Em janeiro de 2021, o líder do Iced Earth, Jon Schaffer, foi identificado pelo sistema de câmeras de dentro do Capitólio norte americano. O músico era um dos participantes do motim que aconteceu naquele dia e enfrentou um longo processo para tentar provar sua inocência.
Em 2023, o guitarrista foi inocentado de 4 das 6 acusações ao qual era réu, mas ainda foi condenado em 2 delas e sua pena foi de três anos de liberdade condicional e 120 horas de serviço comunitário, além do pagamento de multas.
Schaffer não irá cumprir a pena, já que foi uma das 1.500 pessoas que recebeu perdão presidencial de Donald Trump. Sendo assim, suas 2 condenações foram varridas para debaixo do tapete, deixando muitos fãs descontentes.
O ex-vocalista do Iced Earth, Matt Barlow, está prestes a lançar um novo álbum com sua atual banda, o Ashes Of Ares, e em uma nova entrevista concedida a Tom Wilson, da Sense Music Media da Austrália, falou sobre a situação de Jon.
Questionado sobre como se sentiu ao ver as fotos de Jon Schaffer no fatídico episódio da invasão do Capitólio, Matt disse o seguinte:
“Eu não fiquei feliz. É isso. É o que é, cara. Não vou me deter nisso. E o Jon, ele cumpriu sua pena, ele pediu desculpas às pessoas pelo que aconteceu. Eu não acho que havia muitas pessoas, e incluindo Jon depois, que ficou feliz com a coisa toda. Foi apenas uma coisa muito infeliz, um dia muito infeliz em nossa história. Então, espero que possamos superar isso em algum momento e que as pessoas tenham o perdão em seus corações e aprendam a seguir em frente também.”
Sobre seu posicionamento como músico, Barlow demonstrou bastante coerência e disse não querer influenciar as opiniões das pessoas. Veja a declaração completa:
“Não tento influenciar as pessoas. Não é da minha conta. Não é meu desejo expor minhas visões políticas para o mundo ver, este não é o meu negócio. E eu gostaria que todos fizessem isso, de verdade. Artistas, certamente, também. E eu acho que as pessoas provavelmente sentem que estou em uma área de influência e posso influenciar pessoas e tudo mais. Não estou aqui para influenciar pessoas politicamente. Estou aqui para entreter as pessoas. Então, eu não falo sobre isso.
Eu não sigo esse caminho. Eu não quero ser esse cara. Eu não quero ser colocado nessa categoria de alguém que expressa suas convicções políticas e faz isso. Você pode olhar minhas redes sociais. Eu não coloco nada lá sobre política, porque não é um assunto importante o suficiente para eu afastar parte dos meus fãs. E acontece — acontece, cara, porque você não consegue escapar disso. E eu faço o meu melhor.
Música e todas essas outras coisas boas, eu faço o meu melhor para separar as convicções políticas das pessoas da arte, a arte do artista e assim por diante. Esse é o meu trabalho. E espero que as pessoas façam isso com pessoas que gostam de qualquer forma de arte que publiquem. Mas eu sei que às vezes deve ser difícil, especialmente para aqueles que têm opiniões veementes. Mas o meu negócio é que eu simplesmente não exponho minhas ideias políticas, cara. E eu não empurro religião goela abaixo das pessoas.
Eu não faço nada disso. Para mim, acho que tudo isso é muito, muito pessoal. Porque como eu posso expor minha opinião para as pessoas possivelmente seguirem se eu não tenho ideia de como é a vida delas? Política e religião são coisas muito pessoais. Eu tomo decisões sobre política com base na minha experiência de vida. E eu não vou julgar outras pessoas por suas experiências pessoais e o que elas fazem, em quem votam, quem elas idolatram, seja lá o que for. Isso é problema delas.
Estou aqui para entreter. Então, eu realmente faço o meu melhor para não influenciar as pessoas dessa forma. Se eu puder influenciar as pessoas com a minha música para tornar suas vidas melhores, fantástico. E se a minha música não tornar a vida das pessoas melhor, então por favor, passe para outra pessoa. É isso que eu faço.”