Phil Campbell, ex-guitarrista do Motörhead, afirmou que não é músico de Heavy Metal. Em uma nova entrevista com Andrew McKaysmith do podcast Scars and Guitars, ele foi indagado sobre o equívoco geral que as pessoas cometem quanto à sua forma de tocar guitarra durante seus tempos de Motörhead:
“Bem, a maioria dos riffs [do MOTÖRHEAD] durante meu tempo com a banda são meus do começo ao fim. Eles mudavam um pouco e tudo mais, mas basicamente, porque quando éramos o trio, todo mundo esperava que eu inventasse algo para começar as músicas. Lemmy tinha uma ou duas de suas próprias músicas de rock, geralmente de rock and roll prontas. Mas a maioria das coisas… Quer dizer, tudo é creditado a nós três de qualquer maneira, exceto as músicas individuais do Lemmy. Mas, sim, as pessoas pensam — eu não sei o que elas pensam. Elas não leem os créditos, obviamente, muitas pessoas, os créditos de composição. E eu definitivamente não sou um músico de heavy metal. As pessoas acham que eu posso ser um músico de heavy metal. Acho que elas estão erradas.”
Em seguida, Andrew o questionou sobre como a iconografia do Motörhead deixou de estar ligada somente à música e acabou se tornando uma marca em si, com o nome sendo licenciado para mais de 80 parceiros em diferentes categorias, mercados e territórios, no embalo das comemorações pelos 50 anos da banda:
“Bem, o MOTÖRHEAD deveria ser lembrado, eu acho. Era uma banda tão única. Lem era uma pessoa tão única e a música também era tão única, por que não deveria ser lembrado, junto com a música? As pessoas não precisam comprar nada se não quiserem comprar nada, mas se andarem por aí com MOTÖRHEAD escrito nisso ou naquilo ou em qualquer lugar e acharem legal, tudo bem. Tenho orgulho de ter MOTÖRHEAD escrito em qualquer coisa que eu usaria. Mas não tudo de uma vez — não cinco itens com MOTÖRHEAD escrito de uma só vez.”
Phil Campbell integrou o de 1984 a 2015 e gravou discos como “Orgasmatron”, “1916” e “Bastards”. Com a morte do fundador/vocalista/baixista Lemmy Kilmister em 28 de dezembro de 2015, a banda chegou ao fim.
Acompanhe a entrevista na íntegra: