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Resenha: Primordium – “Old Gods” (2017)

“Old Gods” é o segundo full lenght da discografia da banda potiguar de Death Metal, Primoridum, assim como os registros anteriores, teve seu lançamento pela gravadora potiguar Rising Records.

   

Da mesma forma que seu álbum anterior, “Todtenbuch”, o qual tratou conceitualmente sobre o Livro dos Mortos do Egito, “Old Gods” fala sobre o Egito antigo e dessa vez, conceitua o surgimento de Deuses mitológicos. Embora a banda se declare como simplesmente Death Metal, pode-se notar um ambiente atmosférico em sua sonoridade.

Primordium – Divulgação / Facebook

Faixas “Old Gods”

O álbum abre com o tema instrumental “Pesejet” que serve como ponte para a canção que vem logo depois, “Nun (Pralaya)”. Ela, por sua vez, relata sobre o mito Nun e sua contraparte feminina Neunet, ambos, igualmente, representam a água primordial. Ainda sobre Nun, o terceiro tema “The Awakening (Manvantara)” fala sobre a criação dos elementais do planeta Terra, assim como sobre o desenvolvimento da vida através desses elementais.

A quarta canção “God of Ligth” fala sobre o Deus Rá, também chamado de Deus Sol ou Deus da Luz, que assim fora proclamado por Nun e se tornou um dos principais deuses do antigo Egito, na sequência, “Nuit” fala sobre a Deusa das estrelas e dos céus Nut. Nut era esposa de Geb, Deus da Terra, sobre o qual trata a canção seguinte “Geb’s Throne” que se refere a Geb como sendo o primeiro Faraó de todos e conta sobre todos os seus feitos que trouxeram paz e moradia tanto em vida como após a morte. Já a faixa número sete “Anhu-Shu” fala sobre o Deus egípcio Shu, Deus do ar seco, do estado masculino, do calor, luz , perfeição e pai de Nut e Geb.

Em seguida, Primordium nos contemplou com o segundo tema instrumental, “Lunet Mehet (Pillar of North)”, que se refere a cidade que os egípcios batizaram de Heliopolis, também conhecida como Pilar do Norte. Ao passo que a faixa número nove, “Lady of Water”, fala sobre a Deusa Tefnut também chamada Tefnet. Ela era conhecida como a Deusa da umidade, das nuvens e da fertilidade. O décima tema , “The Scribe”, enfim, faz referência ao Deus Toth, que é conhecido como o Deus da sabedoria, da escrita, do conhecimento, da música e da magia. Toth, que era representado pelo animal babuíno, também teria sido o responsável pelo hierógrifos egípcios e era o protetor de todos os escribas.

Encerramento “Old Gods”

O álbum “Old Gods” fecha com chave de ouro com a canção “Chernobyl” cover da banda Hammeron (Thrash Metal potiguar), que se refere ao famoso acidente nuclear ocorrido numa usina soviética na década de 80 e que transformou Chernobil, posteriormente, em uma cidade fantasma.

Primordium demonstrou através do seu álbum “Old Gods”, um Death Metal maduro, conceituado e uma verdadeira obra de arte dentro do estilo. Vale a pena, portanto, dedicar-se a audição do álbum acompanhando as letras. Pois trata-se de uma viagem à antiguidade egípcia através do Metal extremo potiguar.

Nota 8,5

Integrantes:

  • Gerson Lima (vocal)
  • João Felipe Santiago (baixo)
  • Lux Tenebrae (guitarra)
  • Alex Duarte (guitarra)
  • Lucas Somenzari (bateria)

Faixas:

  • 1.Pesejet
  • 2.Nun ( Pralaya)
  • 3.The Awakening ( Manvantara)
  • 4.God Of Light
  • 5.Nuit
  • 6.Geb’s Throne
  • 7.Anhu´Shu
  • 8.Iunet Mehet ( Pillar of North)
  • 9.Lady of Water
  • 10.The Scribe
  • 11.Chernobyl

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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