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Madrugada Metal: Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)

Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal): Slayer, Testament, Overkill & Kreator

   

Criamos quadro “Madrugada Metal” para aquelas noites de insônia, para ouvirmos e batermos as cabeças até que o sono venha. Mas, isso vocês já estão cansados de saber.

Hoje, vamos homenagear aqueles álbuns que, embora nem sempre sejam tão apreciados pelos fãs de determinada banda, têm o poder de modificar as suas sonoridades da data de seu lançamento em diante. No entanto, na madrugada de hoje vamos dar quatro exemplos somente dentro do Thrash Metal.

vamos lá?

Ai estão eles:

Slayer “South of Heaven” (1988)

Madrugada Metal: Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)

Desde o seu nascimento, ainda que o Thrash Metal acabasse prevalencendo no contexto geral, Slayer nunca repetiu a mesma fórmula em mais de um lançamento. Ou pelo menos, a busca sempre foi essa. Porém, após “Reign in Blood” (1986), que é rápido, visceral e brutal, como eles fariam para não parecer repetitivos? Foi ai que veio “South of Heaven”, em 1988, a princípio, desagradando parte dos fãs. Tempos depois, eles passaram a cultuar o álbum, principalmente, pelas suas diferenças sonoras.

Canções mais cadenciadas como “South of Heaven”, “Mandatory Suicide” e “Spill The Blood” passaram a estar presentes nos álbuns gravados, posteriormente. Só para exemplificar, temos “Dead Skin Mask”, “Skeletons of Society” e “Seasons in the Abyss” no “Seasons in the Abyss”, a faixa título “Divine Intervention”, “Bloodline” no “God Hates Us All” e etc… Além disso, podemos notar que mesmo nas canções mais aceleradas do “South of Heaven” como “Silent Scream” e “Behind the Crooked Cross”, Tom Araya canta de forma mais desacelerada.

Testament – “Demonic” (1997)

Madrugada Metal: Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)

A decadência do Thrash Metal na década de 90, inegavelmente, fez com que muitas bandas do estilo tentassem se adptar as tendências predominantes da melhor maneira. No caso do Testament, que vinha de três discos não muito convincentes, “Souls of Black”, “Ritual” e “Low”, a tentativa foi a de embarcar no Metal extremo, contudo, ainda que não possamos considerar “Demonic” como uma produção vergonhosa, o mesmo não atingiu o seu objetivo primordial, pelo menos não na época de seu lançamento.

É explícito, no entanto, que algumas de suas mudanças renderam frutos já no álbum seguinte, “The Gathering” (1999). Os guturais de Chuck Billy, experimentais no “Demonic”, passaram a fazer parte de várias outros composições posteriores, do mesmo modo, o som mais groovado das guitarras, ou seja, o disco ajudou a transformar a sonoridade do quinteto em algo ainda mais pesado sem deixar de lado o Thrash Metal que fez com que a banda ficasse conhecida.

Kreator – “Endorama” (1999)

Madrugada Metal: Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)

Da mesma forma que Slayer, Kreator, desde os seus primórdios, sempre tentou não se repitir em seus lançamentos, porém do debut até o “Coma of Souls”, podemos considerar que eles estavam em plena era do Thrash Metal. Devido a já citada decadência do Thrash, a sua sequência foi marcada por experimentalismos, “Renewal” (1992), “Cause for Conflit” (1995), “Outcast” (1997) e, enfim, “Endorama” (1999), que é o escolhido do nosso quadro, pois ele encontra-se justamente no limite entre a era experimental e o retorno ao Thrash Metal, que ocorrera no “Violent Revolution” (2001).

Por quê “Endorama”? (Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)

Acontece que os elementos mais melódicos presentes em suas canções jamais deixaram a sonoridade do Kreator em seus lançamentos posteriores, a partir de “Violent Revolution”, ou seja, ainda que os fãs tenham torcido o nariz para ele, o mesmo implantou alterações significativas no estilo do quarteto de Essen/Alemanha.

Overkill – “Horrorscope” (1991)

Madrugada Metal: Álbuns que mudaram a sonoridade das bandas (Thrash Metal)
   

Após quatro lançamentos absolutamente amados por seus admiradores, a temível década de 90 também bateu nas portas dos fundos do Overkill, sendo essa crise temporal que fez nascer “Horrorscope”, quinto full lenght que chegou em 1991, a fim de se adaptar a nova realidade vigente do mercado do Metal.

Não é errado afirmar que essa fase de adaptação do Overkill estendeu-se por toda a década de 90 e 2000, nos lançamento que vieram posteriormente, inclusive. Enfim, em 2010, Overkill entrou em sua segunda grande fase criativa e a partir de “Ironbound”, passou a lançar discos que fizeram novamente a cabeça de seu fãs, mas, aquela adaptação ao Groove Metal passou a ser parte integrante da sonoridade e jamais deixou de ser elemento integrante das composições e lançamentos.

Tanto que a classificação do Overkill de Thrash Metal mudou para Groove Thrash Metal e nunca vi alguém discordar.

Curta esses discos em sua playlist, contudo sem moderação alguma, até que o sono venha, se é que ele virá (rs)!

Seleção e redação: Cristiano “Big Head” Ruiz

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