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DO PIOR AO MELHOR: URIAH HEEP

A sessão “do pior ao melhor” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo ao mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda e, obviamente, o fator diversão, entre outros.

Note que não estamos impondo certezas ou leis, esta é apenas uma análise feita por um criador de conteúdo do site para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking, baseando-se nas informações acima descritas. Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.

   

Neste episódio, teremos os britânicos do Uriah Heep!

Divulgação / URIAH HEEP (1972)

Uma breve apresentação:

Eis um dos maiores e mais injustiçados (pelo menos aqui no Brasil, são) nomes do Rock de todos os tempos. Formado em 1969, Uriah Heep sempre buscou uma sonoridade diferenciada, buscando unir elementos de Classic, Hard e Prog Rock. Suas letras inspiradas em ocultismo, magia e os mais diversos assuntos lhes tornaram uma das lendas da música pesada.

Com vocês, Uriah Heep, Do Pior Ao Melhor:

24 – EQUATOR (1985)

Antes que alguém pense ao contrário, eu gosto muito da Era Peter Goalby. “Abominog” e “Head First” foram muito bem no meu conceito e acho que esse período mais AOR do Uriah Heep funcionou. Porém, “Equator” exagerou na modernização da sonoridade e realmente se distanciou demais da essência da banda. Não é um disco totalmente ruim, pois ele tem suas músicas agradáveis, mas ainda assim, merece segurar essa lanterna.

23 – OUTSIDER (2014)

Embora não tenha conseguido nenhum disco de grande relevância, a era Bernie Shaw não fez feio ou deixou a desejar, sendo ele um grande vocalista. Simplesmente, “Outsider” não me chamou atenção e não tenho vontade de escutá-lo novamente. Talvez fossem necessárias mais audições? Talvez sim, porém, esse é o meu atual conceito, mas claro, um dia pode mudar como tudo muda.

22 – INTO THE WILD (2011)

Eu poderia usar o mesmíssimo texto que usei para falar do “Outsider”, porém “Into The Wild” me chamou um pouquinho mais a atenção na época de seu lançamento, mas, ficou nisso e isso justifica sua colocação na zona da degola.

21 – RETURN TO FANTASY (1975)

Muitos fãs do Uriah Heep vão querer me trucidar por colocar “Return Of Fantasy” na zona de rebaixamento dessa lista, mas, convenhamos, além da clássica e obrigatória faixa título, o que temos mais? “Prima Donna”, “Why Did You Go” e “A Year Or A Day”? Pouco demais para a fase Byron. Vocês não concordam?

20 – DIFFERENT WORLD (1991)

Após o surpreendente “Raging Silence” (1989), “Differet World” me surpreendeu negativamente. Sim, há “Blood Stone” e “Different World” que são bem legais, todavia, essa queda em relação ao antecessor pesou bastante.

19 – HIGH AND MIGHTY (1976)

Eis o último registro do saudoso David Byron no Uriah Heep. Muitos problemas internos turvaram a atmosfera dessa obra com direito a mensagem subliminar para o produtor na canção “Woman Of The World”, que é bem legal, por sinal. “One Way Or Another”, “Weep In Silence” e “Footprints In The Snow” são as outras que eu também aprecio.

18 – WAKE THE SLEEPER (2008)

Ele é o primeiro disco sem Lee Kerslake, após 26 anos consecutivos dele no line-up. Russell Gilbrook foi um substituo competente, não restam dúvidas sobre isso. Porém, o nível excepcional do single “Overload” não fora mantido pelas demais faixas. Não que elas sejam ruins, mas um disco no mesmo nível “Overload” seria clássico. Ainda assim, fiquei muito contente na época do seu lançamento pela resposta rápida que o Uriah Heep deu a aposentadoria de Lee por motivo de saúde.

17 – FALLEN ANGEL (1978)

A passagem de John Lawton pelo Uriah Heep foi curta, porém marcante demais. Os dois primeiros álbuns pegaram na veia, porém Lawton e Hensley estavam se desentendendo e no “Fallan Angel” isso pode ser sentido no nível geral das canções. Ainda assim, “Woman Of The Night”, a balada “Come Back To Me” e a faixa título são boas demais.

16 – SONIC ORIGAMI (1998)

Último registro de Lee Kerslake no quinteto. Há fantásticas canções: “Between Two Worlds”, “I Hear Voices”, “The Golden Palace” e “Sweet Pretender”, porém fora essas, as demais não me chamam muito a atenção.

15 – CONQUEST (1980)

Único registro a contar com a bateria de Chris Slade (Lee Kerslake tinha ido tocar com Ozzy Osbourne) e o vocalista John Sloman. Último trabalho a contar com a genialidade de Ken Hensley. O disco mais injustiçado pelos fãs, muitos sequer o ouviram com atenção. “No Return”, “Imagination”, “Feelings”, “Fools” e “It Ain’t Easy” já fazem a audição valer à pena. Trevor Bolder gravou a sua melhor performance.

