Resenha: Tarja – “Frisson Noir” (2026)

Primeiramente, devo mencionar que, embora eu goste bastante da Tarja Turunen à frente do Nightwish, não acompanhei com tanto afinco a sua carreira solo. Algumas coisas me chamaram a atenção à época de cada lançamento e outras não, deixando quase sempre a sensação de incerteza quanto a um disco novo da eterna vocalista da banda finlandesa de Symphonic Metal.

Era notório que a cantora lírica e operística seguiria um rumo e um ritmo diferente daquele construído por sua ex-banda, pois a mesma sempre alegou não ter vivido bons anos por lá. Em contrapartida, Tarja nunca deixou seu legado de lado e o seu projeto herdou características bem específicas de seus dias mais gloriosos, em se tratando de lançamentos e shows ao vivo com sua ex-banda.

No entanto, ela tratou de incluir outros elementos em suas composições para que ganhasse personalidade própria e sem jamais soar como alguma cópia barata do que já tenha feito. Porém, nunca será de todo mal utilizar algo de sucesso de seu próprio catálogo antigo. Tarja fez parte do início e da ascensão do Nightwish – muitos adeptos dizem que a banda acabou após sua saída.

Hoje, a holandesa Floor Jansen (ex-After Forever, ex-ReVamp) segue à frente dos vocais do navio ancorado de Tuomas Holopainen – a banda deu uma pausa nas atividades. Enquanto isso, Tarja navega oceano adentro para desfrutar de seu melhor momento pessoal na carreira.

Temas das músicas do novo trabalho de Tarja Turunen

O álbum funciona como uma meditação sobre o tempo e o enfrentamento de medos, assemelhando-se a uma sessão de psicoterapia onde os temores impulsionam a resiliência em vez de paralisar o indivíduo. Sob essa ótica, a obra mergulha diretamente na incerteza frente aos novos desafios e nas rupturas com o passado da cantora. O trabalho retrata o período em que ela esteve aprisionada a ideias e funções alheias ao seu controle, celebrando, por fim, a sua libertação. Além disso, a narrativa aborda os olhares desconfiados e a negação do público diante dos fatos reais.

Nesse cenário, a música representa um instrumento de emancipação que abre caminhos inéditos e independentes. Embora o medo surja pelo caminho, a persistência prevalece até que a artista alcance o topo da montanha. Portanto, o que fica para trás torna-se irrelevante, pois o verdadeiro alpinista da vida foca apenas em atingir o ápice e comemorar suas próprias conquistas, sem se preocupar com o julgamento alheio.

Tarja Turunen / Divulgação

Informações sobre o novo trabalho

Frisson Noir, lançado em 12 de junho de 2026 via earMUSIC, é o trabalho mais pesado e pessoal da carreira solo de Tarja Turunen. O conceito do álbum, em resumo ao que fora descrito, celebra o “frisson” musical — a sensação de arrepios e emoção crua na pele. A própria vocalista cuidou da produção do disco, tendo a companhia de seu marido, Marcelo Isaac Cabuli (MIC). Ted Jensen foi o responsável pela masterização, enquanto Neal Avron fez a mixagem do álbum. Só para exemplificar, “Frisson Noir” é um daqueles discos de artista solo que incluem inúmeras participações especiais. Tais participações foram de suma importância para a conjectura e construção do álbum mais pesado de Tarja, embora muitos apontem o disco de “capa amarela” como o melhor trabalho dela. E, só para deixar claro, ser mais pesado não quer dizer ser bom. Além disso, Dirk Rudolph foi o responsável pela arte gráfica e identidade visual do encarte.

Outros participantes de “Frisson Noir”

Bart Hendrickson: Coproduz a faixa 2, onde também assina os arranjos de orquestra e coro.
Julián Barrett: Gerencia a coprodução musical especificamente nas faixas 2 e 6.
Jim Dooley: Comanda a produção associada das faixas 4 e 7, enquanto cria as estruturas orquestrais e corais das faixas 5, 7 e 11, além de coescrever a canção final.
Guillermo de Medio: Desenvolve a coprodução das faixas 5, 7 e 8, ao mesmo tempo em que elabora os arranjos de orquestra da quarta faixa e compõe os temas 7 e 8.
Roland Boeffgen: Direciona os arranjos de coro e divide os trabalhos de produção na faixa 10.
Kevin Chown (R.I.P. 2026): O histórico baixista da banda de Tarja coordena a coprodução de baixo e bateria na faixa 11.
Scott Skrzynski: Auxilia tecnicamente o engenheiro principal durante todo o processo de mixagem do áudio.
Valtteri Tuominen: Captura e grava com precisão o som do piano de cauda de concerto.

