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Trinca de Ases (Riot V):”Unleash The Fire”, “Armor of Light” & “Mean Streets”

Sem sombra de dúvida, Riot é uma das bandas americanas com a a carreira mais resiliente e peculiar desde que a iniciou.

   

Ao longo de sua existência no cenário musical do final da década de 70, a banda sofreu com uma série de tragédias e percalços, ao mesmo tempo que construía seu cultuado nome na história do Heavy Metal, tendo que se reinventar e se adaptar ao revés, constantemente.

Riot/Reprodução

Desde seu debut, “Rock City”, lançado em 1977, a banda era guiada por seu líder e guitarrista Mark Reale, que remava constantemente contra a maré das grandes gravadoras e produtoras, que simplesmente não enxergavam, com convicção, o potencial do grupo.

Riot/Narita/Reprodução

A primeira era

Com muita perseverança e insistência, entre os anos de 1979 e 1981, aconteceram os lançamentos de seus registros mais icônicos e mais cultuados até o momento.

Amparados pela crescente da New wave of British Heavy Metal, a banda alcançara a tão desejada atenção da rádios e dos assíduos fãs da primeira geração do Heavy Metal, com “Narita”(1979) e “Fire Down Under”(1981), sendo este último, seu álbum mais vendido até hoje, além disso, o último a contar com a icônica voz de Guy Speranza.

Já nesta era inicial, somos apresentados ao tenebroso e excêntrico mascote da banda, que talvez podemos associar com uma criatura híbrida com cara de foca recém nascida, um urso polar ou um suricato com corpo humano, e um plano de fundo tão confuso e intrigantes quanto a própria criatura.

Riot/Narita/Reprodução

A primeira queda

Logo após a saída de Speranza,o vocalista Rhett Forrester entrava em seu lugar, permanecendo entre os anos de 1982 e 1984, lançando os registros “Restless Breed”(1982) e “Born In America”(1983).

Infelizmente, qualquer esperança da banda de alcançar números maiores comercialmente foi avacalhada pela mudança brusca de gravadora. As atitudes e comportamento desvairado por parte do novo vocalista e o sucesso do cover da clássica “Cum on Feel The Noise”, originalmente lançado pelo Slade, acabou causando confusão nos novos fãs da banda, causando sua primeira dissolução em 1984.

Ascensão

Logo depois desse fatídico episódio, fica claro como Mark Reale realmente era a força por trás deste projeto e, definitivamente, não deixaria se abater.

Mark Reale/Reprodução

Depois de um breve período de inatividade, assim como uma verdadeira reestruturação logística em seu line-up, contando agora com o patrão Mark Reale nas guitarras, o lendário Tony Moore nos vocais e Dan Van Stavern no baixo,em 1988 o Riot surge com “Thundersteel”. Dessa forma, surgiu uma versão muito mais pesada e veloz da banda.

O disco que mescla a rapidez do Speed Metal com a solidez do Heavy tradicional, e as melodias cativantes do Power Metal americano é sem dúvida o auge da banda musicalmente, se tornando referência para tudo o que veio posteriormente.

   

Tony Moore gravaria mais um álbum com o Riot, antes que saísse da banda, pela primeira vez, em 1992.

Intitulado “The Privilege of Power”, marcava o sétimo álbum de estúdio do Riot lançado em 1990. Esse disco trazia uma abordagem mais experimental e conceitual, se comparado aos registros anteriores do grupo.

A esquecida era Mike DiMeo

A fim de substituir a icônica voz e presença de Tony Moore, Mark Reale contrata o então novato Mike DiMeo. Desse modo, surgia outra renovação no line-up.  

Gravando seu debut, “Nightbreaker”, em 1993, Mike permaneceria no front do Riot em sua formação mais duradoura desde então. Foram um total de seis registros de estúdio lançados até o ano de 2006, quando saiu do grupo oficialmente.

RIOT / Reprodução / Acervo

Vale ressaltar que, apesar de nenhum desses registros terem alcançado a importância ou a influência dos discos da década de 80,se trata de um sequência de lançamentos altamente inspirada e de muita qualidade por parte da banda, que felizmente venha alcançar o status de Cult ao longo dos anos.

Fim da era DiMeo e o retorno Tony Moore

Assim que Mike DiMeo saiu, o Riot excursionou com o então jovem vocalista Mike Tirelli durante dois anos em festivais esporádicos. Isso aconteceu até o anuncio de que a formação do álbum “Thundersteel” retornaria para uma nova tour e, possivelmente gravar um novo álbum de estúdio.

Após idas e vindas do vocalista do Tony Moore, entre 2009 e 2010, finalmente sua estadia na banda era confirmada. Da mesma forma, ocorreu o anuncio do vindouro disco. Mas somente para o ano de 2011.