14 – HEAD FIRST (1983)

Segundo disco que conta com Peter Goalby como vocalista. Não repetiu “Abominog”, porém é agradável de ouvir. “The Other Side Of Midnight”, “Stay On Top”, “Love Is Blind” e “Straight Through the Heart” são a sua nata.

13 – RAGING SILENCE (1989)

Após terem registrado o lendário live-album “Live In Moscow”, foi a vez de Bernie Shaw e Phil Lanzon, que substituíram Peter Goalby e John Sinclair, respectivamente, fazerem a sua estreia em um disco de estúdio. O cover do Argent, “Hold Your Head Up”, “Blood Red Roses”, “Cry Freedom” e “More Fool You” são as principais canções de um ótimo recomeço após o fraco “Equator”.

12 – LIVING THE DREAM (2018)

Após uma sequência de full lenghts que não me convenceram, “Living The Dream” buscou resgatar as raízes 70’s e deu super certo o resultado. Ele é o mais recente registro do quinteto e serviu como prova de que eles ainda estão mandando muito bem e tem gordura pra queimar.

Gostei demais e tive o prazer de escrever a resenha:

11 – ABOMINOG (1982)

Lee Kerslake havia retornado a banda. Peter Goalby, John Sinclair e Bob Daisley (que estava com Lee na banda de Ozzy) fizeram a sua estreia. Sem dúvidas, ele é o disco marcante dessa era, tanto pela sua capa fantástica, quanto pelas canções: “Too Scared To Run”, “Prisioner”, “That’s The Way That It Is”, “Hot Persuasion”, “Sell Your Soul” e “Think It Over”, que é a melhor de todas. Ele é diferente do que o Uriah Heep fez nos anos 70? Sim, mas é ruim? De forma alguma.

10 – SEA OF LIGHT (1995)

Eis a cereja do bolo da era Shaw. “Against the Odds”, faixa de abertura, tornou-se quase que obrigatória nos sets; “Fires Of Hell (My Only Son)” resgata e moderniza a sonoridade da era Byron. Show de canção. “Mistress Of All Time”, “Fear Or Falling” (cantada por Trevor Bolder), “Logical Progression”, “Words In The Distance” e “Dream On” são as marcas de um disco de uma nível que fazia muito tempo que não era gravado.

   

9 – …VERY ‘EAVY …VERY ‘UMBLE (1970)

Quando eu assisti a entrevista que Mick Box cedeu para o Gastão Moreira, me surpreendi quando ele disse que esse era o álbum preferido dele da era Byron. Apesar de ser um disco agradável de se ouvir e representar as raízes mais profundas da banda, ele não tem a sonoridade que tornaria o Uriah Heep uma lenda, posteriormente. “Gyspsy”, seu único clássico, “Walking In Your Shadow”, “Come Away Melinda” e “I’ll Keep On Trying” são minhas preferidas desse debut, que tem o seu valor histórico e tem qualidade, mas jamais para merecer o pódio.

8 – SALISBURY (1971)

Pensem em um disco lindo. Além das clássicas, “Bird Of Prey” e “Lady In Black” (cantada por Ken Hensley), ainda temos a jazzística “The Park”, “Time To Live”, “High Priestess” (também cantada por Hensley) e a gigante faixa título, fazendo viajar em beleza musical por 16m20s de duração. Porém esse álbum ainda não representa a sonoridade que tornaria o Uriah Heep uma lenda nos anos 70.

7 – INNOCENT VICTIM (1977)

Outro registro importantíssimo da discografia. “Keep On Riding”, “Flying High”, a pesada “Free And Easy”, as baladas “Illusions” e “Choices”, “Free Me” e “The Dance”. Trevor Bolder teve uma performance sensacional, principalmente na música bônus “The River”, que acabou fazendo parte do disco, posteriormente, ao seu lançamento. John Lawton, como sempre, arrebentou no vocal.

6 – FIREFLY (1977)

O primeiro disco a ter Lawton substituindo David Byron é também o melhor fora da era Byron. “The Hanging Tree”, “Been Away Too Long”, “Wise Man”, “Do You Know”, “Rolling On”, o lindíssimo single “Sympathy” e a faixa título, “Firefly”, formam um disco que beira a perfeição. Absolutamente tudo funcionou aqui e essa posição é mais do que merecida.

5 – WONDERWOLRD (1974)

Quando escutei esse disco pela primeira vez, não dei muita bola pra ela. Duas décadas depois, aconteceu de eu revisitá-lo com outra mentalidade. Que disco absurdo de perfeito. Como eu pude não gostar disso de primeira? Acho que eu não devo ter ouvido com a atenção merecida. A épica “Wonderwold”, “Suicidal Man”, a arrepiante “The Shadowns And The Wind”, “So Tired” (abertura do show deles que vi em 2006), a fantástica “The Easy Road”, o blues “I Won’t Mind”, “We Got We” e “Dreams”. Disco impecável e só não chegou ao pódio porque daqui em diante só temos joias valiosas da música setentista.