Início assertivo do álbum – Capítulo 1

Para um álbum com o tipo de conjunto de temas descritos acima, é necessário incluir uma distorção mais densa e com ênfase na junção entre peso e climatizações sombrias. Isso é facilmente notado logo a partir da faixa-título, uma das melhores do disco. Porém, ainda mostrarei outras faixas tão formidáveis quanto.

“Frisson Noir” recebe o tapete estendido da breve e misteriosa “Intro” e começa a sua jornada categórica, unindo elementos do Metal sinfônico, do Heavy Metal moderno e de adições de piano bem melancólicos – puras e doces gotas de orvalho, principalmente no primeiro minuto de sua aparição. O suspense aumenta a tensão, até que a cavalaria em forma de banda assume o seu posto. Porém, isso é ainda mais breve e lança a voz de Tarja ao primeiro plano, mas de forma diferenciada, sem atingir os tons mais agudos dentro do operístico.

Assim que o som pega embalo através dos pedais invencíveis de bateria, a música avança e se aprofunda ainda mais no conceito central do álbum, explorando a emoção descontrolada e o arrepio que a música provoca na pele.

Após o momento quase que à capela de Tarja, o som pega fogo e aumenta o frisson, transformando algo que já estava bom em um trabalho esplêndido, dando uma lição de moral na conduta repetitiva que o Symphonic Metal vinha construindo ao longo dos anos. Guitarras em modo mais tradicional e lamuriante vão de encontro a viradas de bateria contundentes e caóticas, com pianos evidenciando o caos sentimental e a libertação sonora.

O sinfônico gótico de Tarja

Depois temos uma pegada mais agressiva e flertando com o Gothic Metal, mostrando que a cantora poderia acrescentar muito às ideias isoladas de Tuomas no Nightwish. Você pode até classificar esse som como Sympho/Gothic, muito por conta das bases e climatizações voltadas ao estilo “vampírico e morcegante” – inventei esse termo agora.

“The Eternal Return” entra nos mares sinfônicos no refrão e na segunda parte ao sermos jogados no céu noturno e repleto de auroras vocálicas da sra. Turunen. O som retoma as bases dançantes e somam forças com o refrão, este vindo em seguida. Dessa forma, formando uma dupla excepcional com a faixa anterior.

Inspiração no passado em projeção ao presente e futuro – Capítulo 2

“Leap of Faith” tem a participação especial do grande amigo de Tarja e também ex-Nightwish, o vocalista e baixista Marko Hietala. A música trafega entre novas ideias, ideias que percorrem a carreira solo de Tarja, moldes trazidos por Marko, e por fim, pequenas releituras do que construíram juntos no Nightwish.

Os vocais em coro sob a luz noturna das bases é a chave principal para vermos os dois músicos mergulhando em mares já vistos, mas em liberdade plena para nadar à vontade e desfrutar de algo que fazem com maestria. E isso se torna ainda mais possível, pois Hietala, além de forma o dueto mágico com Tarja, também contribui para o alicerce sólido e magistral da canção – o seu contrabaixo é o dono da situação por aqui. Por entre as notas, hora robustas, hora suaves, os versos relatam sobre o medo do desconhecido e da rejeição, incentivando a coragem para seguir em frente.

Por volta dos 4 minutos de música, nos deparamos com uma camada sonora que nos coloca diante da ideia filosófica do “eterno retorno” e o medo de repetições na vida, bem como o peso das memórias do passado. A música ganha em poder de fogo e ritmo, tendo um final orquestral digno película cinematográfica.

A nostalgia de algo não vivido

A nona faixa está aqui por motivos óbvios. Ela possui uma conexão grande com o Nightwish, muito em função das harmonias obtidas nessa música, além dos vocais de Tarja apresentarem um padrão específico – muito em função da forte emoção causada nos refrãos e ápices dessa balada mediterrânea.

Mergulhando no assunto, “Anemoia” vem a ser um apaziguador de maiores tensões. Porém, o significado define um sentimento muito específico e que o Heavy Metal costuma apresentar aos seus adeptos. Trata-se da nostalgia ou até mesmo da saudade de um tempo que nunca foi vivido de verdade. Você não vivenciou ou não nasceu em determina época e, mesmo assim, adquire uma espécie de saudade e de nostalgia por tudo aquilo – vide a década de oitenta retratada através de sonoridades tradicionais da época, sendo tocadas por bandas mais novas.

