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Álbuns Injustiçados: Black Sabbath – “Headless Cross” (1989)

Vamos relembrar sobre a cruz mais injustiçada da história mais conhecida como “Headless Cross”.

   

“Headless Cross” é o segundo álbum com a participação do vocalista Tony Martin, a qual já havia gravado o antecessor “The Eternal Idol”, disco lançado em 1987. Portanto, dois anos à frente, foi a vez do álbum com uma das capaz mais legais da história surgir e fazer um sucesso médio graças à sua maior distribuição no continente europeu. Enquanto nos EUA a coisa não andou tão bem na época. Mas, esse é o motivo dele ser considerado injustiçado? – você me pergunta. Certamente que não, pois há muitos outros motivos dos quais serão retratados durante a nossa aventura por entre frases e parágrafos.

O embrião de Headless Cross

Só poderia ser noite de lua cheia. Afinal, o álbum viria com uma aura muito específica envolvendo o passado e o presente atual da época. Isso fez com que “Headless Cross” pudesse ver o clarão em meio ao anoitecer de maneira esplêndida. E não estamos falando de vendas, ao menos por enquanto. Vale ressaltar que o Black Sabbath estava começando a se reerguer após o álbum anterior já citado acima. Era uma realidade diferente de quando Tony Iommi se viu quase lançando um álbum solo e que acabou entrando para a discografia da banda. Falo de “Seventh Star”, disco lançado em 1986 em parceria com Glenn Hughes somente nos vocais e se ausentando de seu contrabaixo naquele momento.

As sessões de testes com diversos baixistas durou bastante tempo, até que Laurence Cottle, baixista de jazz e sessões de gravação, foi o escolhido da vez. Cottle trabalhou com Cozy Powell no projeto Forcefield de Ray Fenwick. Ele foi mantido para a gravação de “Headless Cross” e seguiu como músico de estúdio, assim não fazendo parte da formação oficial.

“Headless Cross” foi lançado no dia 17 de abril pelo selo I.R.S. e trouxe de volta aquela imagem de banda com músicos ocultistas e mercadores da destruição, como muitos pensavam e afirmavam, principalmente ao observarem as letras das músicas. Entretanto, o álbum não foi tão bem assim nas paradas e não vendeu horrores para tornar o seu núcleo inesquecível. Muita gente passou batido por ele. O décimo quarto álbum de estúdio do Black Sabbath foi gravado entre agosto e novembro de 1988 nos estúdios Woodcray, Wokingham, Berkshire, Inglaterra.

Álbuns Injustiçados: Black Sabbath – “Headless Cross” (1989) / I.R.S. Records

Os ferreiros de “Headless Cross” e suas honrosas conquistas

Embora Iommi tivesse passado a confiar em Powell para carregar parte do peso, era o nome de Tony Martin que aparecia na mente das pessoas que de alguma forma reestabeleceu a identidade do Black Sabbath como uma banda que deveria ser levada a sério de novo. Ou seja, a banda estava recuperando o seu respeito e parte do seu lugar ao sol. Ao contrário do que muitos dizem, o álbum fez certo barulho, principalmente no continente europeu onde vendeu consideravelmente. Alcançou a posição #31 na Inglaterra, mas nos Estados Unidos acabou tendo bem mais dificuldades. O resultado foi uma modestíssima posição #115.

A banda não contou com nenhum produtor em específico, ficando a cargo de Tony Iommi e Cozy Powell, o que fez com que o álbum perdesse em consistência, gordura e volume. Mesmo assim, o álbum soa com todo ar e pompa de uma banda misteriosa, maligna, pesada e melódica. O nome do responsável pelo design e arte da capa é o mago Kevin Wimlett. E o chamo de mago, pois ele fez uma mágica ao elaborar essa capa que possui frente e verso. Uma capa icônica que segue e alimenta os rastros da banda mesmo que muita gente não saiba do que se trata, mas aquela belíssima cruz aparece em cada canto quando o assunto é Black Sabbath.

Podem não saber que se trata do álbum “Headless Cross”, assim como ocorre com “Never Say Die!”, mas a capa está lá representando o “legado da Marvel”. E Sean Lynch foi o responsável pela engenharia de som e mixagem.

