The Troops Of Doom: Qual foi o clássico lançado pelo Iron Maiden e pelo Judas Priest depois de “Fear Of The Dark” e “Painkiller”?

The Troops Of Doom: Qual foi o clássico lançado pelo Iron Maiden e pelo Judas Priest depois de "Fear Of The Dark" e "Painkiller"?
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O vocalista/baixista do The Troops of Doom, Alex Kaffer, concedeu uma nova entrevista ao canal Heavy Metal Metal On Line, e discutiu sobre o estado atual da indústrial musical e as mudanças nas formas de se consumir música nos dias atuais após o advento dos streamings de música e como isso impactou a cena do metal.

“O que acontece na música hoje em dia é isso, a música está muito rápida, muita velocidade; você lança e amanhã já se não se viu nada porque já pintou uma outra coisa. Pô, a gente fez um negócio legal pra caramba, há um mês atrás, nós lançamos um cover de ‘God Of Thunder’ do Kiss.

Fizemos um negócio fora da caixa, com o guitarrista Martin do Destruction, meu irmão querido, o Andrea Buzic, PJ do Jota Quest, Chuck Billy do Testament — um negócio bacana, cara. A gente colocou no Youtube e no Spotify. Nos primeiros quatro dias chegamos a sessenta mil ouvintes no Spotify…

Hoje em dia, se você perguntar, ninguém nem sabe mais quem lançou aquilo. Se nós quiséssemos fazer com que aquilo rendesse mais, teríamos que colocar links patrocinados, começar a colocar no Instagram enchendo o saco de todo mundo. Por quê? Porque a música está muito veloz, está tudo muito rápido. E está muito eletrônico — e eu como sou um professor de música e velho, eu sinto falta do analógico, eu sinto falta do cara tocando, entendeu?”

Segundo Alex Kaffer, apenas o Heavy Metal ainda lança álbuns completos hoje em dia, enquanto outros gêneros musicais estão trabalhando apenas com singles. Ele mencionou uma entrevista de um dos produtores da cantora pop Beyoncé, que teria afirmado que hoje em dia, o segredo da produção musical é que “uma música não pode passar dez segundos sem ter uma mudança de dinâmica” e que é preciso “prender o ouvinte desde o início”, o ouvinte deve ser impactado logo de cara para que ele ouça a música até o final. Kaffer continuou:

“Se você faz uma banda metal progressivo, esquece. É tudo muito rápido. O que é uma novidade hoje, como era a nossa música do Kiss, amanhã já não é mais novidade. É muita informação.”

Ele acrescentou que não se preocupa com números do Spotify e refletiu sobre as bandas lendárias que não conseguiram emplacar mais “clássicos”, citando Judas Priest e Iron Maiden:

“Eu não me preocupo com isso porque nós já sabíamos que nunca seríamos uma banda de… né? De coisa assim. Nós somos uma banda alternativa, nós não somos underground, somos uma banda alternativa. Mas eu fico triste pelo trabalho que nós tivemos de fazer a ‘God Of Thunder’, as pessoas que participaram — não é porque é daminha banda, mas ficou do caralho o negócio. E [tudo isso] para aquele burburinho naquela hora li e acabou. Entendeu? E se você parar para analisar, cara, eu não estou reclamando por mim não. Você dois, me digam, qual foi o outro clássico do Iron Maiden, daquela música que não pode faltar nos shows, depois de ‘Fear Of The Dark’? Diz para mim. Eu estou falando de clássico. Me diz aquela música que o cara conhece. Nenhuma. Outra banda: Judas Priest. Estou falando só de clássicos do metal. Judas Priest. Qual é o clássico que veio depois de ‘Painkiller’? Painkiller é de 1990. Qual a música que o Judas emplacou depois do Painkiller? Nenhuma. Beleza.”

Quando um dos entrevistadores (Vladimir Korg, do The Mist), observou que apesar disso, essas bandas continuam lançando discos excelentes, Kaffer acrescentou:

“Mas agora que eu vou chegar lá. Você deu a vírgula no ponto interessante. Está cheio de clássicos nesses discos. Você pega um disco novo do Judas, aquele ‘Firepower’, o disco é ES-PE-TA-CU-LAR! Se aquele disco fosse lançado em 1987 seria um disco inteiro de clássicos. Só que hoje em dia, as pessoas não conhecem nem a capa. Não sabem nem qual é a capa do álbum. Quando escutam, escutam no Spotify dez segundos, e já tem um outro link: ‘Se você está ouvindo isso, você também vai gostar disso’. A música acabou, cara. É triste dizer isso. Eu como músico, como professor de música, a música acabou.”

E, seguida, veja a entrevista completa com Alex Kaffer:

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