Álbuns injustiçados: Black Sabbath – “Technical Ecstasy” (1976)

PUBLICIDADE

Warner Bros. Records

Falar do gigante Black Sabbath é bastante comum, em se tratando de música pesada, mas falar com coerência sobre essa banda não é para qualquer um por diversos motivos dos quais não devo citar para não tornar o texto chato. Todos sabem de cabo a rabo sobre as mais diversas histórias envolvendo os habitantes dos arredores de Birmingham, na clássica Inglaterra. Portanto, não irei me aprofundar nessas mesmas histórias e voltar às atenções para o álbum que escolhi para fazer parte desse magnífico quadro. Ah, mas como você conseguiu partir de um Immolation para o Black Sabbath? Simples! Inspiração e ideia adquirida! Aproveitando o material que tenho em mãos, estou verificando o que pode se encaixar aqui e acabei tendo a ideia de citar um dos álbuns mais controversos do Black Sabbath, para vermos o quanto este disco foi injustiçado por uma grande parcela dos fãs, não somente à época do lançamento como atualmente.

Em meio às diversas crises que cercaram o lançamento do maravilhoso álbum “Sabotage” (1975), a banda meio que quase acabou ali, pois os conflitos com gravadora e entre os próprios membros da instituição eram constantes. Fatos que você conhece muito bem. Junto a isso a banda acabou obtendo uma sobrevida, lançando mais dois álbuns até que Ozzy Osbourne saísse de vez da parada e Ronnie James Dio o substituísse. Tudo isso aconteceu em um espaço de 5 anos. “Technical Ecstasy” foi lançado dia 1° de outubro de 1976 via Warner Bros. Records e só de ver pela capa já entregava que se tratava de algo bastante diferente de outrora com relação ao som que era praticado por Tony Iommi e sua trupe.

O ser humano por si só é muito visual, pois ele tende a dar atenção para o que ele vê ali com clareza. Depois que ele vai tentando decifrar e desvendar algo perante aquilo que o mesmo visualizou e notou. O Black Sabbath nunca foi de manter um logo único, sempre modificando as fontes desde o seu famosíssimo e aclamado debut. O que para muitos nunca foi um problema, mas quanto às capas em si, houve uma mudança bastante drástica. Uma capa branca para o Black Sabbath é de se pensar em um choque de realidade violento. Afinal, o Sabbath representava a aura sombria e macabra que transcendia a sua própria sonoridade que também era assustadora para os mais variados ouvintes. Uma capa completamente diferente do convencional tendo o preto como principal base e agora era branco. O que será que havia acontecido? O Black Sabbath ficou do “bem”? Gravaram um disco natalino ou coisa do tipo? Não! Não foi assim não. Apesar de que toda a estrutura ou falta dela envolvida causou uma confusão enorme quanto ao lançamento de “Technical Ecstasy”. Ah, mas esse disco não alcançou diversas premiações? É verdade que sim, mas não podemos negar o tanto que este disco sofreu por conta dos mais diversos motivos dentre alguns que citei acima.

Hoje em dia muitos o têm como outro clássico do Black Sabbath, outros entendem como um álbum mais ‘cult’, e existem os que renegam veementemente a existência de tal obra. Sendo assim, este full-length recebe a alcunha de injustiçado por conter um material qualificado, mesmo que não se compare aos discos anteriores e seus mais diversos hits. Aqui também existem alguns hits dos quais citarei a seguir. Porém, até mesmo a mídia virou as costas para esse álbum. Afinal, é mais fácil falar de “Paranoid”, “Vol. 4”, entre outros do que o próprio para que ninguém torça o nariz.

O lado A do disco contém faixas marcantes como “Back Street Kids”, “It’s Alright” e “Gypsy”. Já no lado B temos “Rock ‘N’ Roll Doctor” e “Dirty Women”. Sem contar as outras que não citei. Algumas destas canções você deve se lembrar de certa maneira, mas o álbum em si não costuma ser tão mencionado pelo público e muito menos por qualquer outro veículo de informação. O quase desastroso “Never Say Die” (1978) é muito mais citado e até venerado do que este. Ozzy quase não participa do disco e mesmo assim a obra ficou muito mais marcada do que seu antecessor. Pode acontecer isso? Pode sim e de diversas formas além da própria música. A capa não aceita que acabou sendo utilizada pelo Rainbow no álbum “Difficult To Cure” (1981) foi uma escolha acertada, pois a capa que conhecemos de “Never Say Die” é sucesso até os dias de hoje. Ao contrário da capa de “Technical Ecstasy” que dificilmente alguém comenta sobre.

Quer fazer um exercício comigo? Pegue o “Technical Ecstasy” e ouça sem pensar nos outros discos do Black Sabbath. Assim será mais fácil de perceber o quão rico é esse tempero “novo” que Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward e Ozzy Osbourne conseguiram criar para esta obra. Não ofusca os demais trabalhos, mas não se rebaixa da forma que muitos colocam.

“She was a gypsy woman
She was as cold as the day, yeah
She said I’d got it coming
And then she took me away, yeah“

Ouça o álbum na íntegra:

PUBLICIDADE

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Veja também

PUBLICIDADE
PARCEIROspot_img

Redes Sociais

30,849FãsCurtir
8,663SeguidoresSeguir
197SeguidoresSeguir
151SeguidoresSeguir
960InscritosInscrever

Últimas Publicações