Quem conhece a história do Thrash Metal norte americano, sabe que o Exodus possui uma influência muito acima do normal na cena de São Francico. Consequentemente, isso se reflete nos próprios músicos da região, que por sua vez jamais esconderam esta inspiração. O documentário “Murder In Front Row” detalha tal observação de maneira muito assertiva e apresenta declarações e depoimentos impactantes de diversos integrantes dos grupos locais.
Em uma nova entrevista a “Reckless” Rexx Ruger, do podcast Pod Scum, o ex-guitarrista do Exodus, Rick Hunolt, foi convidado a falar sobre esta influência.
Questionado sobre se ele acredita que a dupla clássica de guitarristas do Exodus formada por ele e Gary Holt é tão icônica como outras duplas de nomes como Metallica e Slayer, formadas por James Hetfield e Kirk Hammett, assim como Kerry King e Jeff Hanneman, Hunolt disse o seguinte:
“Obrigado, cara. Bem, nós estávamos lá no começo e, honestamente, não tenho medo de dizer que provavelmente inspiramos muito aqueles caras, todos os caras que você acabou de citar. Mas todos nós viemos da mesma ameba. O DNA era praticamente o mesmo aqui na Costa Oeste, com este pequeno grupo de guitarristas.
Tocar em uma banda por 30, 35 anos com o Gary foi incrível. Nós nos respeitávamos — e ainda nos respeitamos até hoje — muito, muito mesmo. E nos amamos muito, muito mesmo. E seremos irmãos para sempre. Com certeza. Ele é um cara ocupado. E eu concordo — o Gary Holt é um compositor de riffs fenomenal, cara. Fenomenal.”
Questionado sobre qual momento da carreira do Exodus, ele acha que foi o seu auge como guitarrista, Rick ponderou:
“Se eu tivesse que empilhar todos os álbuns ali na minha frente e olhar para as performances em cada álbum… E se você está se referindo a guitarra solo… Vou te dizer uma coisa. Vou ter que escolher ‘Tempo Of The Damned’, no que diz respeito à guitarra solo e à guitarra base. Porque eu era um ser humano realmente doente durante aquela sessão de gravação. Eu podia sentir que meu tempo no Exodus estava chegando ao fim. E foi devastador, cara. E quando eu volto e ouço aqueles solos, cara, é tipo, ‘Puta merda, cara’. Eu consigo sentir a dor. Na minha alma, cara, eu consigo sentir. E alguns dos solos são, na minha opinião, algumas das melhores coisas que já gravei.
E então eu diria ‘Tempo Of The Damned’. Quer dizer, comercialmente, eu diria ‘Fabulous Disaster’, isso em termos de sucesso comercial com ‘Toxic Waltz’ e a turnê ‘Headbangers Ball’. E então, em termos de inovação, eu diria ‘Bonded By Blood’. Há diferentes categorias na maneira como eu olho para o catálogo e digo: ‘Uau’.”