“Sinners” é um dos filmes mais ovacionados do momento, principalmente, para quem gosta de consumir longas metragens de terror. A trama foca nos irmãos gêmeos Smoke e Stack, ambos vividos pelo ator Michael B. Jordan (“Creed”), que retornam à sua cidade natal para recomeçar suas vidas. Contudo, confrontados por uma ameaça sobrenatural que os faz reviver traumas do passado, os irmãos precisarão lidar com o problema.
Lançado no último dia 18 de abril, “Sinners” está em cartaz em diversos cinemas brasileiros. A nota recebida pelo IMDb foi 8,1 – altíssima para filmes deste gênero. Mas o que muitos não sabem é que uma das músicas do filme é uma composição do guitarrista do Alice In Chains, Jerry Cantrell. A faixa se chama “In Moonlight” e trata-se de um trabalho em parceria com o vencedor do Oscar Ludwig Göransson (“Oppenheimer” e “Pantera Negra”).
Em uma recente aparição no podcast “Mark And Me”, pouco antes da estreia do filme, Cantrell falou sobre esta participação inegavelmente inusitada. Ele explicou que foi contactado pelo baterista do Metallica, Lars Ulrich, que também é creditado como interprete da faixa “Bury That Guitar”, outra canção presente na trilha sonora de “Sinners”. Veja o que ele disse:
“Aquilo simplesmente caiu no meu colo há três semanas. Meu amigo Lars Ulrich me ligou e ele estava trabalhando com Ludwig Göransson na trilha sonora de um filme chamado ‘Sinners’. E ele disse que ele e o diretor indicado ao Oscar Ryan Coogler estavam ouvindo muito Alice In Chains e outras coisas enquanto trabalhavam neste filme. E Ludwig tinha uma música que era meio que o tema para o filme inteiro — meio que recorrente ao longo do filme — e ele queria que eu tentasse compor essa música para ele. Então ele me colocou em contato com eles. Isso foi, tipo, duas semanas e meia, três semanas atrás, e eu a entreguei na semana passada, e ficou realmente ótima. É uma música chamada ‘In Moonlight’, e vai estar na trilha sonora de ‘Sinners’ que sai no dia 18, eu acho.”
Sobre qual a motivação que ainda faz Jerry compor novas músicas, ele disse o seguinte:
“A motivação ainda está lá. E acho que isso deveria ter ficado evidente nos últimos dois anos, com o que tenho feito pessoalmente com os grupos criativos com os quais me envolvi, incluindo o Alice In Chains. Coisas ruins sempre acontecem. As oportunidades se apresentam. Acho que, nesse ramo, para mim, é preciso ter paciência para não forçar as coisas. Não tem problema se afastar de vez em quando, recarregar as baterias, manter a criatividade durante todo esse período e ter uma visão de longo prazo. Não se trata de sprints curtos; trata-se da maratona. Você quer se perseverar e tentar manter a chama criativa acesa para que, quando as oportunidades se apresentarem ou você as crie para si mesmo, apenas estando em movimento com outras pessoas talentosas, isso seja suficiente para mim.
Fiz uma turnê no verão passado com meu amigo Gavin Rossdale do Bush na turnê do álbum ‘I Want Blood’. Saí com eles. Foi meio que uma pré-turnê antes do lançamento do meu último álbum solo. E fizemos uma entrevista juntos. E ele disse algo que realmente me marcou. Inevitavelmente, alguém perguntou: ‘Qual é o seu show favorito? Qual foi o seu show favorito de todos os tempos?’. E eu sou péssimo em nomear favoritos. E ele disse: ‘O próximo’. E eu pensei: ‘Porra, isso é perfeito pra caralho, cara’. O próximo — esse é o meu melhor show. O próximo, porra. Essa é uma boa atitude e uma boa visão, e eu me identifico com isso.”