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Produtores: Episódio 3 – Martin Birch, o gênio

Nosso terceiro capítulo homenageará o saudoso produtor Martin Birch (Deep Purple, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath, Iron Maiden …)

   
LOS ANGELES, USA – 1st APRIL: Music producer Martin Birch posed at the mixing desk while working with Rainbow on the album ‘Rainbow Rising’ at The Record Plant in Los Angeles, USA in April 1976. (Photo by Fin Costello/Redferns)
  • Nome: Martin Birch
  • Codinome: Martin “Black Night” Birch
  • Data de Nascimento: 27 de março de 1948
  • Local: Woking/Surrey, Inglaterra
  • Data de Falecimento: 9 de agosto de 2020
  • Estilo: Hard Rock, Prog Rock, Heavy Metal
  • Ano de Atividade: 1968 – 1992
  • Principais bandas/artistas produzidos por ele: Fleetwood Mac, Deep Purple, Jon Lord, Bernie Marsden, Wishbone Ash, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath, Blue Öyster Cult e Iron Maiden.

Portfólio:

Em nosso terceiro capítulo, falaremos do famoso e saudoso Martin Birch, que foi um verdadeiro fenômeno da produção. Ele tem em seu currículo obras magistrais, as quais ajudou a transformar em obras de arte através de seu feeling e conhecimento.Sua história é mais compreensível se a divirdirmos entre as principais bandas que ele trabalhou:

Fleetwood Mac (de 1969 a 1973) & Wishbone Ash (de 1970 a 1972):

Fleetwood Mac: De 1969 a 1973, Martin participou da produção de cinco full lenghts da banda londrina de Rock com elementos progressivos. “Then Play On” (1969) , “Kiln House” (1970), “Bare Trees” (1972), “Penguin” (1973) e “Mystery to Me” (1973), nesse último, inclusive como guitarrista.

Ele chegou para produzir o terceiro disco do quinteto. Uma das características da carreira de Birch, certamente, foi revolucionar a carreira de grupos que já faziam ou iriam fazer parte da cena mainstream.

Wishbone Ash: Martin produziu os três primeiros álbuns do quarteto, “Wishbone Ash” (1970), “Pilgrimage” (1971) e “Argus” (1972).

Deep Purple (de 1969 a 1976):

Esse foi um dos principais passos de sua consagrada carreira.

Deep Purple havia acabado de trocar, ao mesmo tempo, dois de seus integrantes, baixista e vocalista, dando início a sua formação clássica, conhecida como Mark II. A estreia de Martin Birch se deu com o live album “Concerto for Group and Orchestra”, em 1969, arranjado pelo saudoso maestro Jon Lord. Inclusive, nesse disco ao vivo foi executada a primeira versão de “Child In Time”, mas sua versão de estúdio só saiu no “In Rock”, clássico que foi lançado no ano posterior. Em suma, o quinteto sem muita relevância no final da década de 60 se transformou em um dos mais importantes nomes do Hard Rock de todos os tempos e o trabalho de Birch tem muito a ver com isso.

Primeiro milagre da carreira:

Após produzir “In Rock” (1970) e “Fireball” (1971), veio o primeiro milagre da carreira de Martin, “Machine Head”, gravado no final de 1971 na Suiça e lançado em 1972. Eis um dos maiores clássicos de Hard Rock de todos os tempos, que vendeu 10 milhões de cópias somente no ano de seu lançamento. O incêndio em Montreux e o improviso de gravação no corredor de um hotel, surpreendentemente, transformaram Birch em uma referência.

RITCHIE BLACKMORE / DEEP PURPLE / MARTIN BIRCH / Reprodução / Acervo

Em 1973, “Who Do We Think We Are” mostrou um trabalho diferenciado de produção, mas os problemas internos do quinteto fizeram com que o disco não se destacasse.

Novamente, baixista e vocalista são substituídos e chega a Mark II. “Burn”, de 1974, é mais uma reconhecida obra prima de Martin Birch, seguida de “Stormbringer”, lançado no mesmo ano. O guitarrista Ritchie Blackmore deixa o Deep Purple em 75 e é substituído por Tommy Bolin, que ajudou a lançar “Come Taste The Band”, último trabalho de Birch com a banda e o último registro de estúdio deles antes de seu retorno com “Perfect Strangers”, em 1984, com a produção do baixista Roger Glover.

Live Albums do Deep Purple:

Nesse hiato, foram produzidos mais dois live albums importantes, “Made in Japan” (1972) e “Made in Europe” (1976). Esses discos saíram em seguida ao encerramento temporário das atividades do Deep Purple.

Rainbow (de 1976 a 1978/1986):

   

Quando Ritchie Blackmore saiu do Deep Purple em 1975, logo depois, ele formou sua própria banda, Rainbow. Martin Birch assinou o debut, “Ritchie Blackmore’s Rainbow” (1975), “Rising” (1976), o live album “On Stage” (1977), além do último full lenght com o vocal de Ronnie James Dio, “Long Live Rock’N’Roll” (1978).

Desde que “Down To Earth” saiu, em 1979, até “Bent Out of Shape”, em 1983, os registros foram produzidos por Roger Glover. Porém, em 1986, Martin foi o produtor da coletânea “Finyl Vinyl”, a qual continha material inédito de todo o histórico do quinteto.

RONNIE JAMES DIO / MARTIN BIRCH / RITCHIE BLACKMORE / RAINBOW / Reprodução / Acervo

Dentre todo o seu trabalho com o Rainbow, “Rising” foi o mais relevante e impressionante.

