The Troops Of Doom: Jairo revela situação de desrespeito possivelmente envolvendo a banda Crypta

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O guitarrista do The Troops Of Doom, Jairo Guedz (ex-Sepultura), é uma lenda do Metal nacional e um nome muito respeitado não só na cena brasileira, mas também na internacional. No entanto, situações desagradáveis podem acontecer em um momento ou outro… Jairo “Tormentor” Guedz relembrou em uma nova entrevista ao podcast Rockerall, a pior experiência que já passou como músico durante um show que aconteceu no ano passado em Teresina (PI), com uma grande banda nacional e cujo nome ele preferiu não citar. Segundo Jairo Guedz, ele viveu o momento de “maior ofensa” de sua carreira durante esse show do The troops Of Doom em 2024:

“No ano passado, com o The Troops Of Doom, eu passei a pior experiência da minha vida no palco, não por causa de diferença social, ou de algum erro da colonização humana, da evolução [risos] ou seja o que for.

Eu passei por causa de uma sacanagem de outra banda. É triste. Eu tive uma experiência tão ruim, mas eu te falo, ruim por que — depois que eu saí do palco, eu fiquei… Sabe quando você se sente sem um porto seguro? Te dá uma tremedeira e a pressão parece que vai baixar, eu imagino que é tipo um assalto [a sensação] de alguém roubar seu carro, e você fica: ‘Caralho, quem poderá nos ajudar?’. Por que eu fui tratado dessa forma, sabe? Aí na hora eu pensei na minha vida e, todo mundo do The Troops Of Doom chegou em mim e falou assim: ‘Cara, não deveriam ter feito isso, e não é com o The Troops Of Doom, é com Jairo — não deveriam ter feito isso com você, por que você tem uma história de 40 anos de música, você foi um dos guitarristas e fundadores do Sepultura, você é educado com todo mundo.’ E eu fui assim… [muito maltratado].



Foi um show de duas bandas: nós e mais uma banda que eu não quero nem citar o nome — mas uma banda grande, uma banda brasileira. E a gente… Tudo certo! ‘O show é de vocês dois’, [disse] o produtor local, né? ‘O show é de vocês dois. Quem quer tocar primeiro?’

‘Eu prefiro tocar primeiro e vocês fecham o show e tudo bem.’ E essa coisa da gente não beber e ser muito assim: ‘Vamos para o hotel descansar’, nós sempre queremos sair mais cedo. Então eu atendo a galera, vou para a loja do merchandising da banda, ajudo a receber a galera, assinar os vinis, os cd’s, e tudo, aí galera fica feliz e eu vou para o hotel. Eu não tenho essa preocupação de ser o headliner, nem nada disso. Para mim tanto faz a hora que eu vou tocar. Mas tinham duas bandas de abertura locais e duas principais, ninguém era headliner, ninguém era nada. E eu falei: ‘Cara, eu quero tocar primeiro, se eu puder…’. ‘Pode, pode tocar primeiro.’ E nós tocamos.