O início misterioso, enigmático e o poder musical do Sabbath com Tony Martin

Muitos álbuns iniciam suas jornadas e tracklists com vinhetas, trechos de filmes ou até mesmo experimentações ligadas à faixa seguinte. Esse último exemplo ocorre nesse álbum, reforçando com toda a certeza a obscuridade e os mistérios de uma banda tida como ocultista por muitos “estudiosos” do assunto. A dona desse mistério todo é a faixa introdutória chamada “The Gates of Hell”. Ela é literalmente a representação dos portões do inferno se abrindo e convidando o ouvinte a entrar no castelo das trevas. Imagine uma mistura de filmes de ficção, ação, terror e trevas dentro desse experimentalismo inicial. Pronto! Agora você está no clima ideal para encarar a faixa homônima do disco.

O single que ganhou um videoclipe que se tornou cult

Cozy Powell dá as primeiras cartas em “Headless Cross”, com sua linha pesada e seca de bateria. Tony liga os motores de sua clássica guitarra e você sente o soar do ronco de suas cordas mais grossas, inicialmente. O baixista Laurence Cottle complementa a trama com o tilintar de seu contrabaixo. Fico imaginando se Geezer estivesse no lugar dele, como seria esse som que já é magistral sem ele… Seria estupendo de tão incrível, com toda a certeza!

Geoff Nicholls é o responsável por toda a climatização e pano de fundo do álbum. Em “Headless Cross ele não economiza nos efeitos e nas notas de seu teclado sombrio e fantasmagórico. Seus backing vocals somam forças com os vocais de Tony Martin e proporcionam uma explosão de energia durante cada refrão. Através da colina da cruz sem cabeça você observa o lugar em que as bruxas se reúnem para realizarem seus ritos e concluírem suas profecias.

   

A música se eleva quando você percebe uma mudança de andamento e no que Powell é capaz de realizar em um curto espaço de tempo. Você conta um, dois, três, quatro, e ele já incrementou uma virada e uma jogada de pedais duplos sem que você pudesse adivinhar. Esse momento de virada de jogo ocorre na metade do hino. Sim, “Headless Cross” é um hino e do mesmo calibre de uma “Heaven and Hell”, só para ilustrar e comparar as linhas de contrabaixo contidas em ambas as canções.

Canção inspirada em um vilarejo

O cavalgar do baixo, o tilintar dos pratos, e toda a aura maligna envolvem e contemplam os solos do inspiradíssimo Tony Iommi. E mesmo nos momentos em que a guitarra não se faz presente, a canção segue coberta de qualidade e maldade no melhor dos sentidos. Vale lembrar que o baixista Cottle, mesmo sendo contratado somente para as sessões de estúdio, participou da gravação do videoclipe para essa faixa em Abbey, Hastings, Sussex.

“Headless Cross” é o nome de uma pequena vila perto de Birmingham, no distrito de Reddich, na Grã-Bretanha, que foi devastada pela Grande Peste de 1665; durante a pestilência, as pessoas foram até a colina da cruz sem cabeça, onde rezaram a Deus por ajuda. Ninguém sobreviveu. A faixa-título é vagamente baseada neste pedaço da história.

“Olhe através das pessoas e através da névoa
para a colina da cruz sem cabeça
Onde todas as bruxas se encontram, numa noite como esta
e o poder das trevas é anfitrião
Elas ficam cara a cara, olho no olho, alma com alma
com um anjo que caiu do céu
Carregado no ar, os gritos e os lamentos
das massas designadas para morrer”

A família que representa o domínio do submundo

Ela vai quebrar qualquer mulher e levar qualquer homem. É assim que age a filha do Diabo em “Devil & Daughter”, terceira faixa do disco da cruz sem cabeça. Mas aqui todos estão com a cabeça no lugar. O som começa amplamente positivo no quesito vibração e peso. O sapateado organizado pela bateria de Cozy contorna com muito tempero as hordas de cordas elétricas. Estas fazem o mestre do inferno cavalgar novamente. O pesadelo trovejante passar por seus ouvidos e invade a sua mente e, sem que você perceba, estará cantando o refrão desta nobre canção.

