“O Queensrÿche, comigo, durou 30 anos, o que é uma vida inteira. Fizemos alguns álbuns incríveis em 30 anos. Foi um período muito impressionante”, diz Geoff Tate

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Geoff Tate, ex-vocalista do Queensrÿche, participou recentemente de um bate-papo com o WDR Rockpalast e, comentou sobre a inspiração lírica para o terceiro disco da banda, o clássico “Operation: Mindcrime”, de 1988. Do icônico registro saíram as célebres canções “Eyes of a Stranger”, “Revolution Calling” e “I Don’t Belive in Love”.

“Bem, ‘Operation: Mindcrime’ nasceu em meados dos anos 80, na verdade. Foi uma época tumultuada, não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo todo. Coisas muito extremas estavam acontecendo, governos estavam caindo, pessoas estavam desempregadas. Foi uma época difícil economicamente para milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo. E a história realmente surgiu disso, da luta entre tentar sobreviver, de verdade, em um mundo moderno, quando tantas coisas estavam acontecendo. Acho que em um momento nos anos 80 havia algo como 15 guerras diferentes sendo travadas — principalmente muitas delas com os Estados Unidos fazendo parte delas. De qualquer forma, o álbum surgiu dessa época tumultuada. É uma história de luta entre o poder e os desfavorecidos , na verdade. Uma história clássica, na verdade.”



Tate também refletiu sobre o processo de composição de “Operation: Mindcrime”:

“Eu tinha me mudado para Montreal depois de uma turnê, a turnê do álbum ‘Rage For Order’. E eu precisava de um tempo para refletir, talvez em um lugar para me sentir criativo. Então me mudei para Montreal, Quebec, Canadá, e fiquei morando lá na neve. Era muito, muito frio, muito escuro o tempo todo. Eu tinha ido até o supermercado na esquina para comprar algumas coisas e ouvi uma música sacra vindo de uma igreja do outro lado da rua. E eu estava curioso sobre o som. E fui até a igreja. Entrei e havia um coral se apresentando e ensaiando. E eu sentei e estava com tanto frio, tremendo. Mas eu sentei lá e ouvi e meio que fechei os olhos e — bum — eu tive a ideia para o álbum. Saí correndo da igreja, corri para casa, nem fui ao supermercado, e passei quatro dias escrevendo e tive a ideia. Algumas das músicas já estavam acontecendo, e eu escrevi a história toda. E tudo já estava pronto na minha cabeça naquela época. E então, alguns meses depois, levei para a banda, apresentei a ideia e eles embarcaram. E em pouco tempo tínhamos um álbum.”



Em 2012, após 30 anos, Geoff Tate deixou a banda. Segundo o cantor, não há nenhum arrependimentos sobre seus tempos com o Queensrÿche, e a experiência foi maravilhosa:

“30 anos é muito tempo para estar em uma banda. Acho que a maioria das bandas não dura tanto. E o QUEENSRŸCHE , comigo, durou 30 anos, o que é uma vida inteira. E acho que é inevitável que as pessoas desenvolvam gostos e desgostos diferentes. Elas têm interesses diferentes, coisas diferentes que as movem e maneiras diferentes de querer vivenciar a criatividade. Então, acho que foi uma espécie de separação inevitável, realmente, da qual não me arrependo. Acho que fizemos alguns álbuns incríveis em 30 anos. Escrevemos tantas músicas maravilhosas e tivemos tantas experiências incríveis viajando pelo mundo — 66 países, viajando ao redor do mundo. Foi um período muito impressionante. E não me arrependo. Foi uma experiência maravilhosa.”

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