Acompanhada pelo especialista em flamenco, Julián Bedmar, e pelo violoncelista Valter Freitas, o frisson de Tarja ganha o calor mediterrâneo dos dedilhados de guitarra flamenca – em espanhol nativo é assim que o violão flamenco é chamado.

A sonoridade possui uma angústia caprichada e uma sensação real de saudade, de falta de algo que a pessoa muitas vezes nem sabe o que realmente é. Mesmo sendo uma nostalgia, pode acontecer de não se saber o que representa essa saudade. Em campos mais comuns, é sim visto e sabido sobre o sentido dessa saudade. Em resumo, é uma faixa que apresenta classe, tocada de terno e gravata, ou trajes camponeses, mas que poderia figurar mais ao final do álbum.

Investida orquestral prolongada

Se o Nightwish possui músicas longas, com diversas camadas orquestrais, tensões e climatizações, Tarja também queria uma nova música nesse formato para chamar de sua somente. Enquanto sua ex-banda possui músicas do porte de “Beauty of the Beast” (“Century Child”, de 2002) e “Ghost Love Score” (“Once”, de 2004), a cantora traz ao mundo “At Sea”. A faixa tem a parceria de Mervi Myllyoja (violino) e Niklas Pokki (grand concert piano) para acrescentar as várias camadas orquestrais para a música. O dito piano de grande concerto, ou piano de cauda – exatamente para grandes concertos e obras orquestrais grandiosas – traz tensões e vibrações mais intensas, com as linhas de violino suavizando e oferecendo aquele ar esperançoso para as camadas densas. Quando o som pega embalo, Tarja canta com toda a pompa grandiosa de alguém que domina muito bem a sua voz. Além disso, as bases oferecem tons agressivos, priorizando a cadência em vários momentos e combinando espaços entre as climatizações.

A vastidão do oceano musical

A grandeza da canção se revela ao não haver conflitos entre as linhas sonoras, sendo estas muito bem estudadas e exploradas pelos músicos participantes. O refrão carrega a potência e emoção de quem usa a metáfora do mar para representar a jornada desafiadora, a tensão e a determinação diante de momentos difíceis. E em suma, o piano traz um ar antigo para a obra, principalmente ao chegar próximo da metade da mesma, antes do oceano entrar em fúria. Fúria essa muito bem representada e orquestrada – momento de tomada de decisão para nunca mais voltar aos mares poluídos de tristeza e lamentação.

Vemos e sentimos através das notas um clima de mistério e tensão para ver se a alma não se afogará nos males do passado. No entanto, ela se sobressair, vencendo de forma categórica e sem lamentar o que viveu. Mas, podendo comemorar sua nova jornada. Afinal, o mar agora está mais calmo e você pode enxergar o horizonte nitidamente. É desafiador e empolgante ao mesmo tempo e isso é capaz de mover a alma a lugares nunca imaginados, mas muito melhores daqueles vivenciados outrora.

Aceno ao som moderno – Capítulo 3

Em “Blaze Forever” temos um som bem consistente, porém, flertando bastante com plumagens modernas e que aparecem como alicerce para salvar muitas músicas atuais. Todavia, existe equilíbrio entre as camadas e o processo entre o tradicional e o moderno acabam funcionando bem na maior parte do tempo.

Enquanto a letra aborda a resiliência e a manutenção da chama interior acesa, mesmo nas adversidades, o peso dos riffs funciona bem a partir dos primeiros minutos da faixa. A estrutura se mantém coesa e você ainda denota elementos importantes do Metal sinfônico, como dedilhados que acompanham o ritmo das bases fixas e a ponte climatizada pelo pano de fundo, de maneira sombria e ao mesmo tempo esperançosa.

O refrão explode em harmonia, feeling e devoção ao som em si. Trechos falados, quase sussurrados, acobertados e contornados por coros da própria cantora, abrem caminho para a emenda – esta leva até o solo de guitarra condizente com o momento da música – o seu retorno mantém o clima denso. Após a virada de bateria e o refrão a plenos pulmões sendo cantado novamente, poderia terminar aqui.

Mas… A música continua e caminha para algo bem complexo, misterioso, extensivo e peculiar. Poderia servir para a trilha de alguma investigação sobrenatural. Sons de guitarra que funcionam como sirenes, vozes sussurradas… Bem, poderia terminar do jeito que eu falei.

