Sodom: “Eu conheço os conflitos internos com os quais ele lutava. Eu sei onde ele está enterrado. Às vezes eu o visito”, diz Angelripper sobre Witchhunter

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O vocalista/baixista do Sodom, Tom Angelripper, falou sobre a homenagem ao falecido baterista Witchhunter, na nova música “Witchhunter”, faixa do próximo álbum “The Arsonist”, que estreará no dia 27 de junho via SPV/Steamhammer.

Durante uma nova entrevista com Terry Palamara, do Loud And Proud Itália, Angelripper afirmou que não havia intenção em retratar Witchhunter como um herói. Ele relembrou seu relacionamento e amizade com o saudoso baterista, mas observou que Witchhhunter tinha muitos conflitos internos e enfrentava seus “demônios”.

“Witchhunter, esse cara está sempre presente, e especialmente quando gravamos o álbum ’40 Years’; regravamos tudo. Entramos mais no material antigo. Ouvimos o álbum completo ‘Obsessed By Cruelty’ para decidir qual música regravar. E Toni Merkel [atual baterista do Sodom] sempre me ensinou, ele disse, ‘Witchhunter era um ótimo baterista’. Ele era mais caótico. E Toni também tentou obter o estilo caótico do Witchhunter com uma bateria moderna e precisa hoje em dia. E ele está sempre presente. Quando tocamos ao vivo, tocamos músicas do Witchhunter .



Você tem que entender que o Witchhunter era meu melhor amigo naquela época. Ele era meu companheiro de bebedeira no começo dos anos 80 — 82 — e o Witchhunter e eu administrávamos a banda. Então ele está sempre presente. E quando começo a escrever letras sobre ele, não quero descrevê-lo como um grande herói. Ele teve um grande impacto na cena baterista, na cena metal — eu sei — mas a vida dele se tornou tão trágica no final.

Witchhunter sempre foi uma pessoa muito engraçada. Nós sempre ríamos de tudo, mas eu conheço os conflitos internos com os quais ele lutava. Ele tinha problemas com a namorada, com o abuso de álcool, com a mãe, problemas familiares. Mas ele nunca me contou. Ele nunca falou sobre isso. Ele sempre foi um cara engraçado… Mas Witchhunter era uma pessoa completamente diferente do que você imaginava. As pessoas diziam: ‘Ah, o Witchhunter era sempre engraçado’. Sim, porque ele estava sempre bêbado. É por isso que ele era sempre engraçado. E eu o conhecia. Não quero contar a verdade sobre o Witchhunter, por causa do abuso de álcool que ele teve nas últimas décadas. E então eu nunca disse que o Witchhunter era o melhor baterista, o melhor bebedor, o melhor amante. Ele sempre foi um homem cheio de problemas.”



Sobre seu relacionamento pessoal com Witchhunter, Tom Angelripper disse:

“Bem, gravamos ‘The Final Sign Of Evil’. Foi a última coisa que fizemos. E foi uma bagunça. Ele não conseguia tocar bateria de uma só vez, como o Toni ou sei lá o quê. Ele estava completamente bêbado. E aí, depois de gravar este álbum, ele perdeu completamente o contato comigo e com todos os outros da cena. Foi a última vez que o vi. E aí, alguns anos depois, recebi uma mensagem. Estávamos na América do Sul em turnê, e me disseram que Witchhunter morreu. Só isso. E eu sei onde ele está enterrado. Às vezes eu o visito.”

Chris Dudek “Witchhunter” faleceu em 7 de setembro de 2008, por falência múltipla dos órgãos.



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