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Resenha: Rezet – “Truth In Between” (2021)

“Truth in Between” é o quinto álbum de estúdio da banda de Thrash Metal alemã, Rezet. Ele foi lançado no último dia 29 de janeiro pelo selo Metalville, sendo sucessor do full lenght, “Deal With It”, de 2019.

   

Se ao ouvir o Thrash Metal do Rezet, você espera algo como Sodom, Destruction, Kreator, Tankard ou Exumer, eu te digo para que não tenha tal expectativa.

O Thrash deles se assemelha bem mais com o norte-americano do que com o teutônico. Muito mais fácil identificar sua sonoridade com Megadeth, principalmente, Metallica, ou mesmo Testament antigo, do que qualquer uma das bandas que fizeram famoso o Thrash Metal germânico.

Mas e a música do Rezet, ela tem qualidade?

Sim, pois não há regra para que determinada escola siga um padrão A ou B, e sim, as canções deles me agradaram bastante.

REZET / Photo By: Jean-Michel Jorissen

Assim que, a dupla de guitarristas, que é formada por Ricky Wagner, que também é vocalista, e Heiko Musolf, executa riffs e solos influenciados na velha escola norte-americana.

Solos esses que são recheados de feeling, melodia, pegada e técnica. A cozinha do baixista Loren Kandolf e do baterista Bastian Santen atua de forma precisa, dando sustentação a todas as canções do Rezet.

Enquanto isso, Ricky Wagner me agrada muito como cantor, principalmente, por não querer ser o “podrão” do Thrash e também colocar uma pequena dose de melodia em sua execução vocal.

Agora, vamos falar sobre as faixas:

1.Back For No Good:

Em primeiro lugar, Rezet acertou na escolha da faixa de abertura do disco. Ela é rápida, pesada, melódica e, fatalmente, convincente.

Dentre as influências nítidas da banda já supracitadas, Megadeth é a mais evidente, porém, não significa que a sonoridade seja uma cópia da “Dave Mustaine’s band”, mas tão somente possui um maior grau de inspiração.

2.Deceveid By Paradise:

Tão fantástica quanto a anterior, possuindo riffs ainda mais trabalhados e complexos, refrão forte e que é facilmente assimilável com melodia presente nos vocais de Wagner, além disso, as mudanças rítmicas empolgantes.

3.Populate. Delete. Repeat:

Eis minha canção favorita do disco em todos os sentidos. Embora ela seja mais cadenciada na maior parte do tempo que suas duas antecessoras, ela impõe mais peso e poder a audição, também possuindo o refrão mais encantador do disco e que não sai da mente com tanta facilidade.

   

Assim sendo, a sonoridade lembra uma mescla de Mettalica, Megadeth, Testament e Slayer na época do Seasons In The Abyss. Melhor música de Thrash Metal de 2021 até o presente momento.

4.Renegade:

Em seguida, a velocidade volta a dar as cartas no jogo. A audição não abaixa a sua vibe e prende a minha atenção a todos os detalhes sonoros.

Eis o tipo de Thrash Metal que mais me agrada e que é a pedra no sapato dos chatos “troozaums” cagadores de regras no Metal. Não tenho reclamações e nem críticas, por enquanto.

5.Half a Century:

Continua com a certeira fórmula das quatro primeiras faixas. Uma bela linha de baixo com muito sustain destaca Lorenz Kandolf. Os solos e riffs de guitarra seguem fazendo a diferença. Até aqui está tudo perfeito.

REZET / Photo By: Jean-Michel Jorissen

6.Infinite End:

Porém, nem todas são flores. Apesar de começar com um divino solo de guitarra, acho que a audição diminuiu o seu nível por causa dessa faixa. Ela me agrada mais do meio para o final, mas ainda sim, não faria falta se não estivesse no disco.

7.Truth In Between:

Em contrapartida, retoma a grandiosidade presente nas cinco primeiras do full lenght. A faixa título tem o riff mais pesado do registro e isso soou fundamental por ter dado sequência, justamente, a música mais morna do álbum. “Truth In Between” devolve a alta vibe à audição.

8.Jailpit:

Acelera o ritmo e me lembra as bandas da Bay-Area, mais especificamente o Testament na época de seus clássicos “The Legacy” e “The New Order”.

9.I’m Not Gonna Stop:

Mais uma canção desnecessária no disco. Fraca, não diz nada e não empolga.

10.The Plague:

Sobretudo, se destaca por conter vocais mais agressivos que no restante do disco. Não encontrei informações sobre se a voz é de Ricky Wagner ou de algum convidado.

A música em si não é espetacular, ainda que melhore muito do meio para o final, inclusive com solo de guitarra muito foda.

11.(Un)certain Crimes:

   

A saber, é introduzida por um riff pesado e sombrio. Ela volta a botar fogo na audição após duas canções um tanto mornas. Resgata o mesmo nível das cinco primeiras faixas com mudanças rítmicas que reacendem a brutalidade e o Thrash Metal na veia.

12.Never Satisfeid:

Não, não é cover do Judas Priest do álbum “Rocka Rolla”, mas é uma homônima com uma interessante pegada Megadeth, mesclada com uma pitada de Prog. Ela me agradou, ainda que não repita o nível do início.

13.The Last Suffer:

Enfim, encerra o quinto full lenght do Rezet. Fantástica, ela é a minha segunda favorita do trabalho, pois resgata o nível do início do mesmo com ainda mais velocidade e brutalidade, a propósito, sendo de longe a mais rápida.

Apoteose devastadora para um disco de Thrash Metal.

Essa é somente minha primeira resenha de um disco de Thrash em 2021, pois esse subgênero ainda não fez minha cabeça esse ano como fez nos anteriores, ainda que eu tenha gostado muito de outros discos como o do Angelus Apatrida e Bloodkill. Bom, mas ainda estamos em março, muita coisa vai rolar. Podemos ter Exodus e Megadeth logo mais.

Das treze faixas do “Truth In Between”, dez eu gostei muito e três eu considero dispensáveis. Rezet poderia ter lançado o disco só com dez canções, que teria sido bem melhor.

Mas no um contexto geral, eu curti bastante.

Nota: 8,4

Integrantes:

  • Ricky Wagner (vocal e guitarra)
  • Heiko Musolf (guitarra)
  • Bastian Santen (bateria)
  • Lorenz Kandolf (baixo)

Faixas:

  • 1.Back For No Good
  • 2.Deceived By Paradise
  • 3.Populate. Delete. Repeat.
  • 4.Renegade
  • 5.Half a Century
  • 6.Infinite End
  • 7.Truth In Between
  • 8.Jailpit
  • 9.I’m Not Gonna Stop
  • 10.The Plague
  • 11.(Un)certain Crimes
  • 12.Never Satisfied
  • 13.The Last Suffer

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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