Cradle of Filth (Live Review): uma avalanche gótica e extrema que devastou São Paulo

Imagine que o Cradle of Filth tenha desembarcado em São Paulo para a realização de alguns shows. Seriam três no total e todos eles ligados à tour “The Screaming of the Americas” (2025). Agora, pare de imaginar e se concentre na realidade. Afinal, os shows realmente aconteceram a cá estaremos para destacar o que aconteceu de tão bom na apresentação dos ingleses em território paulistano.
O ano de 2025 tem sido muito proveitoso e importante para o Heavy Metal como um todo, pois o seu calendário de shows está completamente insano! Praticamente todos os subgêneros possuem um cardápio amplamente recheado e coberto por grandes bandas e artistas do mundo todo, incluindo também do nosso quintal, em diversos eventos pelo país.
O Cradle of Filth, liderado pelo carismático e impactante vocalista Dani Filth, sempre carregou a alcunha de ser uma banda completamente distinta das demais figuras famosas e mais tradicionais do Black Metal. Embora o exército das sombras inglês seja também uma banda veterana, ainda sim possui essa pecha de ser colocada em algum pote diferenciado. Assim sendo, podemos dizer que ela acaba sendo deixada de lado por muitos e idolatrada por tantos outros. No discorrer dessa história, estarei falando um pouco do meu primeiro contato com a sonoridade do Cradle e como eu passei a ver a banda de uns tempos para cá.
Ponto de encontro tradicional é praticamente jogo ganho
Decerto, isso é bem verdade. Afinal, quando um lugar se torna bastante tradicional para o público, dificilmente uma mudança é bem aceita. O local deste evento foi no já tradicional Carioca Club, região de Pinheiros, e que todo headbanger aparece por lá sem maiores problemas. Obviamente que, o transporte público na cidade de São Paulo é uma porcaria requentada com a falsa propaganda de renovação de frotas e linhas, e todas as baboseiras ditas para enganar o tão sofrido povo a qual me incluo. Mas, ainda sim é possível chegar com certa tranquilidade ao local específico.
O Carioca Club tem evoluído bastante a cada oportunidade que eu posso ir até lá conferir algum show. Minha última aparição por lá havia sido no show do Carcass. Show único em São Paulo e nesse mesmo ano de 2025.

As hordas que vieram estender o tapete negro para a grande atração da noite
Bons shows necessitam de ótimos inícios. Quem abre as cortinas primeiro acaba ditando o rumo da história e, para que isso ocorra de maneira condizente com a trama, deve-se colocar a responsabilidade nas mãos de quem realmente poderá entregar uma apresentação de qualidade.
A banda que toca primeiro sempre sofre por conta do público ainda reduzido, mesmo que a redução não seja tão grande assim. Muitos fatores acabam resultando nesse tipo de acontecimento. Horários, locomoção e distância, o próprio transporte como já foi mencionado no início deste pergaminho das trevas, além de muita gente trabalhar aos finais de semana e, portanto, só conseguir garantir a presença diante da atração principal. Além disso, temos aqueles que chegam cedo, mas optam por ficarem nos bares ao redor da casa de shows para, a partir de então, adentrar ao local no horário do grande nome da noite.
A partir de agora, te convido a entrar na festa e conferir comigo no replay o que de melhor aconteceu na “The Screaming of the Americas” deste último sábado.
O aterrorizante Tellus Terror e sua breve, porém macabra jornada
Direto de Niterói, Rio de Janeiro, o Tellus Terror veio para iniciar a abertura do caixão e liberar o monstro para aterrorizar a cidade de São Paulo. Seu trabalho mais recente, o ótimo “Deathinitive Love Atmosfear” (2024) é um atrativo e tanto para conhecer sobre o caminho percorrido pela banda. Não é à toa que este foi um dos lançamentos de destaque do Metal nacional daquele ano. E, certamente, isso evidencia a força motriz encontrada por aqui.