Créditos: Timo Jaeger / earMUSIC

Dani Filth entra em cena, mas “I Don’t Care”

Era para ser uma música arrasa-quarteirão ou quase isso. Não que eu estivesse botando pilha para isso, mas junção entre Tarja Turunen e Dani Filth (Cradle of Filth) poderia gerar ótimos frutos para ambos. Porém, não foi bem assim a meu ver.

Recentemente, tive a honra de realizar a cobertura do show do Cradle of Filth no Carioca Club. Foi um show sensacional e aconteceu antes da saída do casal confuso da banda. Sabemos que o Cradle of Filth trafega por estradas góticas em meio ao seu Black Metal diferenciado e qualificado e, portanto, poderia incluir algo do tipo no single da Tarja. A própria Tarja gosta dessa climatização vampírica e também da própria sonoridade. Assim sendo, era só se unir e dessa união sairia um Gothic Metal de primeira categoria. “I Don’t Care” trata sobre a resiliência e o ato de seguir em frente, independentemente de receber críticas dos outros. Para criticar, o mundo está cheio. As pessoas estão cada vez mais burras, ingratas, ignorantes e inúteis, não querem estudar sobre nada e ao mesmo tempo querem ser o centro das atenções e donos da razão de tudo. Um dedo do meio em riste para este tipo de ser imbecil!

Voltando ao som, a música possui bons momentos, como o refrão e a sequência da segunda parte. O lado gótico entra bem em cena e abre caminho para solos muito bem executados – são muito bons, mas estão muito baixos. Os efeitos exagerados tiram boa parte do brilho da música, porém essa “I Don’t Care” bate de frente com a música de mesmo nome lançada pelo Megadeth – duas faixas que não traduzem a qualidade dos músicos envolvidos.

O som que o Sepultura gostaria de ter gravado

É exatamente o que está pensando. “The Trace Outlives” tem o groove que o Sepultura é capaz de proporcionar. A faixa tem a parceria de Sayo Komada, tocando o instrumento tradicional japonês, shamisen. A música traz ritmos modernos, principalmente quanto ao peso em demasia das guitarras, apoiados pelo baixo e pela bateria. O refrão possui o charme o brilho necessário para conduzir a música, mas o seu aspecto milenar e muito atual acaba não conversando muito comigo. Somos pegos pelo refrão e a base principal é muito Sepultura, realmente. Em contrapartida, a faixa foca na questão da identidade construída e adquirida, e no legado que deixamos para trás.

Dançando tango com o Apocalyptica

“Tango”, assim, de modo simples, é a canção que conta com a participação do Apocalyptica. Obviamente, é uma faixa que traz temas orquestrais ainda mais amplos e que tornam músicas simples em trilhas sonoras. Você amar ou detestar algo assim, mas aqui temos os instrumentos principais acompanhando e roubando a cena de modo correto. A faixa surgem em um momento decisivo para o álbum, misturando o lado dramático e cinematográfico explorando a dualidade entre amor, beleza e medo.

Os solos de violoncelos enfeitam o bolo sonoro e dão um sabor diferenciado para a receita, enquanto o ritmo crescente traz um gancho de energia e soberania maior para o final mais contido e direto.

Opera Rock com a marca de Chad Smith

“Against the Odds” inicia de forma voltada para lances mais modernos, climatizações mais atuais, porém não permanece nesse âmbito por muito tempo. Logo, parte para áreas mais tradicionais do álbum e de sua trajetória como cantora e compositora solo. Tarja convida o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers, Chicken Foot) e a Opera Rock funciona muito bem, pois apresenta um clima de final de disco, diferente das demais faixas – ela é apoteose em pessoa. Seu andamento combina com a abordagem sobre o triunfo e a superação de probabilidades contrárias, assim reforçando a independência e a saúde individual. O que deve prevalecer é a objetividade de cada qual, sem se sentir preso a nada e nem a ninguém. Vencer sem pisar em ninguém e se desfazendo do peso angustiante do passado. O final é estendido por “Outro”, uma intro que combina com o início do álbum e o entrelaça, fazendo um laço no novo presente para os fãs.

Créditos: Tim Tronckoe / earMUSIC

Conclusões operísticas…

De antemão, menciono que Tarja Turunen vive um momento especial em sua carreira. A vocalista pode explorar os horizontes que desejar, sem precisar pedir permissão ou esperar qualquer tipo de aprovação antes da construção de suas ideias. Todavia, mesmo sem a obrigação de seguir regras ou diretrizes externas, ela faz questão de se manter fiel às raízes que a consagraram mundialmente.

