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Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Troca de integrantes é, certamente, um dos grandes pesadelos para uma banda ou, pelo menos, costuma ser.

   

Independente da função do músico em questão, a troca de integrantes é algo que pode comprometer todo um trabalho e/ou a carreira de uma banda conceituada.

Desde a qualidade técnica até a aceitação do músico em questão (em especial os vocalistas) perante aos fãs, é certo que isso cause um certo medo, assim como é fato que a banda sinta um dose cavalar de frio na espinha ao encarar esta realidade nada satisfatória.

É importante salientar que por vezes o integrante não é um apenas “mais um integrante”, haja visto casos onde o profissional em questão é uma espécie de personificação da banda. Ou seja, ele carrega consigo a imagem e toda a fama que a banda ostenta, sendo muitas vezes o coração e o cérebro da mesma.

Seja por divergências musicais, brigas internas ou a mais terrível de todas as situações, a morte, a troca de um integrante é algo que imaginamos ser um verdadeiro pesadelo para ambos os lados (para quem sai e para quem entra).

Trocas em bandas requerem muito cuidado

O cuidado na substituição também envolve grandes riscos com gravadoras, uma vez que ao lançar seu novo trabalho, e este não caia nas graças dos fãs, então é certo que a gravadora colocará em xeque mate questões contratuais, e claro, o encerramento de um contrato.

Neste caso em específico, o perigo é mais iminente quando a troca envolve principalmente os vocalistas. É fato de que há uma responsabilidade muito maior, bem como as cobranças, vindas de todas as partes possíveis, incluindo os fãs que muitas vezes soam implacáveis.

Pensando e analisando todas estas questões, decidimos listar dez bandas que tiveram músicos substituídos, mas que conseguiram manter-se (ou retornar ao topo) graças as escolhas corretas/inteligentes, seguido de um disco muito bem composto, estruturado e claro, o apoio seguido da aceitação de seu maior algoz, o público!

PS: as bandas e discos escolhidos para este artigo não seguem nenhum padrão musical ou uma função específica relacionada ao músico contratado. Ou seja, estilos e funções variadas estarão presentes nesta matéria.

10º) Axel Rude Pell (Alemanha):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após seis discos lançados no período de 1989 a 1996, e três vocalistas diferentes (Charlie Huhn, Rob Rock e Jeff Scott Soto), o guitarrista alemão Axel Rudi Pell acertou o alvo em cheio ao escolher Johnny Gioeli (Hardline) para substituir Jeff Scott Soto nos vocais.

Sua entrada aconteceu no álbum “Oceans Of Time”, sétimo registro da banda, editado em 21 de agosto de 1998.

   

A conclusão desta substituição dispensa qualquer comentário, pois como sabemos, Gioelli permanece até os dias atuais em seu posto mostrando que sua escolha para assumir os vocais, foi uma escolha mais que acertada.

9º) Megadeth (Estados Unidos):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após três álbuns lançados no período de 1985 a 1988, Megadeth, banda americana de Thrash Metal lançava em 24 de setembro de 1990, “Rust In Peace”, 4º álbum de sua longa discografia.

Com apenas três registros lançados, a banda já havia trocado de guitarrista e baterista entre um disco e outro.

Em um curto período de tempo, passaram pela banda os guitarristas Chris Poland e Jeff Young, assim como os bateristas Gar Samuelson e Chuck Behler.

Assim sendo, “Rust In Peace” chegava trazendo exatamente dois novos músicos nas funções supracitadas, o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza.

Com esta formação, a banda que se manteve unida por um certo tempo (milagres acontecem), gravaram quatros novos trabalhos. Exceção apenas para Menza que não participou do álbum “Risk” (1999). Para seu lugar a banda recrutou o baterista Jimmy DeGrasso.

8º) Europe (Suécia):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após três excelente trabalhos editados entre 1983 e 1986, sendo “The Final Countdown”, o referido 3º registro e consequentemente um arrasa quarteirão na história da banda, o quinteto sueco precisou lidar com a saída de seu guitarrista original, John Norum, que não se sentia confortável com os “novos rumos” que a banda havia tomado.

Por incrível que possa parecer, o sucesso do disco e o reconhecimento mundial do Europe foram o motivo para Norum deixar a banda.

Sem pestanejar e sem perder tempo, o grupo recrutou Kee Marcello para o lugar deixado por Norum.

Como resultado: Kee Marcello caiu feito luva na banda, gravou “Out Of This World”, um dos melhores trabalhos de Hard Rock/AOR de todos os tempos e consequentemente da banda, mantendo assim o nome (e a música) do grupo em evidência.

   

Em 1991, o grupo lançou “Prisoners In Paradise”, quinto (e injustiçado) registro da carreira e o segundo registro com Marcelo nas guitarras, porém, este seria o último álbum do quinteto que encerraria as atividades tempos depois.

Em 2004, o grupo retornou com o line up original, com Norum nas guitarras, e gravaram “Start From The Dark”, um disco horrendo, desnecessário e totalmente descartável. E isso se mantém até os dias atuais.