Ela é gostosa, atraente, seu sangue representa as chamas infernais. E vocês estará preso a ela compasso a compasso da música, enquanto seu pai observa e organiza toda a trama. O demônio sonoro foi batizado com fogo e é selvagem demais para ser domesticado. “Devil & Daughter” é magnífica demais para soar como algo simples. É além de seu tempo e possui uma levada cativante, que tira a alma do seu corpo imundo de carne pútrida e a leva para o seu real dono, o próprio Diabo. Cottle contribui de maneira bastante contundente e acaba puxando algo do lendário Geezer para as suas linhas, o que torna seu baixo mais encorpado e presente. É isso! Mais notas de baixo são sempre bem-vindas!

Tony Martin explora sua voz junto a níveis mais altos, enquanto Geoff acerta novamente através dos seus efeitos e até mesmo nos solos de teclado, que antecedem mais um solo memorável de Iommi. O homem estava impossível nesse disco, afinal era a chance da grande reviravolta em prol do Black Sabbath.

“O silêncio está zombando do amanhecer de um novo dia
Diabo e filha estão a caminho
O mal de sua natureza se acumula em seus olhos
Com ele não há medo do amanhecer trazer luz”

E quando a morte chama, o Black Sabbath toca

Quando a morte chama, o que se ouve são algumas notas calmas e melancólicas em meio a um mar envolto por pratos de bateria… Quando a morte chama, o que ressoa são as vocalizações de Tony Martin… Os dedilhados contidos de Tony Iommi abrem caminho para um refrão super poderoso. Geoff e Martin formam novamente uma parceria inacreditável de tão incrível. Por vezes se assemelhando a uma balada soturna feita para se ouvir ao anoitecer, temos uma explosão durante o cantar de “When Death Calls”. Cante comigo, Tony Martin e Geoff Nichols juntos!

“Quando a Morte Chama – Estas são as horas da morte
Quando a morte chama – O espírito do homem não pode ser libertado
Quando a Morte Chama – Não há amanhã
Quando a morte chama – apenas uma sombra maligna”

A partir do segundo refrão a coisa muda de figura e a canção ganha mais ímpeto e uma pegada impressionante, que cativa até que não gosta de Sabbath. Existe quem não goste? Dessa fase, sim. Infelizmente… Não para mim nem para você, mas para quem não aprecie. Cozy Powell preenche cada possibilidade de vazio que possa existir na música e você começa a ter dúvidas se é realmente um baterista ou se a banda possui três ou quatro caras no comando do setor percussivo da empresa.

Um convidado ilustre no ritual “sabbáthico”

O guitarrista Brian May, membro eternizado na história do Queen, e grande amigo de Tony Iommi, marca presença e exibe toda a sua magia e seu feeling durante o primeiro solo de “When Death Calls”. A magia negra acontece e nós presenciamos um mar de solos contagiantes, sem contar o formato que a canção oferece e marca sua trajetória com maestria e perfeição.

“Don’t look in those sunken eyes
Don’t look and you’ll stay alive
Don’t laugh at the face of death or your tongue will blister
Can’t die until Satan says you die
The Devil takes your soul
With all his wrath he calls the reaper”

Na moradia dos mortos há uma guitarra estridente e envolvente

Imagine o caminhar sob o luar. Agora, observe a lua cada vez mais densa e aparente. Observe as estrelas sumindo e continue a caminhar. Ao horizonte poderá avistar muitas almas se alimentando de notas musicas quentes e poderosas. O clima é de gelo seco no palco, mas as queimaduras ocorrem aos montes nos ouvidos daqueles que não compactuam com a marca registrada do exército do anoitecer.

   

“Kill in the Spirit World” possui belas mudanças e momentos de suspense que intrigariam qualquer personagem principal de qualquer trama do tipo. A orientação é a de ficar atento a toda e qualquer nuance que a canção lhe proporcionar, pois o impacto será sempre muito gratificante. O baixo marcado de Cottle demarca o território com precisão, enquanto a guitarra de Iommi se estende e aumenta o nível da maldade e da lamúria com o equilíbrio certo. Martin se mostra bastante versátil e Powell inclui toda sua genialidade nos momentos em que menos se espera dele. Mais uma faixa completa e incrível!

