Resenha: Dimmu Borgir – “Grand Serpent Rising” (2026)

“Death Cult Armageddon” (2003) foi o último grande pulso solar maligno do encouraçado enegrecido norueguês, Dimmu Borgir, de acordo com grande parcela de seus respectivos adeptos. Capitaneado pelo vocalista Shagrath, o Dimmu Borgir vinha atravessando um momento bastante voltado para os ares sinfônicos e pouco mergulhando em riffs calamitosos, com atmosfera densa e absoluta. No entanto, grande parte dos adeptos gostam dessa fase mais orquestral. Porém, não há dúvidas de que esse período divide a opinião dos fãs.

Confesso que não faço parte do time de apaixonados pela banda, mas aprecio boa parte do catálogo, como o excelente debut “For all tid” (1995), o clássico “Enthrone Darkness Triumphant” (1997) e o já citado e ótimo “Death Cult Armageddon”. O mais interessante disso é ver que o Dimmu Borgir foi conquistando um terreno cada vez mais amplo, fugindo do convencional e costumeiro para uma banda de Black Metal. Assim, se tornando grandiosa dentro de seu circuito musical.

Histórico de lançamentos do Dimmu Borgir

Entre projetos com novos direcionamentos, o conglomerado nórdico passou a lançar trabalhos com prazos mais espaçados. A banda costumava lançar discos entre 1 e 2 anos de distância. A partir do lançamento de “In Sorte Diaboli”, em 2007, o Dimmu Borgir veio a lançar outro disco em 2010, intitulado “Abrahadabra”. Entretanto, a distância de um disco para o outro aumentou drasticamente, com “Eonian” sendo lançado 8 anos mais tarde. Parecia o fim de uma era gloriosa, pois a espera foi longa. E por incrível que pareça, “Grand Serpent Rising” chega ao mundo após 8 anos sem nenhum trabalho inédito.

Notei um alívio de grande parte dos fãs através desse novo disco. O reerguer da serpente maligna estava envolto por bastante esperança. Afinal, muitos queriam um retorno digno dos caras, apesar das mudanças no line-up. Será que teríamos o retorno de riffs repletos de maldade, que correm a mente sã e a tornam um devoto da horda norueguesa? Ou será que priorizariam as harmonias, sinfonias e todo o background das canções? Ou seria uma boa junção de tudo isso? Veremos a seguir de forma mais detalhada.

Dimmu Borgir / Divulgação

O novo almanaque destrutivo do Dimmu Borgir

“Grand Serpent Rising” foi lançado no dia 22 de maio via Nuclear Blast Records, contendo 13 faixas e buscando recuperar a hegemonia de outrora. Vale citar a apoteose do álbum, que possui a faixa instrumental “Gjǫll”. Ou seja, um formato diferente do mais comum e desafiando a própria banda na questão da conjectura do tracklist. A princípio, nota-se que o final deverá fazer sentido com o início da jornada. De fato, tudo precisa fazer sentido para que a obra ganhe em qualidade e musicalidade. Será que a penúltima faixa faz ligação com o desfecho final? É possível que sim.

Para promover e estender o tapete preto para o novo disco, foram divulgados três singles com vídeos: “Ascent”, “As Seen in the Unseen” e “Ulvgjeld & blodsodel”.

Informações adicionais sobre a nova atmosfera sonora

O álbum foi gravado, mixado e masterizado por Fredrik Nordström, no Studio Fredman em Gotemburgo, Suécia, entre 2024 e 2025. Coro adicional nas faixas 1, 3, 5 e 12 gravado no Propeller Studio, Oslo, Noruega. Os nomes responsáveis pelos arranjos orquestrais, coros e toda a estética sinfônica foram: Martin Roller, Gaute Storaas e Gerlioz, com a condução feita por David Hernando Rico (faixas 1, 3, 5 e arranjos com coros na faixa 12). Adrian Baxter assina a arte de capa, com o apoio de Bartek Rogalewicz – layout, design, fotografia (serpentes).

O guitarrista Silenoz (Sven Atle Kopperud) é o único a figurar ao lado de Shagrath (Stian Tomt Thoresen) na formação principal do Dimmu Borgir. Porém, o duo teve convidados ilustres para a construção sonora da banda.

