Bruce Dickinson: “Balls To Picasso” ganhará versão regravada, reimaginada e com guitarras mais pesadas

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Quando o vocalista Bruce Dickinson resolveu deixar o Iron Maiden em 1993, após a turnê do álbum “Fear Of The Dark” (1992), criou-se uma enorme expectativa sobre os próximos passos que o músico seguiria.

Apesar de Bruce ter lançado seu primeiro disco solo alguns anos antes, quando ainda era o frontman do Maiden, “Tattooed Millionaire” (1990) foi um trabalho mais despojado e sem grandes pretensões. Já seu primeiro registro fora da banda, este sim, tinha cara de algo mais sério e carregava a responsabilidade de mostrar aos fãs o tipo de musicalidade que Bruce seguiria daí em diante.

“Balls To Picasso” chegou às lojas em 6 de junho de 1994 em meio ao turbilhão grunge e alternativo que inundou as paradas naquele período. E, apesar de Bruce Dickinson, a princípio, não ter se jogado neste tipo de som, “Balls To Picasso” se distancia da musicalidade do Iron Maiden.



No entanto, isto não impediu que o álbum fizesse muito sucesso e, alavancado pela balada “Tears Of The Dragon”, que tocou incessantemente nas rádios, programas da MTV e todos os lugares que você possa imaginar, o disco acabou vendendo bem e dando a Bruce, segurança para arriscar ainda mais no disco seguinte, mas isso é papo para outra matéria.

Envelheceu bem!

Na época, os fãs do cantor que acompanhavam seu trabalho no Maiden torceram um pouco o nariz para “Balls To Picasso”, mas com o tempo, o disco acabou ganhando admiradores. É aquele caso onde uma obra envelhece bem. E como Bruce Dickinson retomou sua carreira solo, lançou um novo disco (“The Mandrake Project”), pretende lançar outro no início de 2026, e isso sem mencionar as turnês onde várias das músicas antigas são resgatadas, por que não dar uma atenção especial a “Balls To Picasso”?

E foi isso que foi feito, mas ao invés de apenas remasterizar e remixar, Bruce e sua atual banda resolveram reimaginar e regravar o álbum completo. Batizado de “More Balls To Picasso”, o trabalho tentará reinventar o registro original como se fosse algo novo e contemporâneo.



Bruce Dickinson explicou os motivos que o levaram a querer fazer isso:

“Enquanto eu mixava todo meu catálogo em Dolby Atmos, tive um desejo persistente de revisitar e reinventar o disco. Então, colocar mais bolas em ‘Balls to Picasso’, foi um trabalho de amor. É claro que reforçamos as guitarras — cortesia do nosso ‘destruidor sueco’ Philip Näslund — e adicionamos um trabalho belíssimo de Adassi Addasi em ‘Tears of the Dragon’ também. O também compositor brasileiro Antonio Teoli adicionou arranjos orquestrais impressionantes e, em uma contribuição única, acrescentou instrumentos indígenas da Amazônia (gravados por ele mesmo quando morava lá!) no início de ‘Gods Of War’.

‘Shoot All The Clowns’ se beneficia de uma seção de metais liderada pelo Berklee College Of Music, e todo o disco se beneficia da mixagem de Brendan Duffey (que trabalhou em ‘The Mandrake Project’), com notas ao longo do caminho de Shay Baby, o pai original do álbum.”



“More Balls To Picasso” chegará às lojas e plataformas no próximo dia 25 de julho e contará com o seguinte tracklist:

  1. Cyclops
  2. Hell No
  3. Gods Of War
  4. 1000 Points Of Light
  5. Laughing In The Hiding Bush
  6. Change Of Heart
  7. Shoot All The Clowns
  8. Fire
  9. Sacred Cowboys
  10. Tears Of The Dragon
  11. Gods Of War (ao vivo no estúdio)*
  12. Shoot All The Clowns (ao vivo no estúdio)*

*Inéditas

Ouça a primeira canção disponibilizada, “Gods Of War”:



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