Possuem uma veia forte que caminha entre várias eras do Black Metal. Desde o mais cru ao sinfônico, apresentando um equilíbrio difícil de se encontrar por aí. Por entre riffs pesados e densos, temos a pancadaria tradicional e as melodias que tocar no âmago do ser pútrido e de alma corrompida. A quatro primeiras faixas tocadas pertencem ao disco citado e foram tocadas na ordem do tracklist original, mostrando a força que este trabalho possui tanto nas gravações quanto ao vivo!

Tellus Terror – setlist:
1. Amborella’s Child
2. Absolute Zero
3. Darkest Rubicon
4. Psyclone Darxide
5. Empty Nails
6. Lone Sky Universum
7. Shattered Murano Heart
8. Sickroom Bed
9. Brain Technology Pt. II
A missa negra e encapuzada do Uada
Embora o início da jornada tenha sido bastante atrativo, as coisas poderiam ficar ainda mais extremas. Decerto, coube ao Uada essa grata missão. A banda norte-americana representa Portland, Oregon, e carrega em seu capuz um Melodic Black Metal com boas doses de Punk Rock, partindo para a receita “motorheadiana” do cardápio sonoro. A partir da faixa “Djinn”, que dá nome ao terceiro álbum lançado em 2020, coloca o público em maior conexão com os encapuzados.
Entretanto, um fator a se destacar, porém mais por curiosidade, foi o fato de que o vocalista/guitarrista Jake Superchi teve alguns problemas com o microfone e em dado momento, acabou se irritando e empurrando uma das PA’s com o pé para baixo e jogado o pedestal no chão. Uma moça com um celular na mão (não sei se fazia parte da equipe de roadies da banda) tentou resgatar o pedestal e, ao coloca-lo de pé, o mesmo caiu e quase a atingiu. O líder do Uada pegou o pedestal, ergueu e jogou no chão de volta. Puro Rock n’ Roll? Ou uma irritação espontânea mesmo? No entanto, isso não abalou a banda nem os fãs que seguiram empolgados e agitando do início do fim da apresentação.

Uada – setlist:
1. Natus Eclipsim
2. Djinn
3. Blood Sand Ash
4. Cult of a Dying Sun
5. Black Autumn, White Spring

Faltava a grande atração do baile, mas…
Quem comandou a mesa de som, roubou a cena ao inserir músicas bastante emblemáticas durante os intervalos entre cada apresentação. Me recordo de algumas bandas como Tristania, Behemoth (Conquer All), Dimmu Borgir (Death Cult Armageddon), Nightwish e o encerramento foi… Deixarei para o final para ficar na ordem do ocorrido. Dito isso, vamos à grandiosa apoteose.
Cradle of Filth e a divulgação do novo livro musical de terror abissal
A banda está divulgando o seu mais recente trabalho, “The Screaming of the Valkyries”. Para quem não é habituado ao som do Cradle of Filth, a sua música atravessa o horizonte de eventos do Metal extremo, se estendendo até a borda do universo desse subgênero tão amado por fãs de Death, Black e Thrash Metal, por assim dizer.
Sua musicalidade possui uma veia forte voltada para o Gothic Metal, mas encaixado em um molde extremo, e que por sua vez, vai de encontro ao conhecido Symphonic Black Metal. Contudo, creio que possamos dizer que vem a ser algo como Symphonic Black Metal/ Extreme Gothic Metal.
Além disso, podemos mencionar a excelente fase vivida atualmente pela banda, com discos de alto calibre como “Hammer of the Witches” (2015), “Cryptoriana (The Seductiveness of Decay)” (2017), “Existence Is Futile” (2021), assim como o mais recente, a qual você poderá conferia a resenha dele ao clicar AQUI.
“The Screaming of the Americas Tour”
O Cradle of Filth, por si só, não estava em dívida com ninguém e não havia ninguém no recinto questionando a presença ou até mesmo a sonoridade da banda. Os fãs reais estavam presentes e o que se via era um público empolgado e com os olhares fixos em direção ao palco.