Damage (guitarra solo), Victor (baixo), Gerlioz (teclados e piano), The Bratislava Symphony Orchestra (faixas 1, 3, 5). Vocais adicionais para as faixas 1, 3, 5, 12: Sandrine Schau, Ingrid Margitte Narvesen, Hannah Agnethe Pold, Simen Bredesen Hørthe, Magnus Ingemund Kjelstad, Mattis Holthe Møll Austrheim. Enya Thoresen (vocais limpos, faixa 5) e Teresa Antinoë Marraco (piano adicional, faixas 4, 5, 7, 11). Em resumo, bastante gente para tornar o novo carbono puro em diamante.

Os bons momentos da nova joia sombria do Dimmu Borgir

Diante de grande expectativa, fui ouvir o álbum e me deparei com vários e bons momentos. A ideia de recuperar parte da hegemonia me parece que foi concluída. Mas isso não aconteceu apenas ouvindo um single ou outro. Afinal, trabalhamos com o material completo e tudo que consta nele, conta. Para o bem e para o mal. O primeiro bom momento veio com tensão inicial de “Tridentium”. A arte orquestral entra em cena e deixa toda a tensão tomar conta do cenário. O reerguer da serpente acontece vagarosamente, enquanto o pano de fundo se estende a alcançar a densidade máxima.

Sussurros acompanham dedilhados tensionados até abrirem uma cratera no solo, com toda a impulsão da bateria e do baixo. O tilintar minguante do teclado ganha terreno até que os riffs surgem por entre as nuvens revestidas de pratos e tons. Os poucos versos são narrados, simbolizando o início da jornada obscurante.

“Que ele não seja ensinado a escuridão
Que ele a descubra
E se dissolva nela
Talvez nunca domemos a própria fera que habita em nosso interior
Do fogo luminoso, a glória e o perigo igualmente
A grande serpente se erguendo”

“Ascent” chega naquele formato de parede sonora intimidadora e espalha seus tentáculos por toda a área. A cadência é a mãe da riqueza se explorada de maneira correta. Isso abre caminho para solos brilhantes, servindo de banquete para maiores tensões e variações, tanto da música quanto dos vocais de Shagrath. Os trechos mais incessantes remetem aos tempos áureos da banda, destacando as habilidades de todos os participantes deste nobre ritual sonoro.

O refrão soa um tanto estranho, mas os ganchos dados pelo contrabaixo o tornam mais compacto e equilibrado, ligando mais facilmente com as outras movimentações da faixa. No seu minuto final, vemos um dos singles ganhando mais energia e trazendo mais impacto. Assim, permitindo que a canção se estenda e se desdobre em outras breves nuances.

Camadas bem inseridas

“The Exonerated” traz uma roupagem inicial mais voltada aos primórdios da banda, com palhetadas velozes, bateria afiada e com tom bastante apocalíptico, mas se resume somente a isso. Logo na sequência temos solos bastante envolventes e que fazem a música ganhar novas camadas. O caminho da força extrema é novamente centralizado, porém, a organização melódica invade o território e toma conta do cenário. Vocais narrados sob o comando percussivo abrem caminho para o ritmo inicial e sem se esquecer das incisões orquestrais sem exageros. Talvez o seu final seja um tanto prolongado demais, já que o instrumental tradicional encerra o seu expediente e a continuidade fica por conta das orquestrações.

“Recognizant” apresenta um clima fantasmagórico muito bem-vindo, abrindo a bússola para mais camadas e novos horizontes dentro de um mesmo contexto. Os teclados realizam a função e tornam a música mais atrativa e sem cair no vale do comum. Os riffs mais inflamáveis surgem diante dos ouvidos mais atentos e liberam passagem para um tom mais épico e cinematográfico. Os solos excepcionais contribuem para reforçar tudo o que foi dito. A sequência apresenta uma camada mais condensada e com o baixo mais gorduroso e bastante participativo. Em dado momento, mais próximo do fim, temos uma condução mais tradicional e pertencente ao estilo. Mais narrações e aqui eu imagino que não precisaria, já que isso vem acontecendo em outras músicas.

