Michael Kiske conta o que condenou o Helloween no passado e o que salvou a banda depois

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O Helloween surgiu como uma verdadeira força da natureza em meados dos anos 80 e, inegavelmente, chegou ao sucesso e reconhecimento com as irretocáveis duas partes dos clássicos “Keeper Of The Seven Keys”. Os registros foram um marco tanto na carreira do grupo como para o surgimento do Power Metal melódico, que tem seus alicerces fincados nestas duas obras.

Depois do surgimento meteórico, os alemães não conseguiram se manter no topo e tiveram diversos problemas internos. Entrada e saída de membros, álbuns questionáveis e uma total reformulação nos anos 90. O Helloween seguiu e, apesar de alguns integrantes icônicos terem ficado ausentes por décadas, uma reunião improvável aconteceu há alguns anos atrás. Tal retorno transformou a banda em um septeto, mantendo os integrantes atuais e adicionando Michael Kiske e Kai Hansen.

“Giants & Monsters” foi lançado no último dia 29 de agosto via Reigning Phoenix Music e é o segundo registro desde o início desta nova fase. O vocalista Michael Kiske, sempre muito sincero, concedeu entrevista a David E. Gehlke, do Blabbermouth, e falou sobre todas as fases da banda.



Kiske contou de forma aberta os problemas que o Helloween passou no final dos anos 80. E mais ainda, ele também explicou a importância de Andi Deris no decorrer dos anos. Deparado com a afirmação do entrevistador sobre as pessoas muitas vezes não perceberem que Andi Deris se tornou o maior compositor do Helloween desde sua chegada, Kiske não poupou elogios a seu parceiro vocal. Ele disse:

“Se ele não estivesse lá, a banda não teria existido. A banda anterior não estava mais funcionando. Assim que Kai saiu em 1989, nada estava funcionando. Era um equilíbrio frágil entre os indivíduos. Não gosto de chamar isso de ‘química’, porque soa materialista; não somos processos químicos. Eu chamo de ‘espiritual’. É uma energia espiritual. Quando Kai saiu, essa energia não estava mais lá. Não estava funcionando. Estávamos constantemente brigando. Não era divertido. É sempre divertido com Kai. Se tem uma coisa que Kai é, é diversão. Ele vive a diversão. É tudo com o que ele realmente se importa. Isso é útil em uma banda, e não é necessariamente só ele, mas ele no conjunto estava funcionando. Para mim, era muito necessário sair da banda, mesmo que fosse doloroso. Eu precisava disso; foi adequado por vários anos.

Já Andi é um trabalhador. Ele é o leão do seu signo. Ele assume o controle e diz: ‘Temos que fazer isso. Temos que fazer aquilo’. Ele é um líder nato, e acho que era disso que a banda precisava naquela época. E eles se saíram bem. Fizeram alguns discos ótimos, e agora posso ouvir essas coisas sem nenhum ressentimento. Posso realmente dizer que adoro o que eles fizeram. Não necessariamente todas as músicas — nunca é assim. Mas acho que eles se saíram muito bem. O que ajudou a banda? Não sei se você concorda comigo, mas acho que é um erro, e não vou citar nomes de outras bandas, mas é um erro quando você perde o vocalista principal e ganha um clone dele. Alguém que soa exatamente como o vocalista anterior. Isso te faz parecer uma banda cover. Nunca é bom. Veja o Van Halen: eles tinham Sammy Hagar entrando. Ele era perfeito, já que não era como David Lee Roth. Ele era sua própria fera. Qualquer banda que perde um vocalista, nunca é uma boa escolha pegar alguém que soa como o vocalista anterior. Ele vai ser um clone. Pegue um original. E isso funcionou com o Helloween. Andi tem seu próprio estilo de composição, e é por isso que ainda estamos aqui hoje.”



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