Molly Hatchet quebra jejum de 16 anos com “Lost Horizon”, gravado no lendário Abbey Road

Photo: Benjamin Gabbers

O Molly Hatchet lançará “Lost Horizon” em 27 de novembro, pela Steamhammer, encerrando um intervalo de 16 anos sem um novo álbum de estúdio. Sucessor de “Justice”, de 2010, o trabalho terá 12 faixas e foi gravado no Abbey Road Studios, em Londres.

Para Bobby Ingram, guitarrista, compositor e responsável pela produção, as sessões realizaram um antigo desejo. O Molly Hatchet trabalhou no histórico Studio 2, utilizando inclusive os mesmos microfones associados às gravações dos Beatles naquele espaço.

A engenharia ficou nas mãos de Chris Bolster, profissional que acumula trabalhos com Paul McCartney, Elton John, Kate Bush, Oasis e Foo Fighters.

“Para mim, foi uma experiência incrivelmente emocionante.”

O peso histórico do local, entretanto, não será o único elemento responsável por diferenciar o disco anterior da nova fase. “Lost Horizon” sobretudo apresentará dois integrantes mais jovens dentro de uma formação que atravessou mudanças importantes desde 2010.

Parker Lee assume os vocais

O álbum foi gravado por Bobby Ingram na guitarra, John Galvin nos teclados, Tim Lindsey no baixo, Garrett Ramsden na bateria e Parker Lee nos vocais. Galvin e Lindsey já possuem uma longa história com o Molly Hatchet, enquanto Ramsden e Lee representam as adições mais recentes.

Ingram elogiou especialmente a chegada do novo vocalista e fez uma comparação que inevitavelmente chama atenção dos fãs da fase clássica:

“Parker me lembra um jovem Danny Joe Brown.”

Danny Joe Brown, morto em 2005, foi a voz de alguns dos trabalhos mais conhecidos do grupo, incluindo “Molly Hatchet” (1978), “Flirtin’ With Disaster” (1979) e “No Guts… No Glory” (1983).

Segundo Ingram, os dois novos integrantes tiveram participação importante para que o álbum chegasse ao resultado pretendido, mantendo as características do Southern Rock da banda sem tentar reproduzir uma formação do passado.

“Dixie Highway” olha para a juventude no sul dos Estados Unidos

A primeira amostra de “Lost Horizon” é “Dixie Highway”, disponibilizada junto ao anúncio do álbum. Assim, a música recupera experiências da juventude de Ingram na Flórida e fala sobre uma época de pouca preocupação com as consequências, carros, estrada e a sensação de viver no limite.

O guitarrista descreveu parte da letra como autobiográfica, lembrando dos dias em que dirigia pelas estradas do estado sem pensar muito no que ficava para trás. A escolha também reforça uma característica histórica do Molly Hatchet: a ligação entre sua música e a cultura do sul dos Estados Unidos, especialmente da região de Jacksonville, na Flórida, berço de nomes fundamentais do Southern Rock.

Essa origem também aparece de maneira menos discreta em outro título do disco: “Jacksonvillain”, trocadilho entre Jacksonville e a palavra inglesa “villain”.

A faixa será o terceiro single do álbum, com lançamento previsto para 13 de novembro. Antes dela, “Once A Gambler” chegará em 2 de outubro.

Uma música conhecida abre o álbum

Embora “Lost Horizon” represente o primeiro álbum desde 2010, uma de suas músicas começou a ser apresentada bem antes do anúncio. “Firing Line” saiu originalmente em 2023 e marcou a primeira composição inédita do Molly Hatchet em 13 anos. Dessa maneira, a faixa também havia sido registrada no Abbey Road e agora retorna ao disco em uma “Enhanced Version”.

Na época, Ingram já antecipava que a banda estava preparando um álbum e definia o material como uma espécie de “Molly Hatchet 2.0”: mantendo as raízes do grupo, mas levando a composição para a formação e o momento atuais.

Confira abaixo a arte de capa e as faixas de “Lost Horizon”:

  1. “Firing Line” (Enhanced Version)
  2. “Whiskey Desperado”
  3. “Jacksonvillain”
  4. “Dixie Highway”
  5. “Lost Horizon”
  6. “The Answer”
  7. “Moonshine All Mine”
  8. “Helter Skelter”
  9. “Stand Up For Freedom”
  10. “Stronger”
  11. “Once A Gambler”
  12. “Coming Home”
Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
Deixe seu comentário