Anthrax anuncia novo álbum “Cursum Perficio” para setembro e lançará primeiro single nesta sexta-feira

Depois de uma espera de dez anos desde o lançamento de “For All Kings”, em fevereiro de 2016, o Anthrax finalmente confirmou a chegada de um novo álbum de estúdio. Intitulado “Cursum Perficio”, o disco será lançado em 18 de setembro na América do Norte pela Megaforce e na Europa via Nuclear Blast. Antes disso, os fãs poderão ouvir a primeira inédita já nesta sexta-feira, 15 de maio, quando a banda disponibilizará o single “It’s For The Kids”.
A nova faixa marca oficialmente o início da campanha do sucessor de “For All Kings”, encerrando uma década de expectativa em torno do próximo capítulo da carreira do grupo nova-iorquino. Além disso, o Anthrax já filmou o videoclipe oficial de “It’s For The Kids” em dezembro do ano passado, indicando que a banda vinha preparando cuidadosamente esse retorno.
Um disco trabalhado ao longo de anos
As gravações e parte das sessões de mixagem de “Cursum Perficio” aconteceram no Studio 606, estúdio de Dave Grohl localizado em Northridge, Califórnia. O trabalho também marca mais uma colaboração com o produtor Jay Ruston, responsável pelos álbuns “For All Kings” e “Worship Music”.
O título do álbum carrega um significado simbólico. A expressão em latim “Cursum Perficio” aparecia no brasão instalado na porta da última casa de Marilyn Monroe, em Los Angeles. Embora muita gente interprete a frase como “minha jornada termina”, o significado correto seria algo próximo de “eu perseverarei” ou “estou completando minha jornada”.
Segundo informações já divulgadas, o disco contará com 11 músicas, incluindo faixas como “Persistence Of Memory”, “The Long Goodbye”, “Everybody’s Got A Plan”, “The Edge Of Perfection”, “Infectious”, “NYC 93”, “T.O.M.B.”, “Watch It Go” e “My Victory”.
“Cada música se sustenta sozinha”, diz Charlie Benante

Em entrevistas recentes, os integrantes do Anthrax demonstraram enorme entusiasmo com o novo trabalho. O baterista Charlie Benante afirmou ao podcast australiano Everblack que o grupo acredita ter criado um dos discos mais fortes da carreira.
Segundo ele:
“Esse álbum é realmente muito, muito bom.”
O músico ainda destacou que o material mantém alto nível do começo ao fim:
“Cada música desse disco se sustenta sozinha. Quando uma termina e a próxima começa, você pensa: ‘essa é tão boa quanto a anterior’.”
Além disso, Benante comentou que o grupo “forçou os limites” criativamente durante o processo de composição. Em outra entrevista, ele comparou a relação com Jay Ruston à parceria clássica entre George Martin e os Beatles, ressaltando a proximidade criativa entre produtor e banda.
O impacto da pandemia atrasou os planos

O guitarrista Scott Ian explicou que o intervalo de dez anos entre os álbuns não foi planejado. De acordo com ele, o grupo começou a escrever material novo ainda em 2019, logo após encerrar a turnê de “For All Kings”. Entretanto, a pandemia acabou interrompendo completamente os planos.
“Achávamos que iríamos voltar em 2020 para fazer o disco, mas o mundo tinha outros planos para todo mundo”, comentou.
Apesar da longa espera, Ian afirmou que o tempo efetivo de composição e gravação girou em torno de três anos, algo que ele considera relativamente normal atualmente. O guitarrista também revelou enorme ansiedade para mostrar o material ao público:
“Oito pessoas ouviram esse álbum até agora. Eu mal posso esperar para que as pessoas escutem.”
Frank Bello promete peso e desafios técnicos

O baixista Frank Bello reforçou o discurso positivo sobre o novo trabalho e destacou o peso das composições. Segundo ele, algumas partes ficaram extremamente difíceis de executar, algo que o músico encarou como um desafio estimulante.
Além disso, Bello elogiou bastante a performance vocal de Joey Belladonna:
“É uma das melhores performances vocais que ele já fez em um disco do Anthrax.”
O baixista também explicou que a criação do álbum exigiu paciência durante o período de isolamento social. Como a banda não conseguia ensaiar remotamente por causa da latência nas conexões, os integrantes passaram meses trocando arquivos até conseguirem voltar a trabalhar juntos presencialmente.
Ele descreveu o processo de composição como “fazer um bolo”, começando pela base instrumental criada por Charlie Benante, Scott Ian e ele próprio, antes da construção das melodias e letras.
Arte do álbum também ganhou atenção especial
Outro detalhe revelado por Charlie Benante envolve a capa de “Cursum Perficio”. O baterista contou que trabalhou ao lado do artista Mark Stutzman, conhecido por colaborar em projetos ligados ao ilusionista David Blaine.
Segundo Benante, a arte ficou “psicodélica e perturbadora”, exatamente como ele imaginava para representar visualmente o novo momento do Anthrax.
Formado em 1981 por Scott Ian e Dan Lilker, em Nova York, o Anthrax se consolidou como um dos pilares do Thrash Metal ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth. Ao longo das últimas décadas, a banda lançou 11 discos de estúdio, acumulou certificações de ouro e platina, bem como recebeu diversas indicações ao Grammy.