Só que o que acontece é que essa banda que tocou por último — nós passamos o som e ficamos prontos para entrar no palco — passamos o som, fomos para o hotel tomar banho e voltamos para entrar no palco. A banda que vai tocar no set ali, ela passa o som por último… e a outra banda não passou o som. E nós fomos para o hotel. Depois que nós saímos do hotel para voltar ao show, ficamos sabendo que a outra banda passou o som, mas não só passou o som… Ela levou todo o equipamento de mesa, levou a mesa dela, levou tudo, desplugou todos os cabos da mesa, e fudeu com todos os endereçamentos, não tinha nada endereçado, tirou tudo e botou na mesa da outra banda, fez o show e depois entregou os cabos para o nosso P.A. Então para que nós passamos o som? E não só para que nós passamos o som, mas como é que nós vamos endereçar isso aqui agora? Aí o nosso P.A. que era o Sic lá do Rio, ele trabalha com o Caetano, Maria Bethânia, fez essa turnê aqui. E ele é aquele cara que é bom ter do lado, é aquele cara que você fala assim: ‘Esse cara tem que estar comigo aqui.’ Cada um tem o seu, né? Cada banda tem o seu — e que é o cara bom de resolver pepino grosso, sabe? Aquele cara que não se abala. Ele só virou e falou assim: ‘Cara, eu preciso de meia hora para endereçar isso aqui.’ Eu falei: ‘Meia hora é pouco tempo, está ótimo.’ Ele falou: ‘Me dá meia hora. Eu vou pedir o pessoal aqui da casa e tudo. Um vai lá e toca guitarra, um vai lá e bate no microfone da bateria…’ E aí a sua concentração já foi para o saco! Acabou. Eu estava no camarim já, esperando para entrar. E aconteceu isso. Então assim, nós tocamos, só que a coisa que mais me ofendeu na minha vida, é que eu estava tocando a penúltima música do nosso show, e a nossa penúltima música, como muitas bandas fazem, ela é unida à nossa última música. A gente deixa um ‘mi’ soltão ali, e fecha o nosso show com a ‘The Troops Of Doom’, que é uma música de minha autoria com o Sepultura e que deu nome à minha banda atual. A penúltima antes dela, a gente não acaba, a gente estica uma nota ali e tudo, prato… faz um clima e cai na ‘Troops Of Doom’ e a galera pira! A gente nem anuncia ela porque a galera já conhece o andamento dela; antes da segunda nota a galera já sabe o que é.



Eu estava no final da outra música e os roadies da banda entraram no palco. O cara passou por todos nós, sentou atrás de mim, abriu a bag da guitarra da outra banda e começou a afinar. Quer dizer, e eu estava fazendo show. Isso foi de uma… Isso nunca me aconteceu assim, as pessoas podem não ter uma noção do que é que é isso, mas isso é de uma invasão na sua vida, na sua privacidade… e que me deixou muito chateado. Foi uma coisa tão feia. Nós conseguimos tocar, mas assim, o Sic saiu do P.A., subiu no palco pela frente e arrancou o cara pela camisa e levou ele de volta. E eu ouvi o Sic gritando e falando assim: ‘Cara, não pisa no meu palco! Esse palco é meu agora!’. Ele puto! E aí saiu com o cara e tudo, mas desastabiliza a banda toda. E se fosse com o nosso empresário a coisa desandava, porque ele ia subir dando porrada nos caras! Mas o que eu senti na época, no dia, foi isso. Eu me senti impotente. Alguém invadiu a minha casa, alguém entrou no meu palco na hora que eu estava tocando. Entrou, sentou e começou a afinar uma guitarra. Isso é extremamente ofensivo. É como você virar as costas para um professor, ou sua mãe falar e você sair andando, sei lá, é pior do que isso. E com o aval da banda. Então isso me deixou muito chateado. Uma banda fazer isso? Dar esse aval para o cara subir no palco sabendo que eles mesmos tiraram o endereçamento nosso inteiro?