Clima pesado e bem orquestrado

“At the Precipice of Convergence” começa com um ar meio despretensioso e uma atmosfera bastante densa. Você já leu demais essa palavra entre outras derivações dela por aqui. Permita que eu me desculpe com você, mas neste pergaminho novo do Dimmu Borgir a densidade musical e todo o clima pesado é bem aparente e conduzido com empenho e equilíbrio. Riffs que buscam o ataque frontal se aliam aos trechos de menor impacto. Entenda impacto como parede sonora e entenda os outros trechos como o despejar de melancolia. Todavia, a melhor parte vem através dos solos distorcidos e se apoiando em bases cortantes e precisas.

Uma combinação que se alinha ao início

“Shadows of a Thousand Perceptions” oferece um princípio regado a teclados gélidos de um modo que me faz lembrar do Cradle of Filth. A alçada é direcionada para ares mais extremos e movimentados, enquanto o peso do baixo, dos tons e bumbos duplos liberam a agressividade necessária para o andamento da faixa. Há uma pausa proposital para dar ênfase à retomada do controle através dos pedais duplos e do pulsar do baixo, apoiados pelas guitarras. A jornada prossegue com o alicerce sendo a força motriz e colocando todo o restante quase como pano de fundo. Porém, dedilhados de aura misteriosa propiciam mais camadas ao som e unindo a mais um momento de narração. Como é breve, funciona bem e abre caminho para o andamento mais movimentado e se saindo bem antes da trilha final.

“Gjǫll” até que não apaga o que foi realizado até então, mas não percebi uma conexão maior entre ela e a faixa anterior. Ela se comunica mais com o início da obra, ou seja, com a “Tridentium”. Se observarmos, notaremos a junção das peças a partir dos pontos de mudança de andamento. Além disso, esse término traz à mente os italianos do Graveworm – possuem o costume de iniciar o fechar álbuns com temas instrumentais e introspectivos.

Os diamantes lapidados e extraídos deste carbono puro

Sons que assemelham a passos, mesmo sendo parte da ala orquestral e somado aos dedilhados calamitosos, trazem mais tensão e angústia ao que está por vir. Uma virada de mesa acontece e tudo vai pelos ares através da parte instrumental insana, extrema e revigorante. O poder de fogo se espalha e incendeia lares ortodoxos com suas chamas negras verdadeiras.

Os blast beats inflamáveis reforçam o poderio das guitarras e do baixo, ligando com sabedoria ao refrão de fácil assimilação. O arquétipo instrumental é pujante, contagiante e equilibrado, sem se estender demais. Dentro da primeira tríade, temos um diamante bem lapidado em comunhão com riffs e palhetadas cavalares. Portanto, assimilando e lembrando os bons tempos dos noruegueses. No minuto de número 5 temos uma mudança de terreno para algo próximo do Pagan Metal, mas que logo pega a escadaria e alcança o andar do Black Metal novamente. Se na faixa anterior o refrão soa um tanto estranho, aqui funciona com uma apreciação leve e garantida. Apresentado então, o single “As Seen in the Unseen”.

Expoente do apocalipse

Uma sensação sinistra surge em meio a uma intro densa e que vai ficando cada vez mais agitada, inquieta e destrutiva. As viradas de bateria apresentam ao mundo “The Qryptfarer”, que por sua vez, exala mais enxofre antes de abrir caminho para um tilintar de piano aos moldes de gotas congelantes. O frio intenso permeia a harmonia em meio à tensão destruidora da base sonora. O caminho nunca é o mesmo e a música parte para um caminho com certo groove e grande avanço dramático, trazendo a figura de Shagrath como um verdadeiro expoente do apocalipse. Mais próximo do fim, temos solos breves e letais unindo forças com o lado oculto da música e através de um espaço precioso para as guitarras avançarem e ocuparem mais terreno.