As cortinas, por sua vez, estavam fechadas e ninguém arredava os pés de onde estavam. Cada vez ia chegando mais pessoas ávidas por Dani Filth e seus asseclas. Era notória a grande expectativa de cada um ali presente. Amigos que estavam juntos comentavam sobre o que esperavam ver e como poderia ser a apresentação dos ingleses.
Bastou um pequeno abrir de cortinas para todos irem ao delírio como se algum time fizesse um gol naquele instante. As cortinas se abriram e o cenário estava pronto, com cada integrante ia entrando por vez. Por fim, Dani Filth chegou com o seu estilão já interpretando e colocando as pessoas para junto dele e de sua banda.
Era notória a presença de muitas mulheres no evento e isso ganhou um destaque ainda maior durante a apresentação do Cradle of Filth.

Por entre clássicos sombrios e singles nefastos mais novos
O Cradle of Filth manteve o seu set fixo com relação à sua apresentação anterior, trazendo o mesmo tempero para mais pessoas apreciarem tais iguarias. Ninguém questionou a ausência de uma música sequer no show. Muito pelo contrário, pois todas as músicas tocadas foram ovacionadas e em dado momento houve o início de uma bela valsa. Uma pena que eu não estava em condições físicas de poder participar da honorável dança e macabra.
Entretanto, as músicas foram executadas de maneira tão condizente, que não importava será um som mais antigo ou mais novo, acabava por soar de igual importância, potência e tamanho durante o show. Certamente, a banda soube trabalhar o seu set para que soasse dessa forma admirável de tão equilibrada.
Abertura digna de um ritual sombrio
“To Live Deliciously” (“The Screaming of the Valkyries”, de 2025) foi a escolhida para abrir os portões do inferno e apresentar uma das novas mensagens musicais da banda ao público presente, que já conhecia muito bem o novo single. Essa canção já se tornou marcante e deverá ser figurinha carimbada nos futuros shows da banda. “The Forest Whispers My Name” veio para trazer um pouco do forte tempero de enxofre contigo na obra “The Principle of Evil Made Flesh”, clássico debut de 1994.
Quando Dani começou o seu anúncio, muitos adeptos manifestação ampla empolgação. Ao anunciar “She Is a Fire”, todos vibraram bastante. Mulheres sorriam em êxtase e todo mundo acompanhou a banda nota por nota, verso por verso. A faixa pertence ao álbum ao vivo “Trouble and Their Double Lives”, assim sendo uma das duas faixas inéditas desse live álbum, ao lado de “Demon Prince Regent”, de 2023. Só para ilustrar, cada música abre um lado do álbum. “She Is a Fire” abre o lado A, enquanto a segunda citada abre o lado B.
Perfeição maligna
“Malignant Perfection” é mais uma faixa do álbum novo a se colocar presente na festa. É outra música a atender as vontades do público, tendo uma performance impecável de todos os componentes da banda e mantendo as chamas negras acesas. Imagine os jatos de vapor de gelo como propulsores tirados de algum calabouço antigo e trazido aos tempos atuais. A perversidade sonora ajudou bastante nesse aspecto. Destaque para denso baixo de Daniel Firth e para a presença vocálica da também tecladista Zoë Marie Federoff-Šmerda.
Eis que, foi invocada a primeira faixa cantada por Dani Filth em um disco do Cradle of Filth. O debut estava presente de volta e agora com a faixa-título “The Principle of Evil Made Flesh”. Vale lembrar que essa música é a segunda do tracklist, ficando atrás da instrumental “Darkness Our Bride (Jugular Wedding)”. O vocalista fez o anúncio aos seus moldes misteriosos e sarcásticos e, novamente, só para variar, o público interagiu em comemoração ao que estava por vir, provocando um mosh natural e obrigatório. Cortesia do baterista Marthus (Martin Škaroupka).
“Heartbreak and Seance” foi a próxima e fez o álbum “Cryptoriana (The Seductiveness of Decay)” vir à tona nesse show. Faixa merecida, por sinal!