“When heaven is closer, it’s pleasure and pain
Kill in the spirit world”

O chamado

Um dos chamados foi relacionado ao Madman, pois “Call of the Wild” originalmente seria chamada de “Hero”. Contudo, tiveram que mudar porque Ozzy Osbourne já tinha uma música com esse nome em seu álbum “No Rest for the Wicked” (1988). Assim sendo, a música passou a ser chamada como conhecemos, ou seja, “Call of the Wild”.

O chamado acontece através de mais uma breve e diferenciada intro de bateria. Após isso, temos todos os instrumentos reunidos de maneira organizada e qualificada. O chamado da natureza acontece e você não pode fazer mais nada, pois já está entregue a Lúcifer. O teclado de Geoff emana sons que remetem aos palacetes e castelos, enquanto Tony Iommi preenche a alma da canção com seus acordes em forma de trovão.

“O medo do diabo não tem lugar entre os corajosos
Diante da dor, há uma batalha a ser vencida
Todos os olhos estão em você, como uma Luz Eterna perdida
Príncipes e Reis, Demônios com asas
Convoque seus medos do inferno”

O baixo marcado oferece ao guitarrista liberdade imensa para explorar seu instrumento e aproveitar de sua inspiração para cravar mais um solo memorável. E, com toda a certeza, é mais uma das canções que te fazem cantar o seu forte e valente refrão. O seu senso de heroísmo não pode ficar oculto, mas tem que ser bem trabalhado para que não lhe falte coragem na hora de decidir ser o salvador ou o traidor. Caso resolva buscar pela salvação, o cântico estará em suas mãos.

“Hero, only in the grave are there no dreams
Hero, don’t believe in fate, it ain’t what it seems”

A luz profana que representa o nascimento do anjo caído

Em “Black Moon” temos um início marcado pelos primeiros acordes isolados de Iommi. Logo após esse breve início, temos os outros músicos se apresentando para a valsa da escuridão plena. Junte “When Death Calls” e “Devil & Daughter”, e temos mais um hino de respeito. Solos distorcidos e repleto de Heavy Metal, Hard Rock e Rock n’ Roll, sempre com o clima de noite de show do Black Sabbath. As pausas dentro da canção são um deleite para quem é amante de quem escapa dos famosos quatro tempos sem realmente sair deles. É puro truque de músico sábio. Temos momentos de melodias vibrantes também e toda a escuridão brilha através da luz profana da guitarra de Tony Iommi e também de seus parceiros de banda.

A sensação real é a de que o anjo mais poderoso está se reerguendo e subindo ao céus, que já não faz parte da minha lista de amizades. Simplesmente, não é mais o meu amigo. O brilho lunar permite dizer isso. E se você possui forte ligação com alicerce maquiavélicos e excepcionais como a parceria entre Powell e Cottle, aqui é o seu lugar. Ouça chamarem o seu nome e acompanhe Martin nessa aventura, e não tire os olhos, muito menos os ouvidos, da “Black Moon”. E pensar que, “Black Moon” é uma regravação da mesma música que aparece no single “The Shining” como um lado B do álbum “The Eternal Idol” . Porém, é de um brilho infernal de tão magistral.

“An angel of Hell is rising,
heaven’s no friend of mine.
I see a Black Moon rising,
and it’s calling out my name”

Asas noturnas de um final repentino

O final é repentino, pois se você somar a canção que aparece em edições japonesas, e posteriormente, em edições como bonus track, o disco se torna mais completo. Embora não signifique que a canção seja ruim. Muito pelo contrário. A sensação é a de que essa faixa não possui cara de fechamento de disco. Vale citar, só para ilustrar, que o vocal em “Nightwing” é na verdade o vocal guia ou o vocal demo feito em uma tomada, e Tony Martin queria regravá-lo, mas Cozy Powell estava feliz com aquele vocal e queria que continuasse assim. Após uma pequena discussão entre Martin e Powell, Powell deu a ele a oportunidade de gravar mais 2 tomadas, mas Martin não conseguiu passar da primeira tomada.