Ápice da angústia

O single que carrega a língua materna da banda, “Ulvgjeld & blodsodel”, apresenta uma intro voltada para um rito antigo. De forma cinematográfica, ela dá as cartas e vai ampliando a imagem através das câmeras. Os primeiros passos são dados pela bateria, pelas bases, pelos dedilhados iniciais e pelo plano de fundo, além dos vocais mais tradicionais de Shagrath. Suas variações, hora em canto rasgado, hora em cântico antigo e hora em puro ritual sombrio, fazem desta uma grande joia contida no disco.

Longe de ser uma faixa veloz, ela traz o ápice da angústia com um piano bastante lamuriante e desesperançoso, mostrando a desgraça em plano carnal, invadida pelo plano das entidades. The Bratislava Symphony Orchestra joga o coral lá para o alto e engrandece o ímpeto da música, colocando mais ardência nas áreas mais tensionais da mesma, juntamente com a fúria da ala percussiva e também das cordas.

“Når verden til slutt brenner
Da er du alene på din færd”

Transmutação caótica e melancólica

Aqui temos o diamante melhor lapidado pela arte maquiavélica do Dimmu Borgir. “Repository of Divine Transmutation” demonstra ímpeto logo em seus primeiros compassos e ao apresentar um acorde vibrante, culminando em uma escalada profunda e precisa até o refrão desolador e chocante. Sua sequência entrega itens da área mais extrema do subgênero sombrio e nefasto, contrastando com as melodias caóticas e repletas de melancolia. A artimanha aqui é unir trechos extremos com tensões mais alarmantes e momentos mais melancólicos.

Após os solos protocolares e ao mesmo tempo impactantes, temos uma cavalaria tradicional por conta do modelo de riff, abrindo caminho para uma aura ainda mais densa e desesperançosa. Aqui temos um solo maior, com mais destaque e um espírito melódico avassalador. A chave para a grandiosidade é a divisão entre os próprios solos e versos, propiciando um misto de climatizações e sensações. Assim, fechando de forma simples e magnânima.

“Iniciado para recordar
Os perigos que se escondem além
A verdadeira magia não se realiza com uma varinha

O espelho eterno
Brilha na face onisciente
Sem limites, sem vestígios”

O idioma norueguês alimenta o Black Metal

“Slik minnes en alkymist” é mais um pedaço da origem da banda, cantado em seu idioma local, e isso traz um ambiente muito propício e único para o a música e para a obra por completo. Seu início é diferenciado, já puxando para um caminho mais tradicional e fazendo um aceno ao próprio Heavy Metal, mostrando que o disco ainda pode reservar grandes surpresas. A horda entra novamente em solo pantanoso, contemplando a arte profana e fazendo as criaturas do submundo refletirem sobre seus próximos passos.

Melodias leves e vocais praticamente falados… Soam como interlúdios para as próximas etapas da canção, causando um turbilhão de emoções. Observe as palhetadas crescentes que emendam em linhas mais entristecidas e obscurantes. Essa toada acaba refletindo de maneira bastante positiva para os solos gélidos com os famosos tremolos. O coral reforça a melancolia e o arrasto sinistro para que a valsa ganhe ainda mais terreno. O piano e o tilintar dos pratos dão um toque especial a este nobre ritual, resultando em um desfecho bastante competente.

Arranjos devastadores

Início amedrontador que cativa corações enegrecidos e sedentos por almas impuras. É assim que “Phantom of the Nemesis” dita o ritmo. Uma sonoridade diferenciada, como se o contar do tempo na música fosse a invocação do próprio rei supremo do submundo. Os arranjos orquestrais se sobrepõem com inteligência e enriquecem a obra, principalmente por manter o controle nos momentos mais densos e com a aura bastante misteriosa.

Os avanços mais vagarosos permitem uma caminhada ainda mais intuitiva, induzindo o ouvinte a entrar nessa floresta sombria e enfrentar seus maiores medos. As linhas de bateria conduzem e mantém o alicerce sonoro sob medida, oferecendo um brinde ao momento mais emblemático da faixa. Após o dedilhado e os versos cantados de forma abafada, temos um princípio de valsa voltada para uma clássica música da banda – “Progenies of the Great Apocalypse” (“Death Cult Armageddon”) – e acrescentando um tom ainda mais intenso. A “ameaça” em alusão à faixa citada é facilmente perceptível e te traz a nítida impressão de que irão emendar nela. Está aí uma ideia bastante interessante e que funcionaria muito bem em uma apresentação ao vivo.

