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Um jovem chamado David Coverdale

No próximo dia 22 de setembro, o vocalista inglês, David Coverdale, estará completando 71 anos.

Que tal falarmos, resumidamente, sobre sua história como artista?

O ano era 1973, o anônimo jovem Coverdale, de apenas 22 anos, que tocava em uma banda chamada The Government, foi recrutado para a difícil missão de substituir o poderoso Ian Gillan no Deep Purple, grupo que vivia o seu auge na época e é um dos mais relevantes e influentes de todos os tempos. Os fãs de Deep Purple torceram o nariz para o novo line-up, o qual também trazia o vocalista/baixista, Glenn Hughes, substituindo Roger Glover e ajudando nos vocais.

   
DAVID COVERDALE / Reprodução / Facebook

Toda a cisma dos adeptos terminou após o lançamento de “Burn” em 1974, pois o disco foi um sucesso e iniciou a era que é considerada por muitos como a do segundo line-up clássico do quinteto, chamado Mark III. No mesmo ano é lançado o disco “Stormbringer”, que não repetiu o êxito de seu antecessor, mas ainda assim foi e é cultuado por amantes do Rock no mundo todo. O “encrenqueiro” guitarrista Ritchie Blackmore deixa a banda por desavenças (algo comum em sua carreira), tendo sido substituído por Tommy Bolin. No ano seguinte, “Come Taste The Band”, um disco que mistura tendências mais Blues, Soul Music e Funk, fechou um ciclo de um dos períodos mais incríveis que uma banda já passou. Em 1976, era anunciado o encerramento das atividades do Deep Purple, que só voltaria em 1984, lançando o clássico “Perfect Strangers”, porém com o retorno da chamada Mark II.

O menino Coverdale não se intimidou, não se pendurou em sua passagem pelo Deep Purple e, já em 1977, montou seu projeto solo, lançando dois full lenghts, “White Snake” no mesmo ano e “Northwinds” em 1978, ano no qual nascia, oficialmente, o Whitesnake com o álbum “Trouble”. O novo quinteto ganhou alguns seguidores, mas nada que se comparasse ao Deep Purple. Bons discos continuaram sendo lançados: Lovehunter (1979), Ready an’ Willing (1980), Come an’ Get It (1981), Saints & Sinners (1982), porém o ponto mais alto ainda estava por vir. “Slide It In” de 1984 contou com a produção do mítico e saudoso Martin Birch, esse sim elevou o Whitesnake a um patamar mais alto, porém, nada na carreira de David ainda tinha sido maior ou equivalente ao “Burn”.

Em 1987, chega o homônimo com sete canções inéditas e duas regravações de canções autorais, “Crying In The Rain” e a balada “Here I Go Again”, que foram sucesso absoluto juntamente com as recém criadas “Is This Love”, “Still Of The Night” e “Gimme All Your Love”, em outras palavras, ele foi um estrondo absoluto, dando a Coverdale o seu estrelato por conta própria, sem vincular sua imagem a sua fase como membro do Deep Purple.

“Slip of the Tongue” (1989) usou a mesma fórmula do “1987”, contando com Adrian Vandenberg e Steve Vai nas guitarras, regravando “Fool For Your Loving”, não obteve o mesmo sucesso, porém manteve o Whitesnake nas alturas. Coverdale se dedicou por um tempo ao seu projeto com o guitarrista do Led Zepellin, Jimmy Page, chamado “Coverdale & Page”. Em 1997, o cantor compôs um disco com músicas mais baladas e voltados para o Blues, o que seria seu álbum solo, porém a marca Whitesnake reaparece. “Restless Heart” agrada os fãs da banda, mesmo sendo um disco mais romântico, pois sua sonoridade faz parte das raízes e influências de David Coverdale. Em 2003, ele volta com o Whitesnake reformulado e em 2008, “Good to Be Bad” é lançado, porém, embora tenha bons momentos, o disco passa desapercebido. O mesmo ocorre com “Forevermore” de 2011. Em 2015, vem o grande pecado de David com o lançamento do álbum “The Purple”, que contém só regravações de sua fase como membro do Deep Purple, ele nunca havia vivido de Deep Purple, usar esse artifício anos depois não foi visto como bons olhos. Com turnê de despedida anunciada, “Flesh & Blood” é lançado em 2019, resgatando as raízes sonoras do Whitesnake e, embora não se compare aos seus melhores lançamentos, agradou muito dos fãs que esperavam por esse retorno a verdadeira sonoridade do quinteto.

Quem vê Coverdale com dificuldades até de cantar nos shows atuais do Whitesnake não tem ideia do glorioso caminho percorrido por esse cidadão nascido em Saltburn-By-The-Sea, no dia 22 de setembro de 1951.

DAVID COVERDALE / WHITESNAKE / Rock In Rio 2019 / Reprodução

O menino envelheceu, mas o seu legado será eterno e não foi ele que usou o Deep Purple para crescer, mas sim o Deep Purple que teve o orgulho de tê-lo como vocalista em sua história.

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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