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U.F.O: a subestimada era Paul Chapman

A banda de Hard Rock U.F.O, que a princípio se chamava Hocus Pocus, nasceu em Londres/Inglaterra, em 1968. Seu primeiro full lenght, homônimo, saiu em 1970. Originalmente, como um quarteto, o line-up contava com a voz de Phil Mogg, o baixo de Pete Away, a bateria de Andy Parker e a guitarra de Mick Bolton.

   

Em seguida, em 1971, chegou “U.F.O II: Flying”, mantendo a formação do debut e se destacando através do single “Prince Kajuku”. Pouco depois, Mick Bolton deixou a banda para a entrada de um jovem alemão, Michael Schenker. Schenker era um guitarrista bem técnico para os padrões da época e conseguira discreto destaque com os dois primeiros álbuns do Scorpions.

A era Schenker no U.F.O

Michae Schenker / Reprodução / Acervo

Em 1974, chegou ao mundo o álbum “Phenomenon”, terceiro full lenght da discografia do U.F.O, emplacando, logo depois, os hits: “Doctor, Doctor” e “Rock Bottom”, que ainda são as canções mais importantes da banda para muitos fãs. Nascia portanto, a era clássica do U.F.O, que foi a primeira passagem de Michael Schenker pelo grupo londrino.

No ano seguinte, foi lançado o álbum “Force It” (1976), juntamente com ele, mais faixas clássicas, “Let it Roll”, “Shoot, Shoot”, “Mother Mary”, assim como “The Kids”, todas elas continuaram fazendo parte do set list do U.F.O até o encerramento de suas atividades, recentemente.

O número de hits continuou crescendo em “No Heavy Petting” (1977), já que as canções “Natural Thing”, “I’m a Loser” e “Martian Landscape” tampouco deixaram o repertório das turnês. Entretanto, pela primeira vez, a banda passou a ser um quinteto, adicionando o tecladista Danny Peyronel.

Ao mesmo tempo que “Lights Out” viu a luz em 1977, ele trouxe consigo os hits clássicos absolutos: “Too Hot to Handle”. “Lights Out” e “Love to Love”. Além disso, esse full lenght trouxe mais uma novidade. O saudoso tecladista/guitarrista Paul Raymond, fazendo com que o quinteto atuasse com duas guitarras em vários momentos.

Esse super line-up ainda gravou mais um disco de estúdio, “Obsession”. Como resultado, mais dois hits imortais, “Only You Can Rock Me” e “Cherry”, além da balada radiofônica “Lookin’ Out for No. 1”. Mas ainda não era o fim da era clássica do U.F.O. Pois, em 1979, seria lançado o live album “Strangers in the Night”, o registro de maior sucesso da banda.

A subestimada era Paul Chapman

Paul Chapman / Reprodução / Acervo

Após o lançamento de “Strangers in the Night”, U.F.O finalmente assitiu a saida de Michael Schenker, a qual ele já ameaçara fazer algumas vez, voltando para o Scorpions em duas oportunidades, inclusive, para a gravação do álbum “Lovedrive”.

Em seu lugar, o guitarrista galês Paul Chapman, que assim como Schenker, era técnico e hábil na criação de riffs e solos fantásticos. A recepção dessa nova fase ficou por conta do álbum “No Place to Run”, o qual chegou em 1980, trazendo o icônico produtor George Martin (The Beatles) a fim de elevar U.F.O a outro patamar. Apesar do destaque das canções “Mystery Train”, “Gone in the Night” e “No Place to Run” e da qualidade indiscutível do disco como um todo, a banda não obteve o mesmo brilho de outrora.

U.F.O / Reprodução / Acervo

Em segundo lugar, a era Paul Chapman nos presentou com “The Wild, the Willing and the Innocent” e, com ele, as canções: “Chains, Chains”, “Long Gone”, a faixa título, “It is Killing Me” e a linda balada “Profession of Violence”, que tem o mais lindo solo criado por Paul Chapman. Ou seja, ainda mais fantástico que “No Place to Run”.

Na sequência, chegou “Mechanix” (1982), o qual podemos considerar um dos discos mais pesados da carreira do U.F.O, flertando com o Hard&Heavy em canções como “The Writer”, só para exemplificar. Temos aqui, Neil Carter, que já estivera na banda anteriormente, no lugar de Paul Raymond, tocando teclado e teclado.

   

Carter, que também tocou sax nesse disco, posteriormente, substituiu Paul Raymond após seu falecimento para a turnê de despedida do U.F.O, a qual acabou não acontecendo por causa de problemas de saúde de Phil Mogg.

Fim da era Chapman

Encerrando a era Paul Chapman temos “Making Contact” e com mais mudanças no line-up, Pete Away deixou a banda e, por conta disso, Neil Carter e Paul Gray dividiram os baixos nas gravações. Pete formou sua própria banda, “Waysted”, porém retornaria ao U.F.O anos mais tarde.

Quanto as músicas do “Making Contact”, elas buscaram alcançar uma veia mais comercial, ainda assim essa tentativa foi em vão. Destaco a faixa de abertura, “Blinded by a Lie”. Paul Chapman, que também chegou a participar do Waysted, do saudoso Pete Way, faleceu no dia que completou 66 anos, em 9/6/2020.

Paul Chapman / Reprodução / Acervo

U.F.O

Por todo o legado, de modo geral, U.F.O já merece muito mais do que obteve, mas, a parte disso, os quatros discos registrados por Paul “Tonka” Chapman deveriam receber muito mais reconhecimento, já que não se encontram distantes da qualidade da fase clássica da banda.

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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