Megadeth: “Sinto falta do Dave”, diz David Ellefson

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O ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, abordou seu relacionamento atual com seu ex-colega de banda no Megadeth, Dave Mustaine. Dave demitiu Ellefson em 2021, após um escândalo sexual envolvendo o baixista e uma jovem de 19 anos, que trocavam mensagens de cunho sexual e vídeos explícitos. Em uma nova entrevista ao The Delz Show, o entrevistador disse a Ellefson que sente falta de vê-lo tocando ao lado de Dave Mustaine no Megadeth. O baixista comentou:

“Eu também sinto falta do Dave. Olha, algumas das melhores histórias da minha vida começam com ‘a época em que eu e o Dave ‘ — preencha a lacuna. Você sabe o que quero dizer? Porque nós vivemos uma vida tão interessante juntos com aquela banda. Não nos falamos há alguns anos, mas sinto falta do cara, é claro. Nós nos divertimos muito. E sempre que tivemos uma briga como essa no passado, assim que voltamos, é como se tivéssemos saído ontem.”



Em uma outra outra entrevista recente para o The Candid Mic comandado por Fran Strine, Ellefson falou sobre o fim da sua amizade com Dave Mustaine, e revelou que ele e Mustaine não trocam uma palavra desde ele deixou de fazer parte do Megadeth:

“Não. Nem uma palavra. Não precisa. Depois disso? Não, não preciso mais ser seu amigo. Vou seguir em frente.

Olha, o fim daquela amizade demorou muito para acontecer. Começou mesmo em 2018… Houve algumas coisas que eu simplesmente… e eu falava abertamente sobre isso. Eu defendi o que eu sentia ser a coisa certa. E, claro, isso não foi bem recebido… Era só uma questão de compor o novo álbum, o próximo álbum que levou cinco anos para ser feito. E toda vez que eu tentava compor e colocar algo nele, ele era retirado. E parecia muito pessoal. E em algum momento é meio que, tipo, ‘Olha, cara, se você não me quer aqui, dane-se. Eu sigo em frente’. Então eu acho que foi preciso o que foi preciso e o que aconteceu, aconteceu. E então esse foi o momento de simplesmente abolir tudo e fazer tudo desaparecer.



Na primeira vez que saí no início dos anos 2000, havia questões legais para resolver entre mim e Dave, porque estávamos legalmente vinculados — éramos donos de um negócio e de uma corporação. Então, isso não é incomum. E muito disso foi só para que eu pudesse receber o pagamento diretamente de todas as fontes, para que meu dinheiro não continuasse fluindo pelo Megadeth. Foi só para que eu pudesse receber o pagamento diretamente da Capitol, da Warner Brothers e de todo mundo. Então, valeu a pena passar por esse processo, por mais horrível que seja. Mas, como fizemos um acordo, isso me permitiu voltar mais tarde e passar por tudo aquilo de novo. E foi por isso que não lutei para sair, e não falei um monte de besteiras. Foi meio que: ‘Tudo bem, olha, se não nos damos bem, siga em frente’.

Eu sou o cara que não fecha portas. Eu não bato na cara das pessoas e digo: ‘Foda-se. É isso aí. E você nunca mais vai trabalhar nesta cidade’. Porque você está com raiva no momento. É só isso. Siga em frente. Continue seguindo em frente.

Eu não imaginava voltar ao MEGADETH em 2010, e de repente lá estava ele. Estava na minha frente e deu tudo certo. Foi glorioso, foi enorme e conquistamos muitas coisas incríveis juntos. Mas esse grupo não é sobre ser…

As pessoas sempre falam dos anos 90, da era ‘Rust In Peace’, quando éramos um grupo de verdade. Era um grupo de verdade. Trabalhávamos juntos, lutávamos juntos, vencíamos juntos. Escalamos montanhas e vencemos a batalha juntos. Não é mais isso. É o show do Dave, e é assim que eles querem. E, como você pode ver, tenho muitas outras coisas que quero dizer e fazer na minha vida. E sempre tento direcionar isso de forma que remeta ao Megadeth, em vez de me opor a ele. Por que se opor ao que eu fiz? É como criticar meu próprio trabalho. Então, é tipo, ter isso em alta conta, alta estima, porque é — nós realmente fizemos coisas ótimas juntos — e depois simplesmente seguir em frente. Assim, você não está manchando seu próprio passado e seu próprio trabalho. É tipo, por que brigar consigo mesmo?”



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