Vivian Campbell faz revelação chocante: “O câncer voltou!”

O guitarrista Vivian Campbell, do Def Leppard, revelou que seu câncer retornou após o transplante realizado no início de 2025. O músico, que enfrenta um linfoma de Hodgkin desde 2013, explicou que o procedimento com células de um doador não apresentou o resultado duradouro esperado e que atualmente segue em tratamento para manter a doença sob controle. A revelação aconteceu durante uma nova entrevista concedida a Francisco Sigüenza, da Radio YSKL FM, de El Salvador.
A notícia representa mais um capítulo de uma batalha que já dura 13 anos. Durante esse período, Campbell passou por diferentes ciclos de quimioterapia, imunoterapia e terapias combinadas, além de um transplante autólogo de células-tronco, realizado com suas próprias células. Esse primeiro procedimento também não conseguiu impedir o retorno da doença. Posteriormente, a situação se agravou e, no inverno de 2023, o guitarrista chegou a acreditar, pela primeira vez, que o câncer poderia tirar sua vida.
Vivian Campbell confirma retorno do câncer após transplante
Diante da progressão da enfermidade, os médicos indicaram um transplante com células de um doador como sua principal possibilidade de cura. Campbell realizou o procedimento em janeiro de 2025 e, inicialmente, os resultados foram extremamente positivos. Em abril daquele ano, um exame PET não detectou sinais do câncer e, dois meses depois, o guitarrista anunciou que estava completamente em remissão pela primeira vez desde seu diagnóstico. Agora, porém, ele confirmou que esse cenário mudou.
Ao falar sobre aquele período e revelar que a doença voltou, Vivian Campbell declarou:
“Só houve uma ocasião em que senti que aquilo iria me matar. No inverno de 2023, fiquei realmente assustado com o que estava acontecendo e com a velocidade em que as coisas estavam evoluindo. E percebi naquele momento que precisava fazer um transplante com um doador. Era minha única esperança de sobreviver. Foi isso que fiz. Fiz o transplante em janeiro de 2025. Infelizmente, ele não funcionou. Então, o câncer voltou. E continuo fazendo tratamentos para mantê-lo sob controle. Provavelmente terei de fazer outro transplante dentro de alguns anos, com outro doador, para tentar ver se talvez isso consiga me curar. Mas, enquanto isso, certamente não estou diminuindo o ritmo. Estou fazendo o máximo possível com a minha vida, não apenas com o Def Leppard e com o Last In Line. Também estou praticando rally, porque sempre quis fazer isso. Então, tenho feito isso cada vez mais, porque adoro carros e adoro dirigir. Quando eu era criança, pensava: ‘Se eu não tocar guitarra profissionalmente, vou ser piloto de corrida.’ Então, sou muito, muito, muito afortunado e abençoado por poder fazer as duas coisas.
“Então, sim, a vida é para ser vivida. E incentivo todo mundo a cuidar da própria saúde. E, se você tiver o azar de receber um diagnóstico de câncer, tente superar o medo. O medo é inevitável quando você ouve essas palavras pela primeira vez. Mas, depois que consegue passar por isso, precisa entender como controlar a situação e lidar com ela da melhor maneira possível. E simplesmente não desistir.”

Trabalho e música ajudam Campbell a enfrentar a doença
Durante a mesma entrevista, Campbell explicou que continuar trabalhando sempre desempenhou um papel importante na maneira como enfrenta o câncer. Mesmo nos períodos mais difíceis dos tratamentos, o guitarrista procurou manter suas atividades e evitar que a doença se transformasse no centro absoluto de sua vida.
“Bem, acho que você precisa continuar seguindo em frente. E acredito que foi justamente isso que me ajudou, mesmo quando eu estava em um momento muito difícil durante o tratamento contra o câncer. O fato de eu ainda poder continuar trabalhando me dá algo pelo que viver, algo de que você gosta, pelo qual é apaixonado, algo que faz você acordar pela manhã e ter algo pelo que esperar. Acho que isso desvia a atenção, evita que você fique focado demais no câncer”, explicou.
O músico acrescentou que o diagnóstico acabou aumentando sua vontade de aproveitar as oportunidades e realizar projetos que sempre desejou. Segundo ele, algumas pessoas passam a organizar toda a própria existência ao redor da doença depois de receberem um diagnóstico. No entanto, sua escolha foi tentar preservar a rotina e viver de maneira ainda mais intensa.
“Infelizmente, conheci pessoas ao longo da minha vida que, quando receberam um diagnóstico de câncer, passaram a se concentrar apenas nisso. E pensam: ‘Ah, não posso fazer nada. Preciso ficar na cama. Não posso comer isso. Não posso fazer aquilo. Não posso ir até lá.’ Eu nunca me senti dessa maneira. Sempre pensei que continuaria vivendo a minha vida o máximo possível. Na verdade, até mais do que antes. Depois de receber um diagnóstico de câncer, isso aumenta ainda mais o desejo de cumprir todos os objetivos, de fazer as coisas que você quer fazer. Mas também me considero muito afortunado porque descobri meu câncer cedo. Então, para mim, sempre foi mais uma questão de controlar a doença”, afirmou.
Uma batalha iniciada em 2013
Vivian Campbell tornou público seu diagnóstico de linfoma de Hodgkin em junho de 2013. Desde então, a doença apresentou diferentes períodos de resposta aos tratamentos e posteriores recaídas. Entre as alternativas utilizadas pelos médicos estiveram três ciclos distintos de quimioterapia, imunoterapia por vários anos e o transplante autólogo de células-tronco, antes da tentativa mais recente com um doador.
O transplante realizado no começo de 2025 chegou a criar a perspectiva de que a longa batalha estivesse finalmente próxima do fim. Na ocasião, Campbell contou que um exame PET feito em meados de abril daquele ano estava “100% limpo” e comemorou a primeira remissão completa em aproximadamente 12 anos. A confirmação atual de que o câncer retornou mostra que, apesar daquele resultado inicial, o procedimento não conseguiu eliminar definitivamente a doença.
Mesmo durante os tratamentos, o guitarrista permaneceu profissionalmente ativo sempre que sua condição física permitiu. Integrante do Def Leppard desde 1992, Campbell construiu anteriormente passagens marcantes por Dio e Whitesnake e também mantém o Last In Line, grupo formado ao lado de músicos ligados à formação clássica de Dio. Agora, além dos compromissos musicais, ele também tem dedicado parte de seu tempo ao rally, realizando um desejo que carrega desde a infância.
