em sua era pop, ainda manteve espaço para alguma experimentação.

4. Halford – “Made In Hell” (2000)

O projeto solo do vocalista britânico Rob Halford, conhecido por ser o frontman do Judas Priest, incluiu uma referência ao Brasil na faixa “Made In Hell”, do álbum “Resurrection” (2000).



O disco marcou o retorno do Metal God ao Heavy Metal clássico, após algumas experimentações com o Fight e, principalmente, com o projeto Two. A canção foi escrita por Halford, Roy Z e John Baxter e é um ode ao Metal, celebrando sua história desde os primórdios até sua expansão global.

A letra de “Made In Hell” soa como verdadeiro manifesto sobre o Heavy Metal, narrando sua origem em Birmingham (berço do Black Sabbath e do próprio Judas Priest) e sua disseminação mundial. No trecho, “Then on the sound and fury went from Sidney to Brazil/ It sent the Russians crazy cause they never get their fill”, Halford sugere uma turnê global passando por diversas localidades. Anteriormente, na mesma canção, as cidades de Londres, Los Angeles e Tóquio também tinham sido mencionadas.

“Made In Hell” traça a jornada de Halford, desde sua infância até sua missão de “espalhar a palavra” do Metal e se tornar um “defensor da fé” pelo gênero. Referências a 1968 (“The Wizard” do Black Sabbath) e influências como jazz e blues mostram as raízes do estilo. O refrão “Hell, we’re born to raise some hell” é um grito de rebeldia e esta faixa soa como uma tentativa legítima de pedir desculpas aos fãs.



Rob fez declarações não muito amistosas sobre o Heavy Metal em períodos anteriores e neste álbum em específico ele retorna com tudo às suas origens. Que bom!

5. André Matos – “Rio” (2007)

André Matos, ex-vocalista do Angra, lançou “Time To Be Free” (2007) como seu primeiro álbum solo, após deixar o Shaman. Produzido por Roy Z e Sascha Paeth, o álbum mantém o estilo Power/Progressive Metal que consagrou o vocalista no Angra, com influências melódicas e orquestrais.

“Rio” é uma crítica ao estado do Rio de Janeiro. Nela, Matos menciona o “progresso irracional” (“Irrational progress/ But now it’s more and more”) que corrompe a beleza natural e cultural do Rio (“A city made by God”). O verso “Someday I will die for you” expressa um apego trágico, sugerindo que, apesar dos problemas, a cidade ainda inspira paixão e sacrifício.

A composição é uma das mais pessoais de “Time To Be Free”, ressoando com os fãs brasileiros do maestro André, que reconhecem a crítica à deterioração do Rio de Janeiro. Embora não seja um hino festivo como “Going To Brazil” do Motörhead, a música conecta-se à identidade brasileira ao abordar uma cidade icônica com honestidade.



“Time To Be Free”, apesar de ser um ótimo álbum e entregar tudo que se propõe, não foi um grande sucesso de público ou crítica. De uns tempos para cá, percebemos que o disco acabou envelhecendo bem e muitas pessoas tem redescoberto esta grande obra de André Matos. O álbum teve um desempenho um pouco melhor no Japão, gerando uma participação marcante de André no festival Loud Park (o maior do país).

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