Ela jamais deixaria o Symphonic Metal de lado, pois foi esse subgênero que ela mesma ajudou a desenvolver, popularizar e consagrar. Aqui não se trata de buscar ser maior ou melhor que o Nightwish, mas de poder realizar algo conciso e bastante sincero.

De acordo com os temas, o álbum mostra solidez no quesito composição. Porém, não fica preso somente às temáticas e parte para algo mais ousado com relação à sonoridade em si.

… E sinfônicas finais

Conforme destacado e destrinchado, “Frisson Noir” não vem para reinventar a roda, mas para oferecer algo mais leve e feito diretamente para quem já aprecia o catálogo de Tarja. Se o marketing diz que tal lançamento é o “mais pesado” da carreira, “I don’t care”, literalmente. Afinal, isso é mais uma estratégia de divulgação e pressão de mercado do que uma verdade absoluta.

A nova pétala de lótus sonora possui bastante peso, distorção densa e uma climatização que provoca suspense e o medo do desconhecido. Tarja sabe trabalhar muito bem com o Symphonic e o Gothic, mas o aceno ao som mais moderno acaba freando parte dessa plenitude musical, deixando uma sensação meio agridoce. Contudo, se ela não cruzar essa linha moderna em seus próximos discos, poderá traçar caminhos cada vez melhores. E que ela possa chamar Dani Filth novamente para fazerem um som totalmente voltado ao Symphonic/Gothic/Black Metal. Essa receita, sim, tem tudo para dar muito certo!

Créditos: Tim Tronckoe / earMUSIC

“Não importa a dor, não importa o medo
Assisto ao mundo que conheci desmoronar
O mar e eu aprendemos a partilhar
Deixando o chão do porto seguro
A fé não implora pela vida, ela se alimenta da escuridão
A tempestade que enfrentei tornou-se a verdade que ganhei

O tempo revela o que sou
Olhos não desviam mais o olhar
Agora caminho além da linha em que uma vez acreditei
Aqui, finalmente, é o meu lugar
Sinais surgem e lentamente decaem
Todo sonho pode ser reivindicado para reviver”

Nota: 8,2

Integrantes:

  • Tarja Turunen (vocal, piano haunted – faixa 3, piano – faixas 6 e 9, piano adicional – faixa 11)

Artistas convidados:

  • Mervi Myllyoja (violino – faixa 5)
  • Niklas Pokki (piano de cauda – faixa 5)
  • Marko Hietala (vocal, baixo – faixa 4)
  • Sayo Komada (shamisen – faixa 7)
  • Paavo Lötjönen (violoncelo – faixa 8)
  • Eicca Toppinen (violoncelo – faixa 8)
  • Perttu Kivilaakso (violoncelo – faixa 8)
  • Julián Bedmar (guitarra flamenca – faixa 9)
  • Valter Freitas (violoncelo – faixas 9, 11)
  • Dani Filth (vocal – faixa 10)
  • Chad Smith (bateria – faixa 11)
  • Jeremy Levy (orquestrações)
  • Alex Menichini (bateria – faixas 2, 3, 5, 7, 10)
  • Julián Barrett (guitarra – faixas 2, 5, 6, 8)
  • Doug Wimbish (baixo – faixas 2, 6, 9, cinemasonics – faixa 6)
  • Bart Hendrickson (teclado, programming – faixa 2)
  • Alex Scholpp (guitarra – faixas 3, 4, 7, 10, 11, baixo – faixas 3, 10)
  • Fernando Scarcella (bateria – faixas 4, 6, 8, 9)
  • Guillermo de Medio (teclado, programming – faixas 4, 6, 7, 8, piano – faixa 6, guitarra – faixa 8)
  • Jim Dooley (programming – faixas 5, 7, 9, 11, piano – faixa 11)
  • Peter Barrett (baixo – faixas 5, 7, 8)
  • Christian Kretschmar (teclado, programming, piano, cello – haunted – faixa 3)
  • Kevin Chown (R.I.P. 2026) (baixo – faixa 11)
  • Roland Boeffgen (teclado, programming – faixa 10)

Faixas:

  1. Intro
  2. Frisson Noir
  3. The Eternal Return
  4. Leap of Faith
  5. At Sea
  6. Blaze Forever
  7. The Trace Outlives
  8. Tango
  9. Anemoia
  10. I Don’t Care
  11. Against the Odds
  12. Outro
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