Seu início remete à fase inicial da banda, somado com algo do álbum antecessor a esse e já citado acima. O início é como uma reunião ao redor de uma fogueira, e essa fogueira incendeia o local através da explosão da guitarra de Iommi. Quando você tem o saudoso Cozy na bateria, a certeza de equilíbrio, peso, técnica e segurança são quase que garantidos. Ou melhor, são garantidos sim! O voo do Asa Noturna é observado de perto por que o presencia ao cair da escuridão.

Os versos encarnam um ser que vigia e controla a noite, com imagens vívidas de asas negras e um reino de escuridão. Tudo isso combinados a elementos de terror e fantasia dentro da própria canção. Após mais um solo do homem que estava impossível nesse disco, o final é preparado e oferecido de forma que se simule um baixar de volume enquanto a banda destrói, cada qual em seu respectivo instrumento musical.

“Nightwing has stirred, and taken to flight
The silence is over, he’s shattered the night
Life ain’t for giving and forgiving ain’t free
No soul will rest while the hunted run free”

Powell / Iommi / Martin / Cottle / Black Sabbath – “Headless Cross” (1989) / I.R.S. / Acervo

Conclusões sobre o potencial de “Headless Cross” a ser explorado

“Headless Cross” pode não ter atingido a marca de grande clássico do Sabbath, mas conseguiu bons feitos dentro do mercado fonográfico. Ainda mais se formos observar o fato de que a banda não era tão relevante naquele momento. A segunda metade dos anos 80 foram bastante cruéis para Tony Iommi e sorte de nós, grandes adeptos do trabalho dele, que ele não desistiu. Isso com que grandes obras como essa fossem construídas. O fã mais distante do Sabbath pode até nem saber da existência desse álbum, mas o fato é que ele possui sim muita qualidade a qual pudemos decifrar e relembrar através deste pequeno texto de puro honesto entendimento. Tony Martin desempenha um grandioso papel sim em “Headless Cross”, assim como faria nos álbuns posteriores também.

Neil Murray foi quem participou da turnê junto com a banda, comandando as quatro cordas pesadas. Porém, Laurence Cottle realizou um excelente papel na condução do baixo em estúdio. E o que dizer de Cozy Powell? Ele é o destruidor de planetas com seus golpes fulminantes, além de ter uma cabeça repleta de ideias para o complemento de suas linhas de bateria dentro de cada canção.

   

Por fim, Tony Iommi contribuiu de exímia forma ao preencher todo o álbum com o seu kit de maldade musical, impondo a quem ouvisse, muita atenção em seus riffs devastadores e seus solos sensacionais, todos diferentes uns dos outros e em momentos chave de cada faixa. Os hinos soaram como o anoitecer mais sombrio e escuro possível.

“Cloak and Dagger”

Vale a menção para a faixa extra chamada “Cloak and Dagger”, que possui uma veia Blues muito forte. De fato, é uma ótima música. Todavia, não possui a aura apoteótica para finalizar o álbum. Teriam que arrumar outra canção, mas mesmo assim, conseguiram amplo êxito como um todo. A nota justifica o que é dito.

Alcance global de “Headless Cross”

Pode não ter sido um exemplo de alcance, mas em meio a crise toda que a banda e seu principal representante passavam, é de se comemorar bastante sim. Confira junto com a posição em terras locais já citada:

  • Alemanha: #24
  • Noruega: #15
  • Reino Unido: #31
  • Suécia: #18
  • Suíça: #10

Agora, se você ainda não conhece “Headless Cross”, erga a sua cruz, observe o nascer da Lua Negra e adentre aos portões do inferno para conferir! E deixe no modo repeat!

“I see a Black Moon rising,
and it’s calling out my name
Oh it’s calling my name”

nota: 9,8

Integrantes:

  • Tony Martin (vocal)
  • Tony Iommi (guitarra)
  • Cozy Powell (R.I.P. 1998 – bateria)
  • Geoff Nicholls (R.I.P. 2017 – teclado)

Músicos de estúdio:

  • Laurence Cottle (baixo)

Músicos convidados:

  • Brian May (guitarra solo – faixa 4)

Faixas:

1. The Gates of Hell
2. Headless Cross
3. Devil & Daughter
4. When Death Calls
5. Kill in the Spirit World
6. Call of the Wild
7. Black Moon
8. Nightwing
9. Cloak and Dagger*

Redigido por Stephan Giuliano

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