Udo relembra origem do Accept e volta a questionar controle sobre o nome da banda

Em entrevista a Sakis Fragos, da Rock Hard Greece, o ex-vocalista do Accept, Udo Dirkschneider, voltou a falar sobre os primeiros anos da lendária banda alemã. De igual modo, ressaltou que o grupo já existia e fazia shows muito antes da chegada de integrantes da formação clássica, como o guitarrista Wolf Hoffmann e o baixista Peter Baltes.
Segundo o cantor, o nome Accept surgiu ainda em 1969. Enquanto isso, ele já construía sua trajetória musical com a marca na região de Solingen, Wuppertal, Holanda, Bélgica e outras partes da Alemanha.
“O nome Accept surgiu já no final de 1969. E eu já estava tocando — não em turnê, mas fazíamos shows praticamente todo fim de semana na Holanda, na Bélgica, coisas assim, muito no sul da Alemanha e também ao redor da nossa cidade natal, Solingen, Wuppertal. Isso significa que, antes do Accept, digamos, o original em que todo mundo pensa, com Wolf Hoffmann, Peter Baltes, Stefan Kaufmann e Jörg Fischer, eles chegaram em 1976. Então, eu já estava no Accept, de certa forma, havia quase oito anos, fazendo shows. E ainda hoje, com meu projeto atual, Dirkschneider, toco músicas do Accept novamente. O nome agora pertence a Wolf Hoffmann, por algum motivo, mas não quero entrar mais a fundo.”
O antigo contrato e o direito sobre o nome
A questão envolvendo o controle da marca Accept já havia surgido em declarações anteriores de Udo Dirkschneider. Em 2022, o cantor lamentou não ter garantido participação nos direitos sobre o nome. Além disso, explicou que documentos assinados no início dos anos 1980 concederam esse controle a Wolf Hoffmann. A relação profissional entre os dois também permaneceu marcada por essa questão ao longo dos anos. Em uma entrevista em que Udo concedeu à Blabbermouth, o cantor explicou:
“Gaby Hoffmann, a empresária de longa data do Accept, foi esperta ao nos fazer assinar documentos para que todos os direitos sobre o nome fossem para Wolf em 1981. Naquela época, estávamos assinando muitos papéis. Descobri muito tarde que tinha assinado algo assim. É história. Estou bem com o U.D.O., estou bem com o Dirkschneider. Ainda posso tocar músicas do Accept. Não importa se se chama Accept ou U.D.O. — as pessoas sabem o que está acontecendo. Para mim, é história. Não foi a coisa mais agradável do mundo, mas aconteceu há muito tempo, então fazer o quê?”
E o convite de Wolf Hoffmann para a formação clássica?
A declaração ganha um contexto especialmente curioso. Há poucos dias, Wolf Hoffmann havia formalizado convites para os ex-integrantes da formação clássica do Accept para o álbum comemorativo de 50 anos da banda. Desse modo, abrindo novamente a possibilidade de algum tipo de reunião histórica. Isso levanta uma dúvida: Udo Dirkschneider chegou a receber esse convite e decidiu recusá-lo, ou a proposta sequer chegou até ele?

Por enquanto, não há uma resposta clara para essa questão. No entanto, considerando o enorme peso que Udo teve desde os primeiros anos do Accept e a importância de Wolf Hoffmann, Peter Baltes, Stefan Kaufmann e outros nomes ligados à era clássica, só resta esperar que, futuramente, as partes possam se entender. Quem sabe, depois de tantos anos e tantas mudanças de rumo, não seja possível vê-los novamente dividindo um palco sob o nome Accept?