7º) Metallica (Estados Unidos):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após três discos lançados no período de 1983 a 1986, Metallica, banda americana de Thrash Metal (na época) teria que lidar com uma triste realidade. A perda trágica do jovem baixista Clifford Lee Burton (Cliff Burton), morto em um trágico acidente em 27 de setembro de 1986, aos 24 anos de idade.

Encarando os fatos, a banda lança dois anos depois (em 06 de setembro de 1988), “And Justice For All”, quarto álbum oficial da carreira.

O novo disco marca a estreia do novo baixista, o americano Jason Newsted (ex-Flotsam and Jetsam) que permaneceu no posto até 1998, gravando no total quatro discos oficiais.

Após sua saída, a banda recrutou Roberto Trujillo (Jerry Cantrell, Ozzy Osbourne, Suicidal Tendencies).

6º) Savatage (Estados Unidos):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após lançar sete álbuns oficiais de estúdio entre 1983 a 1993, os americanos do Savatage, banda americana de Heavy Metal, viveram exatamente o que o Metallica viveu.

Logo após o excelente “Edge Of Thorns”, Criss Oliva, guitarrista e um dos membros fundadores do grupo, perde a vida após um acidente de carro.

Segundo informações, um motorista que estava bêbado bateu violentamente contra o carro de Chris, causando sua morte instantânea com apenas 30 anos de idade.

Além de exímio guitarrista, Criss Oliva foi ao lado de seu irmão Jon Oliva, um dos líderes fundadores do Savatage.

Em 15 de agosto de 1994, a banda lançou “Handful Of Rain”, oitavo álbum da carreira trazendo Alex Skolnick (ex-Testament) assumindo as guitarras.

   

5º) Def Leppard (Reino Unido):

Troca de integrantes em uma banda – Problema ou solução?

Após lançar dois discos oficiais, além de seu EP de estreia em 1979, Def Leppard, banda de Heavy Metal/NWOBHM (na época) sofreu sua primeira baixa. A saída do guitarrista Pete Willis, um dos líderes fundadores da banda devido ao seu problema com alcoolismo.

Sem perda de tempo, a banda recrutou Phil Collen da banda Girl substituindo o agora ex-guitarrista Pete Willis.

A estreia de Collen não demorou. Já que dois anos após “High ‘n Dry”, lançado em 1981, a banda lança, em 1983, o excelente “Pyromania”. Terceiro registro que é indiscutivelmente um dos grandes trabalhos do Leopardo Surdo.

Caindo feito luva na banda, Phil Collen tornou-se então o guitarrista oficial da banda que após perder Steve Clarke, manteve-se ativo por um tempo apenas com Collen sendo o responsável pelas guitarras.

Apesar de seus créditos no disco, Willis não fez parte da promoção e divulgação de “Pyromania”.

4º) Rush (Canadá):

Um ano após o lançamento de seu álbum homônimo de estreia, no formato independente, o trio canadense Rush lidou com sua primeira baixa. A saída do baterista original John Rutsey.

Motivos de saúde como a diabetes fizeram com que Rutsey deixasse a banda. Ele foi substituído pelo novato (na época) Neil Ellwood Pear. De acordo com o vocalista Geddy Lee, sua escolha se deu por conta de seu estilo de tocar. Pois o estilo de Pert lembrava bastante o que fazia Keith Moon do The Who, um dos bateristas prediletos da banda.

Oficialmente, Peart integrou a banda em 29 de julho de 1974, duas semanas antes de uma turnê pelos Estados Unidos quando eles abriram para o Uriah Heep.

Além de baterista, Neil Peart também tornou-se o principal letrista da banda.

   

Sua estreia como em disco aconteceu no álbum “Fly By Night”, segundo registro da banda editado em 15 de fevereiro de 1975.

Durante toda sua vida, Peart integrou apenas e tão somente o Rush, sendo este seu único grupo durante longos anos.

Em janeiro de 2020, o músico partiu para um outro plano de vida aos 67 anos de idade.

3º) Van Halen (Estados Unidos):

Após lançar seis discos oficiais como frontman do Van Halen, o vocalista David Lee Roth decide deixou a banda. Lee Roth partiu para sua carreira solo com sua Dave Lee Roth Band.

Sua saída deu-se após o disco “1984”, sexto e bem sucedido trabalho que obteve excelente repercussão e sucesso graças a “Jump”, canção que despontou no topo da Billboard americana.

Dessa forma, a banda precisava de um substituto urgente e ele veio rapidamente, em 1985. Segundo fontes, a indicação de Sammy Hagar veio através de um mecânico que cuidava do carro de Eddie Van Halen e, sabendo que este estava em busca de um vocalista para sua banda, passou o contato de um de seus clientes, Hagar.

O primeiro registro com Hagar comandando os vocais chegou às lojas em 24 de março de 1986. Ou seja, “5150”, sétimo registro da carreira da banda.

O sucesso veio instantaneamente através de canções como “Dreams” e “Why Can’t This Be Love”. Elas foram as randes responsáveis pelas vendagens do disco e claro, por atingir a 3a posição na parada da Billboard americana.