Immortal Soul e a despedida

Marcando o retorno do vocalista Tony Moore, Dan Van Stavern no baixo e Bobby Jarzombek na bateria, além do já veterano membro Mike Flyntz na guitarra, Mark Reale entregava seu ultimo suspiro de inspiração e resistência em “Immortal Soul”. Esse foi o décimo quarto registro de estúdio do Riot, lançado entre e outubro e novembro de 2011.

Infelizmente, em 25 de janeiro de 2012, acontecia o fim de uma era para a banda. Talvez, o mais impactante desde a sua concepção. O guitarrista, compositor, produtor, único membro fundador remanescente e a força por traz do Riot, Mark Reale, faleceu aos 56 anos. No entanto, Mark deixou o seu legado e obra para o mundo.

MarkReale/Reprodução

O inicio de uma nova era (De novo)

Após um curto período de inatividade e o nome do Riot legalmente pertencendo a família de Mark Reale, Dan Van Stavern e Mike Flyntz, membros remanescentes da banda, tomam a decisão de buscar um novo recomeço para o legado na qual Reale passou tantos anos persistindo.

   

Com a terceira saída de Tony Moore,o até então pouco conhecido Todd Michael Hall (ex-Harlet, Jack Starr´s Burning Starr, ex-Reverence) se juntava a essa nova encarnação do Riot. Iniciou-se, a partir daí, uma sequência de lançamentos de encher o olhos.

Riot V/Reprodução

“Unleash The Fire”

Contando agora com o consentimento e aprovação da família Reale, Van Stavern e Mike Flyntz,como os pilares da banda, e uma nova voz no front, em 2014, fizeram nascer das cinzas o Riot V, com “Unleash The Fire”. Como resultado, o disco foi um dos melhores álbuns de Heavy metal daquele ano.

Bebendo da fonte dos cultuados “Thundersteel”(1988) e “Privilege of Power” (1990), como nunca haviam bebido antes, a banda aposta pesado, ao mesmo tempo, em melodias cativantes e letras nostálgicas. Dessa maneirra, criaram uma aura de renovação e inspiração em torno de todo os registro. Destacando as faixas “Immortal” e “Until We Meet Again”, homenagens compostas pelos membros remanescentes da banda, em memória de Mark Reale.

Sem dúvida, um registro que permanece impactante até hoje. Tazendo não só o ressurgimento de uma sonoridade tão apreciada, mas também o excêntrico mascote da banda, totalmente reformulado.

“Armor Of Light”

Exatos quatros anos depois de seu renascimento, Riot V lança “Armor of Light”, em abril de 2018. Saia o segundo álbum desde a partida de Mark Reale.

Creio que para além da apresentações ao vivo, onde a banda toca alguns de seus clássicos mais antigos e com vozes diferentes, fica evidenciado aqui como Tony Moore mantém uma forte influência no modo de cantar e no fraseado idêntico do Sr. Todd Michael Hall, que permanece como destaque nas apresentações da banda.

Chris/Photography

Um pouco diferente do álbum anterior, a base de “Armor of Light” é, em maior parte, calcada no US Power Metal com vislumbres de Speed metal. Isso fica mais nítido pelo desempenho quase lunático do baterista Frank Gilchriest e nas melodias viciantes por parte do guitarrista do Mike Flyntz.

Inegavelmente, “Thundersteel” permanece como fonte principal de inspiração para o álbum, muito mais intensa que no registro anterior, beirando ao auto plágio em faixas como “Messiah” e “Heart of a Lion”, embora se mantenha firme como um forte exemplar do puro Heavy metal americano.

“Mean Streets”

Exatos dez anos após seu ressurgimento e firme com sua atual formação, Riot V fecha com chave de ouro, uma gloriosa e impressionante trinca de ases.

RIOT V / Reprodução / Facebook

Mantendo firme a fórmula que vem sendo empregada de forma impecável desde “Unleash The Fire”, a banda consegue nos contemplar com uma evolução inspirada e imprevisível desta mesmíssima fórmula, e não menos importante, umas das melhores versões do mascote da banda, desde sua primeira aparição em 1977.

Todd Michael Hall chega talvez em seu ápice de entrosamento com o restante da banda, trazendo em sua persona vocal uma mescla entre interessante entre Mike DiMeo e Tony Moore, tornando seu desempenho simplesmente arrasador, roubando os holofotes em vários momentos da audição.

   

Dan Van Stavern, Mike Flintz e Todd Hall refinam com excelência uma fórmula já campeã, unindo o mais puro Heavy Metal tradicional, o speed metal e o Power Metal de maneira singular, e nós mostra como Mark Reale, não apenas deve estar muito orgulhoso de seus asseclas, como permanece sendo seu eterno mentor.

Redigido por: Giovanne Vaz

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