O Dynazty retorna com força total em seu novo trabalho, “Game Of Faces”, e prova mais uma vez por que é uma das bandas mais consistentes do Power Metal moderno. Mesmo sem reinventar a roda, os suecos não dão nenhum passo atrás: o álbum é uma celebração de tudo o que eles fazem de melhor – refrãos grandiosos, riffs cortantes e uma produção afiada. A própria banda assina a produção do disco, lançado no Brasil pela Shinigami Records com um excelente trabalho gráfico, enquanto internacionalmente estão sob o guarda-chuva da Nuclear Blast.
Logo de cara, “Call Of The Night” abre o álbum com um verdadeiro chute na porta. Uma introdução misteriosa prepara o terreno para uma explosão sonora rica, poderosa e contagiante – um hino instantâneo. A faixa-título, “Game Of Faces”, surge como um dos maiores destaques do disco, com seu refrão marcante e tema lírico intrigante sobre confiança e dissimulação, conduzido por uma melodia vibrante. “Devilry Of Ecstasy” fecha a trinca inicial com maestria, mantendo o nível altíssimo e oferecendo uma das performances vocais mais intensas de Nils Molin.
Apesar de a fórmula da banda estar mais evidente neste trabalho, o que o torna mais previsível em alguns momentos, a qualidade nunca cai. O que falta em ousadia, sobra em energia, coesão e identidade. Faixas como “Dark Angel”, com sua melodia crescente e refrão veloz e melódico, e “Phoenix”, carregada de emoção e com solos de guitarra incendiários, são exemplos de como o Dynazty consegue manter o ouvinte envolvido mesmo sem grandes surpresas.
Coeso e afiado!
Entre os momentos mais emotivos está “Dream Of Spring”, a balada do álbum. Aqui, Nils brilha de forma singular, entregando uma performance vocal repleta de sentimento sobre uma base instrumental delicada e climática. É um momento que inegavelmente mostra o lado mais introspectivo da banda sem perder a intensidade.

A formação da banda segue afiada: Nils Molin (vocais), Love Magnusson e Mike Lavér (guitarras), Jonathan Olsson (baixo) e George Egg (bateria). Desse modo, não houve grandes mudanças desde os álbuns anteriores, o que reforça a coesão e maturidade do grupo. O entrosamento é evidente, sendo assim, cada músico tem seu espaço para brilhar, especialmente nas passagens instrumentais e nos arranjos vocais ricos e harmoniosos.
“Game Of Faces” é, acima de tudo, um disco seguro e eletrizante. Ele mostra uma banda em plena forma, que certamente sabe o que quer entregar: músicas cativantes, com pegada e apelo melódico. Não é revolucionário, mas é poderoso. Uma adição sólida à discografia do Dynazty – feita para fãs antigos e novos, com refrãos que pedem coros ao vivo e, inclusive, energia para levantar qualquer plateia.
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Integrantes:
- Nils Molin (vocal)
- Love Magnusson (guitarra e teclado)
- Mike Lavér (guitarra)
- Jonathan Olsson (baixo)
- Georg Härnsten Egg (bateria)
Faixas:
- 01 Call of the Night
- 02 Game of Faces
- 03 Devilry of Ecstasy
- 04 Die to Survive
- 05 Fire to Fight
- 06 Dark Angel
- 07 Fortune Favors the Brave
- 08 Sole Survivor
- 09 Phoenix
- 10 Dream of Spring
- 11 Mystery