Carnifex busca a brutalidade de 2005 em “More Than Misery”, primeiro álbum pela Sumerian Records

O Carnifex lançará seu décimo álbum de estúdio, “More Than Misery”, em 6 de novembro, marcando também a estreia da banda pela Sumerian Records. O anúncio veio acompanhado do videoclipe da faixa-título, que apresenta uma proposta bastante específica: recuperar características do início da carreira sem abandonar aquilo que o grupo incorporou à sua música nas últimas duas décadas.
A ideia foi trabalhar com a agressividade e a abordagem direta do Deathcore da primeira metade dos anos 2000, acrescentando as atmosferas sinfônicas que ganharam espaço nos trabalhos mais recentes. As guitarras, porém, voltam a ocupar o centro dos arranjos, enquanto as orquestrações passam a funcionar principalmente como suporte.
Para Scott Ian Lewis, o resultado também representa uma mudança na maneira de escrever sobre sofrimento.
“More Than Misery é sobre o que acontece quando o sofrimento deixa de ser apenas algo que você suporta e passa a ser aquilo que te transforma. Este é o Carnifex em sua forma mais honesta e brutal, sem pedir desculpas.”
Do Carnifex de 2005 aos recursos de 2026
A própria banda usa 2005, ano de seus primeiros lançamentos, como referência para explicar a construção do novo disco. Em vez de simplesmente tentar reproduzir aquela sonoridade, o objetivo foi imaginar como algumas das características daquela fase poderiam funcionar com a experiência e os recursos disponíveis atualmente.
Isso inclui as fundações de Death Metal, a violência característica da primeira geração do Deathcore e o uso posterior de elementos sinfônicos. A diferença está na hierarquia desses componentes: em “More Than Misery”, as guitarras deveriam permanecer como principal voz musical do grupo.
Outra preocupação apareceu durante a composição. Cada música certamente precisava funcionar no palco. Passagens foram avaliadas levando em consideração a resposta de uma plateia, a dinâmica de mosh e circle pits e, principalmente, se os cinco integrantes conseguiriam reproduzir os arranjos ao vivo sem depender de uma construção excessivamente baseada em estúdio.
Carnifex troca equipe de produção
O disco também trouxe uma mudança nos bastidores. As gravações aconteceram no Tennessee com Zach Householder, guitarrista do Whitechapel, enquanto Jeff Dunne ficou responsável pela mixagem. É a primeira vez que o Carnifex trabalha com essa dupla em um álbum completo.
Householder vem acumulando experiência também do outro lado da mesa de gravação e, desse modo, participou da produção de “Hymns In Dissonance”, trabalho lançado pelo próprio Whitechapel.
A alteração coincide com a mudança de gravadora. Assim, a parceria entre Carnifex e Sumerian Records foi anunciada em maio, quando saiu “Roses & Rotting Corpses”, primeira música da banda pelo selo. A faixa agora aparece incorporada ao repertório de “More Than Misery”.
Confira abaixo a arte de capa e as faixas de “More Than Misery”:

- “…and I Held Hands With Death”
- “More Than Misery”
- “The Process Of Pain” — feat. Chaney Crabb
- “No Gods Only Graves”
- “Coffin Crowned King”
- “Roses & Rotting Corpses”
- “Only The Dead”
- “Gothic Serpent”
- “Heart Made Of Teeth”
- “Licking Love From A Knife”
“More Than Misery” sucede “Necromanteum”, de 2023, e será lançado em formatos digitais, CD, cassete e diferentes edições em vinil.