A ninfa que faz a alma de cada ser viciado por música extrema dançar no escuro
Agora, achou que não teria ela? Claro que teria! E fez muito bem em ter! Falo de “Nymphetamine (Fix)”, faixa pertencente ao álbum “Nymphetamine”, de 2004. Ano esse em que as bandas com apelo gótico estavam em bastante evidência. Esse álbum me fez deixar a banda meio que de lado, pois nunca fui atrás para conhecer mais e o tempo foi passando… Esse disco, tempos mais recentes, me mostrou que essa banda não faz nada por acaso e não possui nenhum resquício de banda com ideias forçadas ou coisas fúteis do tipo.
Ao ser anunciada, as mulheres presentes se soltaram ainda mais e acompanharam a vocalista e tecladista Zoë Marie na parte inicial da música, que é um dos clássicos da banda, com toda a certeza.
A sequência veio com “Born in a Burial Gown”, presente no EP de 2001, “Bitter Suites to Succubi”. Essa emenda trouxe ainda mais os fãs para perto da banda. A sintonia estava no nível máximo e tudo se saiu conforme manda o roteiro dos ótimos shows. Os teclados lembram o Graveworm do velho testamento.
Antes do intervalo, teve tempo para mais um grande anúncio. “White Hellebore”, terceiro single do novo álbum a ser apresentado, e já parecia uma música antiga. Isso se deu conta pelo fato da incrível receptividade do público. Portanto, todas as três faixas de “The Screaming of the Valkyries” foram super aprovadas! Dani Filth poderá muito bem incluir outras músicas do novo álbum em seu set para também medir a temperatura ao delas ao vivo.

“Creatures That Kissed in Cold Mirrors” / “The Monstrous Sabbat (Summoning the Coven)”
Um breve intervalo para recobrar a consciência dentro de um universo de musicalidade densa, veloz, técnica, agressiva, experimental, dançante (para diversas damas presentes) e maldita. Afinal, a maldição impera em um show do Cradle of Filth!
Após a intro citada em subtítulo, temos o retorno dos guitarristas Ashok (Marek Šmerda) e Donny (Donald Burbage), com cervejas nas mãos e saudando a todos os presentes, todos os outros integrantes também retomam os seus postos até que, Dani também chega sem a sua “armadura” de cavaleiro negro de armadura reluzente. E chega com mais ímpeto e empolgação ainda, como se o show ainda estivesse para começar!
Estava na hora da velharia ser posta à prova nesta noite! “Cruelty Brought Thee Orchids” foi a escolhida para iniciar o que seriam os últimos passos até a apoteose. E o público acompanhou os primeiros versos recitados por Zoë Marie:
“Hear Me now!
All crimes should be treasured
If they bring thee pleasure somehow”
A mesma pertence a um dos trabalhos mais elogiados por público e mídia, o excelente “Cruelty and the Beast”, terceiro disco lançado em 1998. Não teve erro! A valsa obliterante estava diante de todos nós e o que restava de nossas almas estava fervilhando como água esquecida com o fogão ligado.
O grand finale se resume em “Midian”
Tido como o melhor álbum do Cradle of Filth por muitos, inclusive pelo meu grande compatriota Fabio Reis. Foi ele quem me fez ouvir o “Midian” na íntegra e eu logo absorvi a ideia de modo a nunca mais recuar. Ou seja, todo aquele pessimismo que eu tinha com relação ao trabalho de Dani Filth caiu por terra em questão de poucos minutos. E ao vivo eu estava presenciando um poderio ainda maior vindo dele e seus comparsas de sonoridade extrema e maquiavélica.
Duas faixas desse clássico álbum a qual foi lançado em 2000, foram oferecidas a quem esteve presente! Dani Filth anunciou e ela veio a pleno vapor de gelo! Seu nome? “Death Magick for Adepts”, quarta faixa do artefato sonoro citado e que atendeu aos anseios dos fãs e felicitou quem não conhecia tanto assim o som dos caras. Baixo e bateria desintegrando gerações de corpos sem alma sob uma forte e densa camada de teclado fantasmagórico. E as guitarras surgem nos momentos propícios para dizer que muitas bandas deveriam aprender algumas coisas com a horda negra de Dani Filth.