Começava assim a era Sammy Hagar, que ficou conhecida carinhosamente pelos fãs como “Van Hagar”, durando até 1996 quando o vocalista deixou o posto. Rumores deram conta de que atritos durante as gravações de “Humans Being”, canção tema do filme “Twister”, Hagar não concordava com o fato da banda lançar uma coletânea ao invés de um disco novo de inéditas, resolvendo deixar o posto.

2º) Black Sabbath (Reino Unido):

Após o conturbado “Seventh Star”, 12º álbum da carreira do Black Sabbath, lançado em 28 de janeiro de 1986, Tony Iommi recrutaria o vocalista Ray Gillen, conhecido por seus trabalhos ao lado do Badlands. Porém, as coisas não saíram como planejado e Tony Martin foi chamado às pressas para substituir Gillen, que havia deixado a banda em meio às gravações do álbum “Eternal Idol”.

Segundo consta, o encontro entre os “Tonys” (Iommi & Martin) deu-se através do gerente de Martin, antigo companheiro de escola do líder do Sabbath.

   

Com a participação ativa na elaboração e arranjos das canções, que originalmente foram escritas para os vocais de Gillen, Martin dominou bem a situação. Assim sendo, “The Eternal Idol”, lançado em 23 de novembro de 1987, marcou a estreia de Martin no Black Sabbath.

Como novo frontman, Martin ainda gravaria “Headless Cross” (1989) e “Tyr” (1990), fechando assim uma trinca excepcional ao lado da banda.

Vale lembrar que a era Tony Martin, ainda é motivo para discussões acaloradas entre os fãs da banda .

Martin divide os fãs em duas alas: aqueles que o amam, e aqueles que o odeiam com todas as suas forças.

1º) Accept (Alemanha):

Após a saida do vocalista Udo Dirkschneider, pela primeira vez, o equívoco na substituição David Reece, seguido do retorno. Em seguida, a saída pela segunda vez de Udo, os alemães resolveram dar um tempo nas atividades musicais ao optar por um hiato que durou 14 longos anos (1996-2010), quando em 2010, a banda resolveu retomar sua carreira.

Com um novo line up, e agora com com um novo vocalista, o americano Mark Alan Tornillo (Mark Tornillo), conhecido por ser o vocalista da banda americana TT Quick, Accept estava de volta com uma carga máxima de peso e um novo trabalho que prometia colocar a banda no lugar de onde jamais deveria ter saído.

Lançado oficialmente em 20 de agosto de 2010, “Blood Of the Nations”, décimo segundo registro, marcou não apenas o retorno dos alemães, bem como o início de uma nova fase madura e sólida na carreira da banda que desde então permanece ativa, lançando discos excepcionais, e fazendo o que poucas bandas conseguiram fazer: criar novos clássicos, e fazer com que os fãs (mesmo aqueles mais saudosista) esqueçam que Udo um dia esteve à frente da banda.

A era Tornillo conta com cinco discos oficiais, sendo “To Mean To Die”, seu mais recente trabalho de inéditas, editado em 29 de janeiro de 2021.

E voce? em sua opinião, qual ou quais as bandas trocaram de músicos e se mantiveram fiéis, não decepcionando no(s) trabalho(s) seguinte(s)?

Redação: Geovani “Village People” Vieira

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Comentários

  1. Na minha opinião sobre o Sepultura, Andreas deveria ter mudado o nome da banda…sobre essa questão de aposentadoria da banda, parece mesmo que foi a decisão de Andreas e Paulo…vejo Derrick e Eloy ainda em forma para tocar e cantar!!!! Sobre Sabbath, lembro de um amigo meu que é muito fã de metal melódico dizer gostar do Sabbath na fase Dio…porque será né???? Sabbath, acredito que o termo ¨Heavy Metal¨serviu e encaixou bem nessa fase Dio…principalmente por causa da voz!!!! Sobre essa coisa de troca de guitarrista, baterista sobre tal banda…isso depende de qual banda seria!!!! Steve Harris já disse uma vez que enquanto Nicko Mcbrain ainda aguentar, a banda Iron Maiden ainda continua…os caras do Maiden já é uma banda estabilizada, não pensam mais apenas no bolso e assim vai sobre as bandas veteranas!!!! Rush ainda é uma banda nova, se comparar com o Maiden…ainda tem muito gás e energia para continuar, sendo que na minha opinião a banda muitas vezes só acaba quando acaba mesmo em termos de decisão e sabedoria!!!! Valeu!!!!

  2. Rush não é uma banda nova. Ela foi criada em 1968, trocou o baterista em 1974 e só parou com a morte de Neil Peart em 2020. Rush é mais antiga que o Iron Maiden.

    O Black Sabbath foi um dos 3 fundadores do heavy metal em 1969, junto com o Led Zeppelin e o Deep Purple. Depois desse trio veio o Judas Priest, o Motorhead e só mais tarde ganharam relevância as bandas do NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) da qual o Maiden faz parte.

    A fase Dio marcou o retorno do Black Sabbath ao mesmo tipo de qualidade e vigor musical que a banda teve na primeira metade da década de 70. Heaven & Hell é um disco similar aos primeiros discos da banda.

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