O que poderia ser melhor lapidado

Diante de um disco realmente muito bom, o que se vê por aqui é um artesanato feito com uma ideia já concebida e bastante conhecida. A diferença parte do ponto entre os laços mais intensos com moldes sinfônicos e orquestrais. O equilíbrio permeia e prevalece por quase toda a extensão da obra, deixando uma expectativa bem positiva para o futuro.

Os arranjos foram providenciais e não aparecem simplesmente para enfeitar ainda mais as plumas do pavão, mas para dar sentido ao que foi produzido. Você percebe uma junção entre as eras do Dimmu Borgir e, certamente, isso acabou fortalecendo cada compasso. As bases sempre acelerando em grande parte junto aos solos, além dos próprios solos serem condizentes com cada capítulo musical. Fica nítido o controle em cada nuance para que não hajam exageros, tanto em questão das sinfonias quanto aos riffs e arquétipos voltados para o Black Metal.

Desde o princípio do álbum é notado que não haveria nenhum experimentalismo barato e que o intuito é de mostrar que o Dimmu Borgir está de volta e bem revigorado. Os vocais de Shagrath trazem o pânico, o desespero e a sensação de finitude ideal e, novamente, sem nenhum tipo de exagero. Entretanto, fica a ressalva em relação às narrações durante o caminhar das canções.

Decerto, funciona bem uma narração com teor ancestral, místico e maléfico, mas percebi que isso ocorre em demasia. Isso acaba tirando parte da força motriz das faixas e deixa de ser um fator surpresa para elevar o patamar de determinado trecho ou a própria música em si. Contudo, a audição é garantida do início ao fim e traz uma sensação sobre o que poderá vir a seguir.

Considerações arquetípicas finais

Conforme já dito, o álbum traz a promessa de um possível Dimmu Borgir ainda mais poderoso adiante. A temática é envolta pela evolução, libertação e o descarte de velhas ilusões para abrir novos caminhos – a Grande Serpente é uma metáfora que indica essa mudança de horizonte.

Trata-se de uma metáfora para a troca de pele, simbolizando a evolução, libertação e o descarte de velhas ilusões para abrir novos caminhos. O arco esotérico do álbum baseia-se na subida do “Fogo da Serpente” (Kundalini). Assim, servindo como alegoria para o autoconhecimento inexorável e a transcendência ritualística. Além disso, há uma abordagem sobre a dissolução do ser na escuridão para a descoberta da sabedoria interior e transmutação espiritual. Linhagens de sangue e herança cultural nórdica, incluindo também uma referência direta ao rio da mitologia nórdica que separa o mundo dos vivos (Midgard) do reino dos mortos (Helheim) – cortesia do encerramento instrumental “Gjǫll”.

Por fim, o trecho da letra de “As Seen in the Unseen” resume bem essa jornada triunfal.

Obs.: consta no encarte original do CD as fotos De Shagrath e Silenoz e também as fotos dos outros quatro músicos de apoio. Porém, não consta escrito a formação da banda e, portanto, sigo com as informações do Metal Archives.

“The play on words
Is a play of the worlds
Grow into your power
Beyond what’s wrong and what is right
It is at the depths of darkness
That you will find your light”

Nota: 8,5

Integrantes:

  • Shagrath (vocal, teclado, orquestrações, efeitos)
  • Silenoz (guitarra, efeitos, arranjos)

Artistas convidados:

  • Damage (guitarra solo)
  • Victor (baixo)
  • Gerlioz (teclado, piano)
  • Daray (bateria)

Faixas:

  1. Tridentium
  2. Ascent
  3. As Seen in the Unseen
  4. The Qryptfarer
  5. Ulvgjeld & blodsodel
  6. Repository of Divine Transmutation
  7. Slik minnes en alkymist
  8. Phantom of the Nemesis
  9. The Exonerated
  10. Recognizant
  11. At the Precipice of Convergence
  12. Shadows of a Thousand Perceptions
  13. Gjǫll
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