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Resenha: Asphyx – “Necroceros” (2021)

“Necroceros” é o décimo álbum completo da veterana banda de Death Metal holandesa, Asphyx, o qual foi lançado no dia 22 de janeiro pelo selo Century Media Records.

Estaria o inferno localizado abaixo do nível do mar? A reposta nós iremos descobrir através da análise da obra em questão. “The Sole Cure Is Death” escreve as primeiras letras dessa história, despejando uma avalanche de peso e velocidade sobre nossas cabeças. O vocalista Martin van Drunen possui um gutural incomum, eu pelo menos jamais ouvi algo parecido. O peso dos riffs do guitarrista Paul Baayens fica ainda mais evidenciado pela impecável produção de estúdio. Juntos, o baixo de Alwin Zuur e a bateria de Stefan Hüskens fabricam um alicerce seguro para toda essa estrutura de Metal da Morte. Há ainda uma pitada de Doom Metal na sonoridade da banda, talvez essa característica esteja mais presente nas raízes do Asphyx, mas isso é tema para pesquisas posteriores.

   

“Botox Implosion”


“Molten Black Earth” dá sequência ao décimo full lenght do Asphys, introduzindo com um riff que possui uma atmosfera nefasta, a qual intercala momentos mais lentos em uma música veloz. Com um riff “sabbathico”, “Mount Skull” brota das profundezas mais quentes do núcleo terrestre. Essa canção é a mais cadenciada do álbum até este momento, com uma veia Black/Doom mais nítida, porém é igualmente a mais pesada. Paul Baayens arrisca seu primeiro solo no disco, o qual me fez lembrar Slayer. Assim que o riff de “Knights Templar Stand” se inicia, o nível da audição cresce, vertiginosamente, me deixando um tanto quanto abobado. Eu me deparo com um “Black Sabbath” que toca Death Metal e não há uma possibilidade única de algo assim não fazer com que eu foque totalmente a minha atenção.

“Knights Templar Stand”

Baayens é um tipo de riffeiro que me agrada demais. Nessa faixa em especial, “Threee Years Of Famine“, ele arrisca solos mais melódicos, que funcionam, indiscutivelmente. “Threee Years Of Famine” é o auge do trabalho e também por isso, ela é a minha favorita do álbum. “Botox Implosion” soa mais Thrash Metal, além de ser uma bem feita crítica social. “Adolescentes inseguros / Almas mentalmente instáveis / Celebridades desbotadas / Recusando-se a envelhecer / Mídia onipresente / Tv e internet / Definindo atratividade / Padrões idiotas definidos”. A letra detona com aqueles que fazem de tudo para apagar os sinais do tempo em sua apresentação visual, além de criticar os padrões impostos pela maioria. “In Blazing Oceans”, por sua vez, fala sobre navegação perigosa no oceano. “Um cargueiro solitário / Ousando o bloqueio naval / A caminho da Grã-Bretanha / Conseguir ajuda inestimável / Prestes a contornar o Cabo da Boa Esperança / Hulk de cruzeiro estável / Desembarque de carga instável / Massa líquida perigosa / Afastou-se de seu comboio / Não mais seguro / O capitão está tomando precauções / Marinheiros em alerta máximo”. Os temas líricos escolhidos pelo Asphyx são bastante variados, guerra, tortura, maldição, morte, entre outros.

“The Nameless Elite” introduz com aquele tipo de riff “sabbáthico”, que é forte característica da sonoridade do Asphyx, porém a faixa descamba para velocidade, se assemelhando a pegada de “Botox Implosion”. “Yeld Or Die” beira o Heavy tradicional na maioria dos momentos de sua parte instrumental, em alguns outros, Heavy/Thrash, sendo aos guturais sua única característica mais voltada ao Death Metal. Faixas título, comumente, recebem uma atenção mais especial dos ouvintes. No caso desse disco, Asphyx a reservou para o seu encerramento. “Necroceros” tem seu tema lírico na mesma linha de “In Blazing Oceans”. Viagens pelo oceano, desastre ecológico com petróleo e marinheiros em perigo extremo. Tudo isso combina com o clima sombrio proporcionado pela audição da recém-lançada obra de Metal extremo. Afirmo que encerrar com essa canção foi uma decisão mais que acertada.

Agora, que me sinto melhor preparado, eu posso responder: Sim, o inferno também se localiza abaixo do nível do mar, nos Países Baixos, terra que nos presenteou com o Asphyx.

“The Nameless Elite”

“Necroceros” é o primeiro disco de Death Metal que resenho em 2021. Não posso reclamar da sorte. O álbum me impressionou e mais uma banda, que eu não conhecia, ganhou o meu respeito. Aprovado e indicado a adoradores de Death Metal e Doom Metal isentos de exigências tolas.

  • Nota: 8,8
  • Integrantes:
  • Martin van Drunen (vocal)
  • Paul Baayens (guitarra)
  • Alwin Zuur (baixo)
  • Stefan Hüskens (bateria)
  • Faixas:
  • 1.The Sole Cure Is Death
  • 2.Molten Black Earth
  • 3.Mount Skull
  • 4.Knights Templar Stand
  • 5.Threee Years Of Famine
  • 6.Botox Implosion
  • 7.In Blazing Oceans
  • 8.The Nameless Elite
  • 9.Yeld Or Die
  • 10.Necroceros
  • Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz
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