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Resenha: Candlemass – Sweet Evil Sun (2022)

No último dia 12 de novembro, foi lançado, pelo selo Napalm Records, o décimo terceiro full lenght da clássica banda de Doom Metal sueca, Candlemass, sendo o terceiro registro após o retorno do vocalista original, Johan Längquist, sucessor do EP “The Pendulum” (2020) e do álbum “The Door To Doom” (2019).

   
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Temos nas dez faixas que vão ser comentadas em seguida, o que chamamos de FAN SERVICE. Ou seja, Candlemass registrou uma obra que vai ao encontro com os anseios de seus admiradores mais antigos e tradicionalistas. Há algum mal nisso? Claro que não, pelo contrário, querer agradar aos seus fãs é um sinal de profundo respeito pelos mesmos.

“Wizard Of The Vortex”

A intensa canção “Wizard Of The Vortex” é a escolhida para a abertura do disco. Seus riffs a la Iommi sustentam a sua estrutura sonora, enquanto os solos de Lars Johansson complementam, brilhantemente, os riffs. Além disso, a performance vocal de Johan Längquist prova que o seu retorno foi um tiro certeiro disparado pelo Candlemass.

“Sweet Evil Sun”

A faixa-título, “Sweet Evil Sun”, mantém os elementos de sua antecessora com acréscimo de um refrão grudento.

“MEIGO, MEIGO MAU SOL, OH GERADOR DO MUNDO, VOCÊ É O ÚNICO, ÚNICO MAU SOL, A BATALHA PELO SEU AMOR COMEÇOU”.

A sabbáthica “Angel Battle” dá sequência à agradável audição. De acordo com o que já mencionamos, puro Doom Metal old school, fincado nas raízes profundas do Black Sabbath, porém com variações vocais de Längquist, que a tornam ainda mais interessante.

Ainda mais lenta e sombria, “Black Butterfly” segue a fomentar a atmosfera macabra nascida no soar dos primeiros acordes do álbum.

CANDLEMASS / Reprodução / Facebook

Aqui nesse ponto, há o momento diferenciado do registro. A minha favorita, “When Death Sighs”, é destaque absoluto dentre as demais, pois a participação da cantora Jennie-Ann Smith, integrante do line-up de outra banda sueca de Doom Metal, Avatarium, fez toda a diferença.

As vozes dela e de Längquist atuando juntas constituem a cereja desse saboroso bolo. Logo depois, em “Scandinavian Gods”, Johan solta a sua voz em um fortíssimo refrão.

“Cante para mim irmão, irmã e filho”
“Cante para os bravos e velhos”
“Deuses escandinavos”.

“Devil Voodoo” deixa em destaque o trabalho do baterista Jan Lindh, não que sua performance não agrade nas demais canções, porém nessa em específico, seu arranjo se sobressai. “Crucified” tem uma pegada mais voltada ao Heavy/Doom e não posso deixar de notas o efeito wah wah utilizado por Mappe Björkman, que para o meu gosto, já que sempre funciona em quase todos os subgêneros.

Encerramento

A canção “Goddess”, a qual pode ser determinada como o encerramento do álbum, já que “A Cup Of Coffin (Outro)” é tão somente uma pequena faixa de encerramento, não apresenta novidades em relação a todas as suas antecessoras, mas apesar isso, não a classifico como demasiada, tampouco enfadonha, pois é uma bem escolhida clausura para o décimo terceiro álbum completo do Candlemass.

Doom sendo Doom. Candlemass sendo Candlemass. Se você se identifica positivamente com essas duas frases, esse registro é indicado para você.

   

Nota: 9,2

Integrantes:

  • Mappe Björkman (guitarra)
  • Lars Johansson (guitarra)
  • Johan Längquist (vocal)
  • Jan Lindh (bateria)
  • Leif Edling (baixo)

Faixas:

  • 1.Wizard Of The Vortex
  • 2.Sweet Evil Sun
  • 3.Angel Battle
  • 4.Black Butterfly
  • 5.When Death Sighs
  • 6.Scandinavian Gods
  • 7.Devil Voodoo
  • 8.Crucified
  • 9.Goddess
  • 10.A Cup Of Coffin (Outro)

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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