Charlie Benante diz que pode compor novas músicas do Pantera e manter o estilo da banda com fidelidade

Quando Pantera anunciou seu retorno aos palcos com os membros remanescentes Phil Anselmo e Rex Brown, uma parcela considerável do público recebeu a notícia com desconfiança. Afinal, a ausência dos irmãos Vinnie Paul e Dimebag Darrell, dois pilares fundamentais da história da banda, parecia um obstáculo difícil de superar. Nos primeiros meses, críticas e questionamentos dominaram as redes sociais, mas o cenário mudou à medida que os shows aconteceram e milhares de fãs puderam testemunhar a força das apresentações ao vivo.
Com o passar do tempo, o que inicialmente gerava resistência passou a despertar sentimentos de nostalgia. Muitos dos que rejeitavam a iniciativa acabaram reconhecendo o valor da proposta. Desde o início, os músicos deixaram claro que se tratava de uma celebração ao legado dos irmãos Abbott e uma homenagem à importância do Pantera. No entanto, após cerca de quatro anos de estrada, uma pergunta começou a surgir com cada vez mais frequência: seria possível que essa formação gravasse material inédito?
Foi justamente sobre esse tema que o baterista Charlie Benante, conhecido por seu trabalho no Anthrax, falou durante uma participação recente no podcast Talk Is Jericho, apresentado por Chris Jericho.
Charlie Benante acredita que novas músicas podem acontecer
Questionado sobre a possibilidade de ele e Zakk Wylde criarem riffs inéditos no estilo do Pantera para um eventual lançamento de estúdio, Benante não descartou a ideia.
“Ah, eu consigo fazer isso, sem dúvida. Mas ainda não sei se é para esse caminho que tudo está indo. Eu esperaria que, em algum momento, acontecesse. Veremos. Na verdade, tudo depende de Philip e Rex, de onde eles querem levar isso. Zakk e eu estamos apenas acompanhando a jornada e ajudando no que pudermos.”
A declaração certamente alimentará as discussões entre os fãs. Embora o grupo jamais tenha anunciado planos para compor novas músicas, não é a primeira vez que integrantes da atual formação demonstram essa vontade. Em entrevistas anteriores, Benante também revelou o desejo de lançar um álbum ao vivo para registrar esta fase da trajetória da banda.

O compromisso de honrar o legado de Vinnie Paul
Durante a conversa, o baterista também explicou como aborda o repertório clássico do Pantera. Segundo ele, sua maior preocupação sempre foi preservar a essência criada por Vinnie Paul. E ele faz isso evitando inserir elementos excessivamente técnicos ou característicos do seu trabalho no Anthrax.
“Acho que a questão é que as pessoas não percebem isso, mas o estilo de bateria do Anthrax, ou a maneira como a bateria funciona no Anthrax, é muito mais carregada de elementos. O estilo de tocar do Vinnie é muito mais direto — eu costumo dizer que ele é o arroz com feijão do Pantera, porque quando o Vinnie fazia algo com um pouco mais de brilho ou personalidade, era como: ‘Uau, isso é muito legal. Isso é uma marca registrada dele.’ Seja em ‘Becoming‘ ou ‘Cowboys From Hell‘, aquilo é totalmente um lick do Vinnie. Não havia a menor chance de eu substituir isso por algo excessivamente elaborado.”
O músico destacou que reproduz as partes originais da forma mais fiel possível. Inclusive utilizando uma configuração de bateria praticamente idêntica à que Vinnie Paul usava nos tempos áureos do grupo.
“Eu me mantive exatamente no que o Vinnie fazia. E já disse isso muitas vezes: a configuração da bateria é exatamente igual à dele, então não posso simplesmente sair tocando qualquer outra coisa. Estou seguindo as partes dele. E acho que Philip e Rex realmente respeitam isso. Eu sei que respeitam, porque às vezes o Rex fecha os olhos e parece que está tocando com o Vinnie novamente. Ele já me disse isso. A mesma coisa acontece com o Philip. Eles querem ouvir as músicas da forma como sempre as ouviram. Então eu não cheguei para modificar nada. Estou tocando exatamente da maneira que eles querem.”
Das críticas ao reconhecimento
Ao longo dos últimos anos, Charlie Benante também comentou diversas vezes sobre a resistência inicial enfrentada pelo projeto. Para ele, muitos críticos mudaram de opinião depois de presenciarem os shows e perceberem que a intenção jamais foi substituir os integrantes originais.
O baterista relembrou que diversas famílias passaram a frequentar as apresentações, incluindo jovens que nunca tiveram a oportunidade de ver o Pantera em atividade. Segundo ele, essa troca geracional ajudou a transformar a percepção do público sobre a iniciativa.
Enquanto não existe qualquer confirmação oficial sobre um eventual álbum de inéditas, as declarações de Benante mostram que a ideia não está completamente fora de cogitação. Por enquanto, qualquer decisão dependerá principalmente de Phil Anselmo e Rex Brown, mas o simples fato de o assunto continuar surgindo nas entrevistas indica que a discussão permanece viva dentro do universo do Pantera.

para mim seria artificial um novo material o dna da banda era os irmãos abbott mesmo que rex seja membro mais antigo ainda vivo ele não e um dos fundadores da banda ,seria so tentativa simular algo ja feito que duvido soaria genuino.