4 – SWEET FREEDOM (1973)

De agora em diante, as palavras começam a ficar difíceis, pois há tanta coisa a dizer que é complicada a escolha do que argumentar. O que pensar de um disco que tem: “Stealin'”, “One Day”, “Dreamer”, “Sweet Freedom”, “If I Had A Time” (isso aqui moldou minha existência), “Seven Stars”, “Circus” e divina “Pilgrim”? As canções falam por isso. Até parece uma coletânea e o pódio não é diferente disso. Nessa fase o Uriah Heep era realmente acima da média.

3 – LOOK AT YOURSELF (1971)

Apesar desse não ter sido gravado com o line-up up considerado o perfeito do quinteto, foi aqui que a sonoridade de êxito do Uriah Heep iniciou. Nisso, eu estou de acordo com Mick Box. Aqui, começou a trinca de ases de ouro, a qual seria fechada no ano seguinte com dois lançamentos fabulosos. “Look At Yourself”, “July Morning”, “Tears In My Eyes” e “Love Machine” são as suas canções clássicas, as quais eu prefiro as versões contidas no “Uriah Heep Live 1973”, tocadas pela melhor formação da banda em toda a sua história.

2 – DEMONS & WIZARDS (1972)

Quando Mick Box, David Byron, Lee Kerslake, Ken Hensley e Gary Thain se juntaram, simplesmente, a mágica aconteceu. “The Wizard” ajudou o disco a vender, porém as canções: “Traveller In Time”, “Easy Living”, “Circle Of Hands”, “Paradise” e “The Spell” que se tornaram absolutamente clássicas e obrigatórias. “Demons & Wizard” merece essa medalha de prata.

1 – THE MAGICIAN’S BIRTHDAY (1972)

Muita gente, até penso que seja a maioria dos fãs, coloca o “Demons & Wizards” aqui no lugar mais alto do pódio. Porém, a minha relação de amor com o “The Magician’s Birthday” é tão grande que não me permitiria fazer isso. Esse disco é um verdadeiro sonho. “Sunrise” com sua letra épica, a qual tenho decorada em inglês e a tradução em português; o Hard 70’s, “Spider Woman”; “Blind Eye” que me faz pirar na música e letra; “Echoes In The Dark” que é pura viagem psicodélica; a balada piano e voz “Rain”; “Tales”, que tem mais uma letra épica do disco e fechando, “The Magician’s Birthday”, que tem uma letra tão sombria, que serviria para uma canção de Black Metal, além de ser belíssima.

Deu pra entender o porquê “The Magician’s Birthday” é o CAMPEÃO desse ranking do Uriah Heep?

Qual é o seu campeão?

Gostou? Concorda? Se a resposta para ambas as perguntas forem não, isso faz parte. O importante é que falamos de toda a discografia de um lendário quinteto do Hard Rock.

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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Comentários

  1. Uriah Heep é uma banda que foi a minha paixão na adolescência!Demons & Wizards pra mim é o melhor disco deles! Me considero viúva de David Byron

  2. Sou um Heep maníaco,posso não concordar com algumas posições, mas respeito seus comentários sobre cada álbum! E realmente o Uriah Heep foi o mais injustiçado grupo do Rock,quem não já leu o que uma certa crítica da Rolling Stone escreveu sobre eles?

  3. Irmão,pra mim Sweet Freedom é insuperável…Circus foi e continua sendo a coisa mais linda que já ouvi na vida.Nunca vai haver nada mais bonito.

  4. Sensacional. Lamento que todas essas obras lindas um dia cairão no esquecimento…as rádios só tocam “easy living” e por um milagre “fallen Angel” …são ótimas mas não mostra para essa nova geração nem um milésimo do que é essa banda maravilhosa. Parabéns, excelente trabalho
    .

  5. demons and wizards é um dos 10 maiores clássicos do anos 70s, porém respeito sua opinião. canções com traveller in time, the wizard e circle of hands jamais serão repetidas por banda alguma na história do rock.
    abraço e sucesso sempre.

  6. Cara… Para mim há muitas controvérsias a respeito do que colocou do pior para o melhor mas colocar High and Mighty na quela posição foi um desrespeito ao próprio Uriah Heep. A matéria foi boa mas vejo mais como uma opinião pessoal. Achar que o Conquest é melhor que High and Mighty sinceramente acho que nenhum fã do mundo acharia isso. Mas como fã agradeço e fico feliz pela matéria.

    • É realmente uma questão pessoal para mim! Me baseio no momento no qual a banda vivia. Não há disco ruim do Uriah Heep pra mim, tanto que fazer esse ranking não foi nada fácil. Mas valeu por participar!

    • O Conquest tem linhas de baixo fantásticas. Acho que o Trevor Bolder só tocou melhor no “Innocent Victim” que nesse disco! Eu também demorei bastante pra gostar dele, e antes que você pense ao contrário, amo o “High And Mighty”

  7. Concordo em parte , nais gosto não se discute eu por exemplo acho look ar yourself o melhor depois o very Umble, só não gosto do equator. Return to fantasy lá trás que isso ? Living the dream é ótimo e john lawton é demais .

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