Eles fizeram esse negócio de tirar os cabos todos e a gente que reendereçar tudo. Subiram no palco [roadie] porque acharam que o nosso show estava demorando, e é claro que estava. A gente estava meia hora atrasados por conta de um problema que eles causaram. E, por último, a cereja do bolo, é que a gente desceu do palco, e quando nós descemos, o nosso camarim estava trancado. Era um camarim para as duas bandas. As bandas de abertura locais não tinham camarim. O lugar só tinha um camarim, um camarim grande, eram duas salas dessa aqui. Uma banda estava lá, tinha uma mesa com tudo da banda lá. Tipo assim, quem é vegetariano, quem é vegano, estava lá. A nossa estava aqui, tinha uma placa, The Troops Of Doom, com tudo nosso. As comidas, as bebidas, nossos instrumentos, nossa roupa, carteira, celular, tudo. Toda banda funciona assim, você deixa no camarim, é uma questão de confiança, você sabe que ninguém vai pegar, só entram as bandas ali e a equipe das bandas. Então nós descemos do palco e quando nós chegamos, esse camarim estava trancado e nossos equipamentos com as nossas mochilas estavam todos do lado fora. Aí eu falei, ‘Cara… foi a pior noite da minha vida em termos de banda.’ Nem o que eu já passei com polícia, com careca, com punk, com droga, com bebida, nada se comparou a isso. Isso machuca lá no fundo mesmo! E o Alex é muito nervoso, ele é uma dama, mas não pode tirar ele do sério. Parecia que ele ia chorar. Por que ele virava e falava assim: ‘Cara, que desrespeito que fizeram com você. Com a gente também, mas com você, cara?… Porque todo mundo sempre se declarou seu fã, a banda existe por causa do Jairo do Sepultura, do Bestial Devastation, Morbid Visions… e faz isso exatamente com você só porque está crescendo? Isso não existe!’

E nesse momento me vem o tratamento do Jason Newsted em relação à mim, que é um cara que se você for olhar… Um cara top, lá em cima, em termos de sucesso, de grana, de tudo. O cara está aqui [em cima] e eu estou aqui na minha vida, ralando, correndo atrás… E o tratamento de uma banda de pessoas que eu conheço, assim, do Brasil, de São Paulo, e que passa por isso, e que também vai passar porque não tem jeito. E você fica: ‘Poxa gente… não é esse o caminho, né?’



Nos comentários do vídeo, vários fãs afirmaram que a banda envolvida no episódio e que Jairo preferiu não citar, é supostamente a banda Crypta, mas outros culpados também foram apontados pelos fãs:

“Nunca gastei e nunca gastarei um centavo com essa Crypta.”



“Crypta não é digna nem de levar os instrumentos do Jairo e da banda.”

“Uma vergonha a Crypta fazer isso com um cara que merece todo respeito. Salve Jairo!”



“Dêem nome aos bois: quem fez isso tudo foi a M2F produções que inclusive deu calote nos fãs do sepultura e não devolveu o dinheiro dos ingressos do show foi cancelado.”

“Também acho, não é do feitio da Fernanda esse tipo de atitude, alguma coisa não tá batendo aí…”



“Geralmente isso é atitude de produtor ou empresário, uma banda dificilmente vai ter uma postura dessas com outra banda, eu sinceramente não acredito.”

“Não é a primeira vez que a Crypta mostra que são pessoas de caráter duvidoso. Curto o som delas, mas é lamentável certas coisas que elas fazem e fizeram.”



“Ora, ora, ora, mas quem diria uma atitude dessa vinda de demonstradores de virtude, não é mesmo?!”

“Não é querer defender a banda, mas como já trabalhei e tratei do backstage de bandas aqui em Portugal (Angra, Krisiun, Pestilence, Mgla, Lacuna Coil, Terrorizer, Nile, etc…) , devo dizer que a culpa também é do promotor do evento e do pessoal da venue/bar seja o que for, por permitir isso! Jamais deixei e deixaria que uma banda tomasse as rédeas e fizesse isso com outra banda.”



“Ouvi mais erros da produção do evento, do que entre as bandas pra ser sincero. Quem fechou o camarim foi a Crypta ou a produção? Quem é responsável pelo fluxo de pessoas no palco?”

“Vi algumas pessoas falando que é culpa do produtor da banda, mas eu acho que a banda tem responsabilidade sim, pois eles respondem por quem os representa. Toquei com a Nervosa bem no inicio e na época que Fernanda era a vocal e eu não tenho nada o que falar das meninas, super solícitas e educadas, mas isso foi a minha experiência anos atrás. Concordo que as bandas que estão tocando juntas tem que ser tratadas por igual.”




Acompanhe a entrevista na íntegra:

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