Hypocrisy: “Essas ferramentas são especificamente para qualquer pessoa que não seja um músico”, diz Peter Tägtgren sobre I.A

O produtor, vocalista e multi-instrumentista sueco Peter Tägtgren (Hypocrisy, Pain), compartilhou a sua opinião sobre o uso da Inteligência Artificial na criação de músicas. Peter afirmou que não usa I.A. nas suas composições e também não cogita usar essa ferramenta no seu trabalho. Ele explicou em uma nova entrevista à Noise Magazine:
“Não. Eu sei que às vezes [usuários de redes sociais] vão ao nosso Instagram ou Facebook e [postam] coisas de IA, e eu vejo pessoas [dizendo]: ‘Bem, não, não.’… Eles odeiam. Mas não, eu nunca nem pensei em fazer isso. Eu não preciso — eu tenho ideias. E esse é o objetivo de compor — colocar suas ideias para fora.
Essas ferramentas são para… sei lá… caminhoneiros que querem compor suas próprias músicas. Especificamente, para qualquer pessoa que não seja um músico — são boas ferramentas para eles escreverem coisas como: ‘Aniversário do meu irmão. Ele está fazendo 40 anos. Preciso compor uma música para ele.’ Ok, IA ‘Parabéns pra você’, blá, blá, blá. Acho que é mais uma ferramenta para isso. Mas, claro, tenho certeza de que há outras pessoas na banda que estão tentando compor. Mas eu nunca tentei, então… não me interessa.”
Segundo Tägtgren, a I.A. é
Hoje, muitas bandas e artistas diversos estão usando I.A. em seus trabalhos, seja na criação da arte de capas, letras, harmonias, melodias, etc. Para Peter Tägtgren, cada uma deve fazer o que acha melhor para si e para o seu próprio trabalho:
“O que funcionar, funciona. Acho que cabe a cada um decidir o que quer fazer. Como eu disse, quero ficar longe da IA o máximo que puder, digamos assim. E há muito talento por aí que pode criar capas realmente incríveis — sem IA.”