Whitesnake (de 1978 a 1984):

Com o fim temporário do Deep Purple, o vocalista das Marks III e IV, David Coverdale, formou sua própria banda, Whitesnake.Assim como fez Ritchie Blackmore com o seu Rainbow, Coverdale também quis contar com a já conhecida capacidade de Martin Birch.

Foram um total de oito registros, seis full lenghts, um EP e um live album. EP “Snakebite” (1978), “Trouble” (1978), “Lovehunter” (1979), “Ready an’ Willing” (1980), “Live… in the Heart of the City” (1980), “Come an’ Get It” (1981), “Saints & Sinners” (1982) e, enfim, “Slide It In” (1984).

Dentre esses, saíram pelo menos três clássicos, “Slide it in”, “Saint’s & Sinners” e “Love Hunter”.

Black Sabbath (de 1980 e 1981):

Quando Ozzy Osbourne foi despedido do Black Sabbath, havia muitas dúvidas sobre o futuro do quarteto, mesmo que Ronnie James Dio fosse o seu substituto. Para um desafio enorme desses, era necessário um produtor que soubesse exatamente o que fazer, assim sendo, Martin era esse homem.

“Heaven & Hell” (1980) e “The Mob Rules” (1981) são clássicos absolutos da era DIO. Enquanto “Heaven and Hell” traz o Black Sabbath surfando na onda da NWOBHM, “The Mob Rules” resgata a sonoridade Heavy/Doom dos anos 70, modernizada e adaptada a encantadora voz de Dio. Inegavelmente, Martin Birch foi gênio nos dois registros históricos dos padrinhos do Heavy Metal.

Blue Öyster Cult (de 1980 e 1981):

Martin Birch foi escalado para os discos “Cultösaurus Erectus” (1980) e “Fire of Unknown Origin” (1981), sétimos e oitavo full lenghts do quinteto americano de Hard/Occult Rock, Blue Öyster Cult.

Como resultado, Martin foi responsável por dar uma roupagem oitentista a sonoridade setentista da banda.

Iron Maiden (de 1981 a 1992):

   

Apesar do inicío de sua grandiosidade ter sido no Deep Purple, a Donzela de Ferro foi, indubitavelmente, o Magnum Opus da carreira de Martin Birch. Talvez provavelmente, quando ele iniciou a sua saga no Iron Maiden, produzindo “Killers” (1981), segundo álbum do quinteto, não deve ter se dado conta ou imaginado o que viria pela frente.

Com a saída de Paul Di’anno e a entrada de Bruce Dickinson, veio o “The Number Of The Best” (1982) e a montanha russa apenas iniciava a sua guinada. Daí em diante, de um registro para o outro, já se via a renovação e a criatividade no trabalho do produtor que estava longe de cessar.

“Piece Of Mind” (1983) serviu de prenúncio para o maior clássico de todos do Heavy Metal tradicional que veio em seguida, “Powerslave” (1984).

“Live After Death”, o icônico Live Album de 1985:

Ver uma coletânea de clássicos registrados ao vivo no “Live After Death” (1985) foi a coroação da Era de Diamante da carreira do Iron Maiden, assim como de Martin Birch. Daí em diante, o mago da produção se reinventou lindamente pelo menos mais duas vezes.

Em primeiro lugar, “Somewhere In Time” (1986) teve uma temática futurista. Tudo no registro unia o passado e o futuro em uma só atmosfera conceitual. A capa de Derek Riggs reunindo momentos da carreira da Donzela em uma cidade peculiar é além de sensacional. Martin, por sua vez, fez a mesmíssima coisa na sonoridade das canções.

“Seventh Son Of A Seventh Son”

As guitarras sintetizadas projetaram o Iron Maiden em uma realidade distópica que está a alguns séculos adiante. Logo após, em “Seventh Son of a Seventh Son” (1988), o uso de teclados seguiu a sina da evolução da sonoridade. Ou seja, Iron Maiden com a assinatura de Martin Birch jamais soou mais do mesmo.

Dessa turnê saiu o live album “Maiden England”, que complementa de forma fascinante o material do “Live After Death”, encerrando, desse modo, a Diamond Age do quinteto.

“No Prayer For Dying”, “Fear Of The Dark” e a aposentadoria:

“No Prayer For Dying”, o primeiro com o guitarrista Janick Gers, que substitui Adrian Smith, talvez foi o único disco com a produção de Birch no Iron Maiden que não chegou a ser um sucesso.

Com o lançamento de “Fear Of The Dark” em 1992, Martin anunciou sua aposentadoria da forma que ele merecia, com um disco clássico e marcante, ou seja, ele parou em um ótimo momento para isso, quando estava por cima.

Desde a aposentadoria de Martin Birch, Iron Maiden parece que aposentou a sua criatividade, pois jamais conseguiu repetir a mesma qualidade de outrora. Embora seus fãs mais adictos o seguiram aclamando.

A PERDA DE UM GÊNIO INSUBSTITUÌVEL:

   

Martin Birch ainda fez outros vários trabalhos como produtor, que seria impossível falarmos sobre todos. Lamentavelmente, ele morreu no dia 9 de agosto de 2020, aos 71 anos, e a causa da morte não foi revelada.

Martin faz falta e deixou um vazio que só se pode preencher com a audição de seu fenomenal trabalho enquanto atuante no que melhor sabia fazer.

R.I.P, MARTIN “BLACK NIGHT” BIRCH!

O produtor de nosso próximo episódio será Scott Burns.

Criado por: Geovani “Lar de Idosos São Francisco” Vieira & Cristiano “Big Head” Ruiz

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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