O fim definitivo veio com “Her Ghost in the Fog” e fez todos comemorarem, cada um ao seu modo, porém com todos muito mais do que satisfeitos. Surge o piano amaldiçoado para abrir caminho para o comboio infernal passar. Zoë Marie honra as tradições e faz aquele dueto caprichado com Dani, enquanto toda a estrutura musical é colocada diante dos olhos e ouvidos atentos das pessoas.

Considerações finais de uma apresentação digna de muitos aplausos
É bem por aí mesmo, pois o Cradle of Filth vai muito além de usar corpse paint e utilizar adereços de palco, além das próprias vestimentas e tudo mais que complementa o seu trabalho. É uma banda em ação de verdade e usando de forma concisa da teatralidade a seu favor e à favor do público. Tudo muito bem inserido e cada integrante agindo ao seu modo, de acordo com a sua personalidade. Nada causa estranheza e tudo soa muito natural. Os músicos tornam isso natural, o que é um fator muito importante para se ganhar a devida atenção.
Marthus é um trator humano no quesito destruir com o seu kit. O que a música pede ele entrega como se estivesse tomando o seu café da manhã, sendo bastante versátil, técnico e com ímpeto de um bom destruidor de peles de bateria. Zoë é afiadíssima quanto às passagens atmosféricas e teclados nos moldes fantasmagóricos, vampíricos e densos em favor do Black Metal.
Os guitarristas Ashok e Donny formam uma dupla e tanto, com cada um tendo o seu momento e executando cada som ao seu modo. Um complementa o outro e vice-versa. Destaque para o bom humor de Ashok ao fazer graça em frente às câmeras e celulares que o filmavam e ao humor mais nórdico de Donny, o colocando como um guerreiro em favor de Filth.
Mais aplausos, “pufavô”!
O baixista Daniel Firth, que deve ser proibido de usar apelido para não ser confundido com o Dani Filth, coloca toda a técnica e agressividade de um baixista qualificado em favor dos fãs e da consequente apresentação. Ele consegue sustentar muito bem cada passagem sonora, deixando cada trecho com a sua verdadeira assinatura. E então, somando forças com Marthus, torna o fator cozinha muito mais sólido e equilibrado para que os outros componentes se sobressaiam por igual.
E por último, o dono dessa trajetória toda. Mr. Daniel Lloyd Davey, mais conhecido pelo pseudônimo Dani Filth, mostra toda sua versatilidade como cantor, além de ter um preparo físico formidável. O cara é um Bruce Dickinson no palco, pois não para em canto nenhum, dando atenção para todas as partes da plateia e interagindo bastante com o público. Além disso, chegou até a citar o Sepultura em uma de suas falas com o público. Por fim, foi um show de Metal extremo muito bem humorado e o que me alegrou também foi encontrar grandes amigos por lá. Isso é sempre muito gratificante e agradeço por cada amigo que eu tenho nesse mundo.
Obrigado, Mundo Metal! Seguiremos para mais aventuras musicais em breve.
“Thank you, Cradle of Filth!”
Cradle of Filth – setlist:
1. To Live Deliciously
2. The Forest Whispers My Name
3. She Is a Fire
4. Malignant Perfection
5. The Principle of Evil Made Flesh
6. Heartbreak and Seance
7. Nymphetamine (Fix)
8. Born in a Burial Gown
9. White Hellebore
Encore:
Creatures That Kissed in Cold Mirrors / The Monstrous Sabbat (Summoning the Coven) – sons gravados
10. Cruelty Brought Thee Orchids
11. Death Magick for Adepts
12. Her Ghost in the Fog
Para finalizar, nossa super amiga de longa data Luiza Silva, a qual também esteve presente no show, montou o setlist do show. Ouça logo abaixo:
